Água Preta

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Município da Água Preta
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 3 de agosto
Fundação 3 de julho de 1892
Gentílico água-pretense[1]
Prefeito(a) Armando Souto (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização da Água Preta
Localização da Água Preta em Pernambuco
Água Preta está localizado em: Brasil
Água Preta
Localização da Água Preta no Brasil
08° 42' 25" S 35° 31' 51" O08° 42' 25" S 35° 31' 51" O
Unidade federativa  Pernambuco
Mesorregião Mata Pernambucana IBGE/2008[2]
Microrregião Mata Meridional Pernambucana IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes a norte com Ribeirão (Pernambuco), a sul com Barreiros (Pernambuco) e o estado de Alagoas, a leste com Gameleira e Tamandaré e a oeste com Palmares, Xexéu e Joaquim Nabuco
Distância até a capital 102 km
Características geográficas
Área 543,158 km² [3]
População 34 978 hab. IBGE/2013[4]
Densidade 64,4 hab./km²
Altitude 93 m
Clima Tropical As'
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,553 baixo PNUD/2010[5]
PIB R$ 171 648 mil IBGE/2011[6]
PIB per capita R$ 5 132 08 IBGE/2011[6]
Página oficial

Água Preta é um município brasileiro do estado de Pernambuco. O município é formado pelos distritos sede, Santa Terezinha e pelo povoado de Agrovila Liberal.

História[editar | editar código-fonte]

O distrito de Água Preta foi criado em 10-11-1809, subordinado ao município de Rio Formoso. Tornou-se município e retornou à condição de distrito até 1895, quando a vila de Água Preta foi elevada à município, através da Lei Estadual nº 130, em 03 de julho de 1895.

Por suas terras passou a Revolução Praieira, em 1848. O capitão Pedro Ivo refugiou-se nas matas de Água Preta após a derrota em Recife e ali organizou a resistência através de guerrilhas antes de se entregar.


Origens[editar | editar código-fonte]

”A PRINCESINHA DO UNA"

O Município da Água Preta originado nas terras palmarinas da República dos Palmares, reino de Zumbi, no século XVII, tendo sua povoação às margens do Rio Una – termo indígena que significa ‘preto’, de águas escuras – na confluência do Rio Mondego, no Poço das Ingazeiras, daí o seu primeiro nome “Povoado do Rio Preto” a oeste da cidade atual, que com o tempo, transformou-se em “Água Preta”.

Sua freguesia foi criada pela Resolução de Consulta de 10 de novembro de 1809, provida em 1812, sendo o seu primeiro vigário o Padre Sebastião Peixoto Guimarães.

Criada a vila pela Lei Provincial nº 156, desmembrada das terras da Vila do Rio Formoso, já que a freguesia foi desmembrada da Freguesia de Una.

Extinta a vila em 1853 por ter seus habitantes tomado parte ativamente na Revolução Praieira, última Guerra Civil do Império Brasileiro, sendo seu quartel General (QG), porém restaurada em 1859.

Teve a sua comarca criada em 1862 com a denominação de Comarca dos Palmares, nas terras palmarinas, município de grande superfície, perdendo a sua comarca para o Povoado de Montes em 1873 que tornou vila com o nome de Vila dos Palmares, devido a passagem da estrada de ferro da “Great Western of Brazil Railway” – Recife – São Francisco, com estação de nome Una, hoje, sede do Município dos Palmares poção territorial que progrediu rapidamente.

Com quilombos e quilombolas, dos confederados da República dos Palmares viveu momentos de sítios históricos com vitórias e reveses; com participação na Guerra dos Cabanos (1832-1836) pró restauração do 1º Reinado; Quartel General da Revolução Praieira (1848-1850), com seu filho herói Pedro Ivo Veloso da Silveira, Capitão-chefe do movimento militar, ao lado do Desembargador Nunes Machado. Exaltado Pedro Ivo por Álvares de Azevedo e Castro Alves; na guerra contra o Paraguai enviou contingentes de filhos ao conflito e entre eles surgiram mártires e heróis.

Transformou-se em cidade pela Lei Estadual nº 130, de 03-07-1895, pois a comarca com o seu nome próprio é de 1884, instalada por seu 1º Juiz de Direito, Dr. José Brandão da Rocha.

