Ágora (filme)
| Agora | |
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| Ágora (PT) Alexandria (BR) |
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2009 • cor • 127 min |
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| Produção | |
| Realização | 9 de outubro de 2009 (Espanha) |
| Direção | Alejandro Amenábar |
| Produção | Álvaro Augustín Fernando Bovaira Simón de Santiago José Luis Escolar Jaime Ortiz de Artiñano |
| Roteiro | Alejandro Amenábar Mateo Gil |
| Elenco original | Rachel Weisz Max Minghella Oscar Isaac Rupert Evans |
| Género | drama, história |
| Idioma original | inglês |
| Música | Dario Marianelli |
| Cinematografia | Xavi Giménez |
| Edição | Nacho Ruiz Capillas |
| Distribuição | Mod Producciones |
IMDb: (inglês) (português) |
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| Projeto Cinema • Portal Cinema | |
Ágora (Alexandria (título no Brasil) ou Ágora (título em Portugal)) é o título de um filme espanhol dirigido por Alejandro Amenábar, lançado na Espanha, em 9 de outubro de 2009. O filme é estrelado por Rachel Weisz e Max Minghella e relata a história da filósofa Hipátia, que viveu em Alexandria, no Egito, entre os anos 355 e 415, época da dominação romana.
Durante o relato, a história apresenta uma licença romântica, incluindo uma ligação entre Hipátia e um de seus escravos.
Índice |
[editar] Sinopse
O filme relata a história de Hipátia, filósofa e professora em Alexandria, no Egito entre os anos 355 e 415 da nossa era. Única personagem feminina do filme, Hipátia ensina filosofia, matemática e astronomia na Escola de Alexandria, junto à Biblioteca. Resultante de uma cultura iniciada com Alexandre Magno, passando depois pela dominação romana, Alexandria é agitada por ideais religiosos diversos: o cristianismo, que passou de religião intolerada para religião intolerante, convive com o judaísmo e a cultura greco-romana.
Hipátia tem entre seus alunos Orestes, que a ama, sem ser correspondido, e Sinésio, adepto do cristianismo. Seu escravo Davus também a ama, secretamente. Hipátia não deseja casar-se, mas se dedica unicamente ao estudo, à filosofia, matemática, astronomia, e sua principal preocupação, no relato do filme, é com o movimento da terra em torno do sol.
Mediante os vários enfrentamentos entre cristãos, judeus e a cultura greco-romana, os cristãos se apoderam, aos poucos, da situação, e enquanto Orestes se torna prefeito e se mantém fiel ao seu amor, o ex-escravo Davus (que recebeu a alforria de Hipátia) se debate entre a fé cristã e a paixão. O líder cristão Cirilo domina a cidade e encontra na ligação entre Orestes e Hipátia o ponto de fragilidade do poder romano, iniciando uma campanha de enfraquecimento da influência de Hipátia sobre o prefeito, usando as escrituras sagradas para acusá-la de ateísmo e bruxaria.
Além de narrar a vida e a morte de Hipátia, pode-se observar de forma nítida o conflito entre cristãos e e pagãos. De um lado temos o cristianismo, ganhando força de atuação junto ao judaísmo; do outro temos a religião politeísta Greco-romana, com a adoração de estátuas (condenada pelo cristianismo), que representavam seus numerosos deuses. Por outro lado, é interessante observar como a mulher era vista. No cristianismo, o papel da mulher era de subordinação, mas Hipátia não se permitia ser subordinada a ninguém. Por ter se recusado a se converter ao cristianismo, foi acusada de ateísmo e bruxaria, julgada de forma vil e apedrejada. A história real da filósofa está no artigo Hipátia.
