Ártico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Árctica)
Ir para: navegação, pesquisa
Wiki letter w.svg
Por favor melhore este artigo ou secção, expandindo-o. Mais informação pode ser encontrada no artigo «Arctic» na Wikipédia em inglês e também na página de discussão. (julho de 2012)
Localização do Ártico.

O Ártico (AO 1945: Árctico), ou Região Ártica (AO 1945: Região Árctica), é geralmente definido como aquele onde a temperatura média do mês mais quente é inferior a 10 na região setentrional do planeta Terra. Na região árctica se encontra o Oceano Árctico e o Pólo Norte e essa região se encontra praticamente toda inscrita no Círculo Polar Árctico.

Durante o inverno a área toda é coberta pelo gelo e a temperatura atinge geralmente -60 ℃. Durante o verão a tundra é a vegetação principal, mas nas áreas mais aquecidas pode se encontrar salgueiros e bétulas. A vida animal é pobre no tocante ao número de espécies, existindo, por exemplo, ursos-polares, focas árcticas e bois-almiscarados.[carece de fontes?]

Os países da zona têm disputado os recursos da região.[1]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O adjetivo ártico tem origem no termo grego ἀρκτικός (árktikós), "perto do urso, áctico"[2] e este da palavra ἄρκτος (arktos), significando urso[3] . O nome refere-se ou à constelação da Ursa Maior, a "Grande Ursa", que é proeminente na porção setentrional da esfera celeste, ou à constelação da Ursa Menor, a "Pequena Ursa", que contém Polaris, a estrela polar[4] .

O nome do polo oposto, a Antártica, deriva do grego ανταρκτικός [antarktikós], significando o "oposto ao Ártico".

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mapa demarcando a região árctica e os países nela contidos - a linha vermelha representa a isotérmica de 10 ℃ no mês mais quente do verão árctico (Julho).
Imagem de satélite da superfície do Ártico.

São poucos os países e cidades que se encontram dentro dos limites dessa região. Entre eles:

Alert
Cambridge Bay
Iqaluit (Frobisher Bay)
Kangiqcliniq (Ranquin Inlet)
Kaujuitoq (Resolute)
toda a Gronelândia
Barrow
Ilhas Aleutas
Nome
Prudhoe Bay
parte
pequena porção no norte do país
ilha de Svalbard
Longyearbyen
Cherkiy
Dikson
Murmansk
Pevek
Provideniya
Tiksi

Fauna[editar | editar código-fonte]

Flora[editar | editar código-fonte]

A vegetação ártica é composta de plantas, como arbustos anão, gramíneas, ervas, musgos e liquens, que crescem relativamente perto do solo, formando a tundra. Nas regiões mais ao norte, o crescimento das plantas diminui consideravelmente, pois as plantas estão em seus limites metabólicos, e pequenas diferenças na quantidade total de calor do verão fazem grandes diferenças na quantidade de energia disponível para a manutenção, crescimento e reprodução. Se as temperaturas no verão ficarem ligeiramente mais frias, há a diminuição da abundância, produtividade e variedade das plantas árticas. As árvores não conseguem se desenvolver no Ártico, mas nas regiões árticas mais quentes, os arbustos são comuns e podem chegar a 2 m de altura; caniços, musgos e líquens podem formar camadas espessas. Nas partes mais frias do Ártico, a maior parte do solo está nu; as plantas não-vasculares predominam, como liquens e musgos, juntamente com gramíneas e herbácias dotadas de flores, que se desenvolvem em locais esparsos, como a papoula do Ártico.

Clima[editar | editar código-fonte]

Icebergs no Ártico.

O clima ártico é caracterizado por invernos frios e verões frescos. A precipitação vem sob a forma de neve e é escassa; a maior parte da recebe menos de 50 centímetros por ano. Os ventos fortes muitas vezes levantam a neve já caída, criando a ilusão de neve contínua. A temperatura média no inverno pode ser tão baixa quanto -40 °C (-40 °F), e a temperatura mais baixa registrada é de aproximadamente -68 °C (-90 °F), em Verkhoyansk, Rússia. Os climas costeiros do Ártico são moderados pela influência oceânica, com temperaturas geralmente mais quente, embora haja uma maior ocorrência de nevascas nessa região do que a regiões mais frias e secas do interior. O Ártico é afetado pelo aquecimento global atual, levando a retração da calota congelada sobre o Oceano Ártico e a liberação do metano do gelo derretido.

Em Setembro de 2007 foi registado, pelo satélite da ESA, o ENVISAT, o maior degelo[5] do Oceano Árctico, até essa data, abrindo à navegação a Passagem do Noroeste.

Foto da NASA que mostra um degelo de 97% dos gelos da Gronelândia num espaço de 4 dias.

De uns anos pra cá têm-se verificado um degelo galopante,[6] culminando com um degelo de 97% do manto de gelo da Gronelândia em menos de 4 dias em julho de 2012.[7] Fato que aumenta o risco de uma grande catástrofe ambiental nos próximos anos, e tem como consequência imediata, a subida do nível das águas do planeta e o aumento drástico de temperatura no Ártico.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. CNN. Countries in tug-of-war over Arctic resources. Página visitada em 4-1-2009.
  2. Henry George Liddell and Robert Scott. "Arktikos." A Greek-English Lexicon. Perseus Digital Library.
  3. Henry George Liddell and Robert Scott. "Arktos." A Greek-English Lexicon. Perseus Digital Library.
  4. The Great Bear Constellation Ursa Major. Página visitada em 2010-11-10.
  5. ESA Portal - Satellites witness lowest Arctic ice coverage in history (em inglês). European Space Agency (14 de setembro de 2007). Página visitada em 26 de julho de 2012.
  6. Berwyn, Bob (12 de março de 2011). NASA: Arctic meltdown is speeding up « Summit County Citizens Voice (em inglês). Summit County Citizens Voice. Página visitada em 26 de julho de 2012.
  7. Satellites see Unprecedented Greenland Ice Sheet Melt - NASA Jet Propulsion Laboratory (em inglês). NASA (24 de julho de 2012). Página visitada em 26 de julho de 2012.
  8. Goldenberg, Suzanne (24 de julho de 2012). Greenland ice sheet melted at unprecedented rate during July (em inglês). Guardian News and Media Limited or its affiliated companies. Página visitada em 26 de julho de 2012.


Ícone de esboço Este artigo sobre geografia (genérico) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.