Há no Município da Água Preta sítios históricos tais quais: Engenhos Ilha Grande, Almécega, Barra de Caraçuípe e Sacramento (sítios da Revolução Praieira); Bom Sucesso, Cruz de Malta e Barra d’Ouro (sítios da Guerra dos Cabanos).


Vultos Históricos[editar | editar código-fonte]

Como vultos históricos, Água Preta fulgura com seguintes nomes:

  • Cap. Hermínio Peregrino David Madeira, prefeito deste município;
  • Alferes Marcelino Franco da Silveira Lessa, mártir da Guerra do Paraguai;
  • Cel. Manuel Veríssimo do Rego Barros, herói da Guerra do Paraguai;
  • Prof. Dr. Nelson de Castro Chaves, médico nutrólogo de fama internacional, detentor da Comenda São Lucas, Professor Emérito da UFPE;
  • Dr. Fausto Figueiredo, político, Deputado Estadual e Ex-Prefeito dos Palmares;
  • Cel. Marcionilo Machado da Cunha Pedrosa, político, Ex-Prefeito da Água Preta;
  • Prof. Amaro Matias Silva, filólogo e sociólogo, estatístico e historiógrafo, advogado e jornalista, escritor e poeta, pesquisador social e cultor de heráldica, defensor do tupi Guarani e educador de gerações, filho desta terra aguapretana.


Símbolos Municipais[editar | editar código-fonte]

BANDEIRA, BRASÃO E HINO


Bandeira[editar | editar código-fonte]

A Bandeira do Município da Água Preta é composta por um retângulo bicolor alvicerúleo, cujo tamanho é igual a 1 ½ vez a largura composto de três (3) listras verticais de igual dimensão, medindo um terço de comprimento cada, sendo duas (2) azuis entremeadas por uma (1) branca, em cujo centro fulgura um escudo moderno de peças nobres, ornado com brasão d’armas municipais, constituindo-se na Bandeira Oficial da Água Preta. Heraldicamente os significados das cores da bandeira são os mesmos do brasão d’armas, todas elas filhas das cores pernambucanas.


Brasão[editar | editar código-fonte]

O Brasão d’armas municipais tem como núcleo um escudo moderno terçado em faixa de ouro. Na parte superior de blau (azul) encravada três estrelas de prata de cinco pontas dispostas de modo que a do centro no plano superior, uma de 1ª grandeza e as duas outras de 2ª grandeza uma à destra (direita) e outra à sinistra (esquerda), tendo entre elas uma cruz latina de goles (vermelha); na parte inferior de sinopla (verde) até a ponta escudal que por ela corre um rio de sable (negro), no sentido oeste-leste; exteriormente vêm os ornatos ladeando-o um exemplar de cana de açúcar de cor natural à destra, envolvido no pé por um listel de ouro brocante, que se desenrola à sinistra onde se lê a data 3-8-1892 e o dístico: ”Trabalho e Amor” de sinopla. É encimado de uma fortaleza de ouro em forma de coroa.


Simbolismo Brasionário[editar | editar código-fonte]

* Azul – lealdade, formosura e fidelidade do povo e ainda o céu bordado de estrelas;

* Amarela – nobreza, magnanimidade e riqueza do povo bem como os frutos sazonados de nossos campos e pomares;

* Verde – tenacidade, respeito e fertilidade do solo, nossos canaviais onde corre o Rio Una que lhe deu o nome Rio Preto e depois Água Preta;

* Branca - integridade e firmeza nas decisões da coletividade aguapretana nas terras palmarinas.

* A Cruz Latina – Representa a fé cristã do nosso povo, o Cristo monumental da cidade, as lições de Pe. Francisco Geraedts, o benfeitor;

* As Estrelas – A de 1ª grandeza representa a sede do município; as de 2ª, representam os dois distritos da divisão política municipal, que são os distritos de Xexéu e de Santa Terezinha;

* A Fortaleza – Representa a resistência de um povo que luta por melhores dias dentro do plano nacional, inspirado nos ideais da Revolução Praieira de 1848, sendo o seu Quartel General sob o comando o Cap. Pedro Ivo e em reverência aos conterrâneos maiores, mártires e heróis.

* O Rio – De negro que originou o nome do município.