[editar] Elenco
- Rachel Weisz ... Hipátia
- Max Minghella ... Davus
- Oscar Isaac ... Orestes
- Ashraf Barhom ... Ammonius
- Michael Lonsdale ... Téon
- Rupert Evans ... Sinésio
- Richard Durden ... Olympius
- Sami Samir ... Cirilo
- Manuel Cauchi ... Teófilo
- Homayoun Ershadi ... Aspasius
- Oshri Cohen ... Medorus
- Harry Borg ... Prefeito Evagrius
- Charles Thake ... Hesiquius
- Yousef 'Joe' Sweid ... Peter
- Andre Agius ... Menino
- Christopher Dingli ... Estudante
- Clint Dyer ... Hierax
- Wesley Ellul ... Guarda
- George Harris ... Heladius
- Jordan Kiziuk ... Discípulo de Hypatia
- Amber Rose Revah ... Sidonia
[editar] Detalhes da produção
- O filme comercialmente tem 127 minutos, mas na França, pelo Festival de Cannes, apresentou-se com 141 min.
- O filme foi co-financiado pela companhia espanhola Sogecable[1].
- As locações foram em
- Delimara, Malta
- Fort Ricasoli, Kalkara, Malta
- Marsaxlokk, Malta
- Mdina, Malta
- Valletta, Malta
[editar] Controvérsias
- O filme foi proibido no Egito pela censura, por conter cenas consideradas um insulto para a religião[2].
- O “Observatório Anti-difamação Religiosa”[3] protestou contra o filme por "promover ódio ao cristianismo e reforçar falsos clichés sobre a Igreja Católica"[4]. O filme teve problemas de distribuição nos Estados Unidos da América e Itália[4][5][6][7]
[editar] Recepção
O filme ganhou 7 Prêmios Goya, incluindo o de melhor roteiro original por Alejandro Amenabar e Mateo Gil, que fez o segundo filme mais premiado da edição do XXIV Prêmio Goya para a academia de cinema espanhol. Realizado na Espanha em 2009.[8], foi o filme espanhol mais visto daquele ano[9].
[editar] Premiações
- Em 2010 foi indicado no Cinema Writers Circle Awards, na Espanha, para Melhor Fotografia (Xavi Giménez), Melhor Diretor (Alejandro Amenábar), Melhor Edição (Nacho Ruiz Capillas), Melhor Filme e Melhor Música (Dario Marianelli).
- Em 2010 foi indicado ao Prêmio Goya de Melhor Cinematografia (Xavi Giménez), Melhor Vestuário (Gabriella Pescucci), Melhor Maquiagem e Cabelo (Jan Sewell, Suzanne Stokes-Munton), Melhor Direção Artística (Guy Dyas), Melhor Direção de Produção (José Luiz Escolar), Melhor Roteiro Original (Alejandro Amenábar e Mateo Gil), Melhores Efeitos Especiais (Chris Reynolds e Félix Bergés).
- Em 2010 venceu o Prêmio Goya de Melhor Atriz (Rachel Weisz), Melhor Diretor (Alejandro Amenábar), Melhor Edição (Nacho Ruiz Capillas), Melhor Filme, Melhor Música Original (Dario Marianelli) e Melhor Som (Peter Glossop e Glenn Freemantle).
[editar] Notas e referências
- ↑ Latino Review "Rachel Weisz Goes Agora" 14 March 2008
- ↑ El País. Ágora no se verá en Alejandría. Página visitada em 12/04/2010.
- ↑ Official website (em espanhol) of the Observatorio Antidifamación Religiosa: http://www.oadir.org/index.php?option=com_content&task=view&id=15&Itemid=33
- ↑ a b Civil groups protest new anti-Christian film :: Catholic News Agency (CNA). Página visitada em 11 de Junho de 2010.
- ↑ Il film che l'Italia non vedrà - LASTAMPA.it. Página visitada em 11 de Junho de 2010.
- ↑ Mikado distribuirà agorà in Italia. Página visitada em 11 de Junho de 2010.
- ↑ Alejandro Amenábar's Agora Finally Bought for US Distribution « FirstShowing.net. Página visitada em 11 de Junho de 2010.
- ↑ Agora - Release Dates
- ↑ El País. 'Ágora', el filme español más visto en 2009. Página visitada em 12/04/2010.