Ânio

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Eneias se reúne com Ânio, em ilustração de Johann Wilhelm Baur.

Ânio era, segundo a mitologia grega, filho de Apolo (Febo) e de uma neta de Dionísio chamada Reo. Apolo o contemplou com o dom da profecia[1] e foi rei de Delos.

Lenda[editar | editar código-fonte]

Reo, mãe de Ânio, era filha de Estáfilo e Crisótemis[2] . Quando Estáfilo descobriu que sua filha estava grávida, ficou furioso e a colocou num bote, que lançou sobre as ondas do mar[2] . O bote acabou chegando à ilha de Delos, consagrada a Apolo, onde Reo deu à luz[1] .

Ânio se tornou sacerdote de Apolo e rei da ilha de Delos.[3] Casou-se com Doripa, uma mulher da Trácia que havia sido raptada por piratas e que foi resgatada por Ânio pelo preço de um cavalo,[4] com quem teve um filho, Andros, que mais tarde se tornou rei da ilha que recebeu seu nome.[5] Apolo lhe ensinou a arte de interpretar o vôo dos pássaros.

Segundo Ovídio, Ânio teve também quatro filhas.[5] Segundo outra tradição, suas filhas eram Oino, Espermo e Elais, que consagrou a Dionísio, para obter sua proteção. Elas receberam do deus o poder de fazer brotar do solo o azeite (Elais), o trigo (Espermo) e o vinho (Oino), e por isso são conhecidas como "as vinhateiras".

Segundo a lenda, que se desenvolveu sobretudo na época helenística,[carece de fontes?] Ânio reinava em Delos no tempo da guerra de Troia. Quando os gregos preparavam a expedição para sitiar a cidade, recorreram a Ânio para lhes fornecer alimentos, pois souberam que tinha trigo, vinho e azeite disponíveis.[5]

Ânio concordou em abastecê-los, pois, como tinha o dom da profecia, sabia que a vontade dos deuses era que Troia só seria destruída no décimo ano da guerra. Suas três filhas faziam o trabalho de prover os alimentos por vontade própria, mas se cansaram e resolveram fugir. Os gregos se lançaram em sua perseguição e elas pediram ajuda a Dionísio, que as transformou em pombas.[5]

Depois da queda de Troia, Ânio hospedou Eneias e seu pai Anquises, que fugiram da cidade em chamas e peregrinavam pelos mares com vinte navios de sobreviventes em busca de um lugar para fundar uma nova Troia.[3] [6] Ânio já conhecia Anquises, pois ele havia passado por Delos numa viagem anterior à guerra de Troia para perguntar a Ânio se devia acompanhar o rei Príamo a Salamina.[7]

Referências

  1. a b Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro V, 62.2
  2. a b Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro V, 62.1
  3. a b Ovídio, Metamorfoses, XIII, 623-639, As filhas de Ânio transformadas
  4. Μέγα Ετυμολογικόν, Δωρίππη [em linha]
  5. a b c d Ovídio, Metamorfoses, XIII, 640-674, As filhas de Ânio transformadas
  6. Virgílio, Eneida, III, 80
  7. Virgílio, Eneida, VIII, 158

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Michael Grant, John Hazel: Lexikon der antiken Mythen und Gestalten. DTV, Munique, 18. Edição de 2004
  • Herbert J. Rose: Griechische Mythologie, ein Handbuch. C.H. Beck, Munique, 8. Edição de 1992

Ligações externas[editar | editar código-fonte]