* O Lema “Trabalho e Amor” – Representa o povo laborioso a fugir do ócio e envolvido no amor fraterno.


A Bandeira e o Brasão foram presenteados ao município em 03-08-1977 os quais foram oficializados pelo então Prefeito Sr. José Ferreira da Fonseca. O Hino foi presenteado ao município em novembro do ano de 1999 e foi oficializado pelo então Prefeito Eduardo Coutinho, os quais se constituem nos símbolos do município da Água Preta, todos de autoria do aguapretano Emérito Prof. Dr. Amaro Matias Silva e oficializados mediante leis municipais. Na leva de ações culturais direcionadas ao povo aguapretano, o Professor Matias também foi o autor do Projeto de Lei que criou a “Medalha do Mérito – Herói Capitão Pedro Ivo”, com status de comenda, que será agraciada às pessoas ou entidades que tenham serviços prestados ao município na caminhada de seu sucesso.


Hino Municipal da Água Preta[editar | editar código-fonte]

Letra do Prof. Amaro Matias


Música do Prof. Osvaldo Ferreira de Melo


Encravada na Meridional Mata,

Terra heróica, pois pernambucana,

Altiva por ter ilustres filhos,

A fugir do ócio e seus rastilhos,

A fibra de heróis inda promana.


Refrão


Minha Terra, forte Terra,

És toda garrida e ilhana!

Minha Terra, doce Terra,

Debaixo do céu d’anil

És fértil, és soberana

E és um pedaço do Brasil.


Confirma seres bravo e cortês,

Filho desta Terra aguapretana,

Que da Praieira foi baluarte,

Mostrou denodo e bélica arte.

Eia, sus com patriotismo à tona!


Um povo tão bravo no passado,

Inda pode mostrar sua bravura,

Educando a nova geração,

Sedento de civismo o coração,

Robusta e feliz pela cultura.



Evolução Histórica[editar | editar código-fonte]

CRIAÇÃO DA RUPÚBLICA DOS PALMARES NO SEC. XVII


CRIAÇÃO DA FREGUESIA DA ÁGUA PRETA

. Em 1809 foi criada a freguesia da Água Preta através da Resolução Régia, desmembrada da Freguesia do Una em 10/11/1809 provida em 1812.


PARTICIPAÇÃO NA GUERRA DOS CABANOS

. A Guerra dos Cabanos foi um levante das camadas inferiores da sociedade que se rebelou defendendo um Governo Absolutista, reivindicando, assim a volta de D. Pedro I, que com a morte do seu pai, D. João VI, em Portugal e que abdicara o trono do Brasil para substituir a Regência e governar com poderes absolutos. Durante a Guerra dos Cabanos, havia a existência de grandes ares de mata que facilitava a defesa dos rebeldes, que eram acostumados com aquele ambiente nativo, enquanto que as tropas imperiais, não habituadas às guerrilhas, tiveram grandes dificuldades em combater os rebeldes, que por outro lado conheciam o local dos embates por viverem no meio da vegetação, o que, de sobremaneira, favorecia os embates entre os rebeldes e a Guarda Imperial, onde os primeiros levavam vantagem sobre os segundos.

O Presidente da Província de Pernambuco, Manoel de Carvalho Paes de Andrade preocupado com a ineficácia das forças governamentais resolveu transferir-se para a área à frente das tropas imperiais, onde naquela oportunidade estava em linha de frente no Engenho Limeira, este pertencente ao Povoado de Água Preta e em virtude do pouco sucesso da sua tentativa, retornou para a cidade do Recife, capital da Província, após algum tempo.

A Revolta Cabana envolveu inúmeras categorias sociais e étnicas (senhores de engenho absolutista, pequenos proprietários, índios das aldeias de Jacuípe - AL, brancos pobres sem terras e negros mucambeiros chamados regionalmente de papaméis), tornou-se a arena onde homens e mulheres combateram uma dominação econômica e sistêmica. Mesmo a partir de 1834, quando os cabanos radicalizavam a sua feição popular sob a liderança do mulato Vicente Ferreira de Paula e, ainda, utilizando o discurso restauracionista do grupo político camaruru, cabanos e sesmeiros explicitaram uma situação conflitante, pois a finalidade da mencionada guerra era: o fim do cativeiro; a posse da terra; a pluralidade religiosa e o fim da servidão dos trabalhadores livres, posto que a referida guerra fosse denominada popularmente de “a guerra do homem pobre”.

