Ève Curie
Ève Denise Curie Labouisse (Paris, 6 de dezembro de 1904 - Nova Iorque, 22 de outubro de 2007) foi uma escritora francesa, filha de Marie Curie e Pierre Curie, e irmã de Irène Joliot-Curie. Éve Curie foi a única pessoa de sua família a não receber o prêmio Nobel. Escreveu a biografia de sua mãe, que transformou-se em um filme de 1943.
Em 1937 publicou a biografia de sua mãe falecida em 4 de julho de 1934, vítima de leucemia; seu pai falecera em 19 de abril de 1906, atropelado por uma carroça, na rua Dauphine em Paris, e a irmã Irene faleceu em 17 de março de 1956, aos 58 anos, também vítima de leucemia.
Ève Curie foi pianista/concertista, crítica musical, jornalista e humanista, realizando inúmeras palestras em defesa da liberdade. Como concertista se apresentou na França e Bélgica; escreveu em diversos jornais da França como crítica musical. Escreveu dois livros biográficos:
- Madame Curie, traduzido para a língua portuguesa por Monteiro Lobato em 1938, e que se transformou em um filme estrelado por Greer Garson e Walter Pidgeon em 1943.
- Jornada entre guerreiros, traduzido para o português por Wilson Veloso em 1944, narra as suas viagens por vários países, nas frentes da Segunda Guerra Mundial: Norte da África, Iraque, Irã, Rússia, Índia, Burma e China.
Na II Guerra Mundial, o regime de Vichy retirou-lhe a sua cidadania francesa, pelo que se mudou para os EUA. Após a guerra foi editora do jornal francês Paris-Press nos começo dos anos 50; também foi consultora especial na secretaria geral da OTAN.
Em 1954 casou-se com Henry Richardson Labouisse, posteriormente embaixador dos EUA na Grécia, de 1965 a 1979, diretor executivo da UNICEF e agraciado com o Prêmio Nobel da Paz quando a UNICEF foi premiada em 1965, tendo morrido em 1987. Com isso, ainda que indiretamente, Ève Curie seguiu a tradição de sua família ganhando o Prêmio Nobel, pois seus pais Pierre e Marie Curie ganharam o Prêmio Nobel de Física em 1903, em trabalho conjunto com Antoine Becquerel; Marie Curie o Prêmio Nobel de Química em 1911; e sua irmã Iréne Juliot-Curie ganhadora, em conjunto com o marido Jean Frédéric Joliot-Curie, do prêmio Nobel de Química em 1935.
