Árvore de Campainhas
A árvore de campainhas é um estandarte tradicional representativo de bandas militares. Chegou à Europa através dos turcos, nas guerras contra os austríacos do século XVII. Inicialmente como um cobiçado troféu de guerra, devido a estar associada aos Janízaros, tropa especial do Império Otomano. Havia tanto empenho em adquiri-las, que ocasionaram abusos; sendo então estabelecido um máximo de oito árvores para a infantaria, e vedado o seu uso pela cavalaria. Originando-se aí a tradição de ser portada exclusivamente por tropas que combatem a pé.
Os primeiros exércitos a adotarem foram o austríaco e o polonês. No século XVIII o uso se estendeu ao exército francês e inglês; copiado a seguir por outras nações. No Brasil chegou após terem sido adotadas em Portugal, no início do século XIX.
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Aspecto [editar]
Compõem-se basicamente de um suporte ricamente adornado, com pingentes e símbolos orientais, fixo a uma haste com mola, com uma esfera de lastro para intensificar o som das campainhas. O porte dessa peça exige um militar com constituição robusta, pois o peso pode alcançar até dez quilos, com uma haste de até dois metros de comprimento.
Denominações em outros idiomas
- Schellenbaum (alemão);
- Chapeaux Chinois (francês);
- Shell Trees, Jingling Johnnie, Pavillon Chinois, ou Turkish Crescent (inglês);
- Chinesco (espanhol);
- Cappello Chinese (italiano).
Evolução [editar]
Com intensificação do nacionalismo europeu os estandartes passaram a representar uma simbologia nacional; sendo abolidos os ornamentos orientais, possivelmente devido à simbologia islâmica. Na Alemanha (em 1902) o Imperador Guilherme II ordenou a padronização das árvores de campainhas; passando a ser usada a águia alemã na extremidade da haste, e crineiras com as cores nacionais, além de outros distintivos. Essas alterações são mantidas até hoje, e os países que a adotaram depois dessas mudanças, particularmente os sul-americanos, herdaram essa tardia versão alemã.
No Brasil as árvores de campainhas entraram em desuso com a República; substituídas por hastes com liras e teclado central, no qual o portador dava acompanhamento à música. No período recente foram reativadas, infelizmente foi adotado o exótico modelo alemão.
Exemplares preservados [editar]
No Brasil
- Existem alguns exemplares preservados no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro.
Em Portugal
- Constam dois exemplares preservados: um no Museu do Buçaco e outro no Regimento de Infantaria de Viseu; sendo este utilizado nas Comemorações das Guerras Peninsulares que se realizam anualmente no Buçaco e em Almeida, pelo Exército Português.
Referências [editar]
- As Árvores de Campainhas, Segredos e Revelações da História Militar do Brasil - Revista O Cruzeiro; Gustavo Barroso; Abril de 1949.
Ver também [editar]
Ligações externas [editar]
- História das Árvores de Campainhas (em português)
- Grupo de Recriação Histórica do Município de Almeida - Portugal (em português) Pavilhão Chinês / Chapéu Chinês
- Ursprünge des Schellenbaums (em alemão) A Origem das Árvores de Campainhas