As retro mencionadas reivindicações eram uma perigosa transgressão de forças sociais, estas submetidas às fronteiras do Poder Latifundiário-Escrasvista. Por isso a mata tornou-se um reduto “quase inexpugnável e intransponível”, espaço de resistência e propagador de um “imaginário medo” que se sobrepôs desde o período colonial. A Guerra Cabana ao proclamar o retorno de D. Pedro I e a santidade da religião católica não postulava uma contradição entre a teoria e a prática insurrecional desejosa de terra e liberdade, mas, sobretudo resistiam em nome de um costume tradicional de habitar as matas, que protegiam e ofereciam sustento alimentar para os homens e mulheres marcados pela escassez, como resultado de seu trabalho nos engenhos senhoriais.


CRIAÇÃO DA VILA E COMARCA DO RIO FORMOSO

. A criação da Vila e da Comarca do Rio Formoso foi criada mediante Resolução do Conselho do Governo de Pernambuco. . Ata da Sessão Ordinária do Conselho do Governo de Pernambuco em 20/05/1833, que aprova o Projeto de Divisão de Termos e Comarcas.

Art. 6º - A Comarca do Rio Formoso comprehenderá os termos das Vilas do Rio Formoso e Sirinhaém.

§ 1º - Fica ereta vila a Povoação do Rio Formoso, servindo-lhe de termo as Freguesias de Água Preta e Barreiros, a parte da Freguesia do Una comprehendida nesta Província de Pernambuco e da Freguesia de Sirinhaém, cujas águas entram no Rio Sirinhaém acima da Ponte de Jundiaí, ou vão ao mar ao sul do Riacho de Goiacana, inclusivamente.


CRIAÇÃO DA FREGUESIA DO RIO FORMOSO

. A criação da Freguesia do Rio Formoso ocorreu em 04/05/1840 mediante Lei Provincial nº 85. Lei Provincial nº 85/1840

Art. 1º - Fica ereta em Freguesia a Capela de São José do Rio Formoso.


CRIAÇÃO DA VILA DA ÁGUA PRETA

. A Vila foi criada pela Lei Provincial nº 156 de 06/04/1846 desmembrada da Vila do Rio Formoso. Lei Provincial nº 156/1846

Art. 1º - Fica erecta em Vila a povoação de Água Preta.

Art. 2º - A Vila de Água Preta comprehenderá toda a freguesia do mesmo nome.


EXTINÇÃO DA FREGUESIA DE SÃO MIGUEL DE BARREIROS

. A extinção da Freguesia de São Miguel de Barreiros deu-se em 01/12/1846 através da Lei Provincial nº 175/1846.

Lei Provincial nº 175/1846

Art. 1º - Fica suprimida a Freguesia de São Miguel de Barreiros e os seus fregueses passam a pertencer a Freguesia do Una.


ENVOLVIMENTO NA REVOLUÇÃO PRAIEIRA

. A Revolta Praieira, também denominada como Insurreição Praieira, Revolução Praieira ou simplesmente Praieira, foi um movimento de caráter liberal e separatista que eclodiu na Província de Pernambuco, entre os anos de 1848 e 1850, tendo como herói o Capitão Pedro Ivo Veloso da Silveira, filho natural das terras aguapretanas.

. Em 1º de Janeiro de 1849, os revoltosos lançaram o seu programa, um documento que denominaram “Manifesto ao Mundo”, de conteúdo socialista utópico, supostamente escrito por Borges da Fonseca, um jornalista. O manifesto defendia:

1 – o voto livre e universal do povo brasileiro; 2 – a plena e absoluta liberdade de comunicar os pensamentos por meio da imprensa (liberdade de imprensa); 3 – o trabalho, como garantia da vida para o cidadão brasileiro; 4 – o comércio a retalho só para os cidadãos brasileiros; 5 – a inteira e efetiva independência dos poderes constituídos; 6 – a extinção do Poder Moderador e do direito de agraciar; 7 – o elemento federal na nova organização; 8 – a completa reforma do Poder Judiciário, de forma a assegurar as garantias dos direitos individuais dos cidadãos; 9 – a extinção da lei do juro convencional; 10 – a extinção do sistema de recrutamento militar então vigente.


EXTINÇÃO DA VILA DA ÁGUA PRETA

. A Vila foi extinta pela Lei Provincial nº 314 de 13/05/1853, passando a sua sede para a povoação dos Barreiros que é elevada à categoria de Vila.

Lei Provincial nº 314/1853

Art. 2º - Essa freguesia (Barreiros) com a de Água Preta formarão um novo termo, tendo por sede a povoação de Barreiros, que elevada à categoria de Vila....ficando extinta a de Água Preta.


RESTAURAÇÃO DA VILA DA ÁGUA PRETA

. A Vila de Água Preta foi restaurada mediante Lei Provincial nº 460 de 02/05/1859. Lei Provincial nº 460/1859

Artigo único – Fica elevada à categoria de Vila a povoação de Água Preta, termo da Comarca do Rio Formoso.


CRIAÇÃO DA COMARCA DOS PALMARES

. A Comarca dos Palmares foi criada mediante Lei Provincial nº 520 de 13/05/1862.

Lei Provincial nº 520/1862

Art. 2º - Formarão também nova comarca, denominada Palmares, os termos de Barreiros e Água Preta, que ficam desmembradas de Rio Formoso.


ENVOLVIMENTO NA GUERRA DO PARAGUAI

. Água Preta neste período enviou contingentes populacionais para esse conflito, obtendo heróis e mártires tais como: Alferes Marcelino Franco da Silveira Lessa; Cel. Antiógenes Afonso Ferreira; e Cel. Manuel Veríssimo do Rego Barros.


CRIAÇÃO DA FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DOS MONTES NO POVOADO DE MONTES (PALMARES)

. A criação da Freguesia de Nossa Senhora dos Montes foi criada mediante Lei Provincial nº 884 de 28/04/1868.

Lei Provincial nº 884/1868

Art. 1º - Fica criada uma freguesia no povoado de Montes e elevada à categoria de Matriz a capela filial, ereta sob a invocação de Nossa Senhora dos Montes.

Art. 2º - Fica mencionada freguesia fazendo parte do termo de Água Preta.


EXTINÇÃO DA VILA DA ÁGUA PRETA

. A Vila da Água Preta foi novamente extinta passando a sua sede para a povoação de Montes, hoje o município dos Palmares em 24/05/1873 através da Lei Provincial nº 1093. Lei Provincial nº 1093/1873

Art. 3º - Fica transferida a sede do município de Água Preta para a Povoação de Montes, que fica elevada à categoria de vila sob a denominação de Palmares.

. O Presidente da Câmara Municipal d’Água Preta tem a honra de comunicar a V. Excia. que se acha já funcionando nesta Villa, a vista da resolução tomada pela Assembléia Provincial Legislativa e approvação de V. Excia., tendo hoje feito sua primeira sessão. Deos guarde V. Excia. Paço da Câmara Municipal d’Água Preta na Villa de Palmares. 26/09/1873. (Ofício da Câmara Municipal d’Água Preta para o Presidente da Provícia de Pernambuco).


CRIAÇÃO DE DISTRITO DE PAZ NA FREGUESIA DE ÁGUA PRETA

Lei Provincial nº 1240/1876

Art. 2º - Fica criado mais um distrito de paz na freguesia de Água Preta.


RESTAURAÇÃO DA VILA DE ÁGUA PRETA

. A Vila de Água Preta foi novamente restaurada em 12/05/1879, através da Lei Provincial nº 1405/1879, sendo desmembrada da de Palmares, ficando até nos dias atuais com sua autonomia administrativa, tendo o seu primeiro prefeito eleito, o Dr. Francisco Cornélio da Fonseca e o Sub-Prefeito, o Cel. Manuel Veríssimo do Rêgo Barros Lei Provincial nº 1405/1879

Art. 1º - Fica dividida a Comarca de Palmares em dois termos, sendo a sede do mesmo termo e povoado de Água Preta que fica elevado à vila.

. Em 28/10/1879 houve o ato de instalação da Vila de Água Preta.


ELEVAÇÃO À CATEGORIA DE CIDADE A VILA DE PALMARES

. A elevação à categoria de Cidade a Vila dos Palmares deu-se mediante Lei Provincial nº 1458 de 09/06/1879.


Lei Provincial nº 1458/1879

Artigo único: Fica elevada à categoria de cidade a vila de Palmares, com a denominação de Cidade dos Palmares.


REINSTALAÇÃO DA CÂMARA DA VILA DE ÁGUA PRETA

. É datada de 28/10/1879 a reinstalação da Câmara de Vereadores na Vila de Água Preta.


CRIAÇÃO DA COMARCA DA ÁGUA PRETA

. A criação da Comarca da Água Preta deu-se mediante Lei Provincial nº 1805 de 13/06/1884. Lei Provincial nº 1805/1884

Art. 8º - Fica criada a Comarca de Água Preta que compreenderá o termo do mesmo nome.


CRIAÇÃO DO DISTRITO DE SERTÃOZINHO PELO MUNICÍPIO

. O Distrito de Sertãozinho foi criado mediante Lei Municipal nº 04 de 01/02/1893 anexando-o ao município de Água Preta. . Ofício do Prefeito de Água Preta para o Governador do Estado datado de 21/03/1893 comunicando haver constituído o município.


ELEVAÇÃO À CATEGORIA DE CIDADE

. A Vila de Água Preta foi elevada à categoria de cidade pela Lei Estadual nº 130 de 03/07/1895. Lei Estadual nº 130/1895

Art. 1º - Ficam elevadas à categoria de cidade as Vilas de Petrolina, Bonito, Água Preta e Igarassu.


CRIAÇÃO DO DISTRITO DE XEXÉU

. A Lei Municipal nº 53 de 24/04/1930 cria o Distrito de Xexéu o qual é anexado ao município de Água Preta e sob a mesma lei o Distrito de Sertãozinho passa a denominar-se Sertãozinho de Baixo.


TRANSFERÊNCIA DO DISTRITO DE SERTÃOZINHO DE BAIXO PARA O MUNICÍPIO DE MARAIAL

. O Decreto-Lei Estadual nº 235/1938 transfere o Distrito de Sertãozinho de Baixo para o Município de Maraial, que a partir de então passa a contar com apenas mais um distrito, o de Xexéu. (Hoje município autônomo criado em 1º de outubro de 1991, pela Lei Estadual nº 10.621).


CRIAÇÃO DO DISTRITO DE SANTA TEREZINHA

. O Distrito de Santa Terezinha foi criado pela Lei Municipal nº 459/1962 e anexado ao município de Água Preta.


ELEVAÇÃO À CATEGORIA DE MUNICÍPIO O DISTRITO DE XEXÉU

. A Lei Estadual nº 10.621 desmembra do Município de Água Preta o Distrito de Xexéu, o qual é elevado à categoria de município autônomo.


Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 08º42'27" sul e a uma longitude 35º31'50" oeste, estando a uma altitude de 93 metros. Sua população estimada em 2007 era de 29.391 habitantes.

Possui uma área de 543 km².

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Água Preta é atendida pela bacia Hidrografica do Rio Una e do Rio Sirinhaém

Economia[editar | editar código-fonte]

O município possui um pequeno comércio, supermercados, pequenas papelarias, bombonieres, padarias e atividade canavieira. Existe no município, no distrito de Santa Terezinha, uma usina de açúcar desativada: Usina Santa Therezinha, que respondia por boa parte da receita municipal.

Os moradores têm uma grande dependência pelo trabalho no poder público. Sendo a grande força da economia local.

Há pessoas que vivem de trabalhos na usina de cana-de-açúcar, enquanto outras dependem de ajudas governamentais.

Referências

  1. Histórico de Água Preta no site do IBGE.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  4. Estimativa Populacional 2013. Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (outubro de 2013). Página visitada em 29 de outubro de 2013.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 01 de outubro de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 18 de dezembro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  • Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco – CONDEPE/FIDEM
  • Confederação Nacional de Municípios
  • Diagnóstico do Município de Água Preta
  • Morais, Jefferson Marques, Monografia de Especialização – Água Preta Cidade Viva. Palmares, janeiro de 1997.
  • Mendes, Hidelgard Solano de Oliveira, Monografia de Especialização – Água Preta: Minha Terra, Forte Terra. Vitória de Santo Antão, 2008.
  • Silva, Amaro Matias, Fragmentos Históricos da Água Preta, 1999.
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