Éforo
-
Nota: Se procura pelo historiador da antiga Grécia, veja Éforo de Cime.
Os éforos eram os oficiais da antiga Esparta. Cinco éforos eram eleitos anualmente. Eles atuavam no papel de fiscais da vida pública, inclusive da atuação dos reis.
Heródoto diz que a instituição foi criada por Licurgo,[carece de fontes] mas Plutarco coloca sua criação cento e trinta anos depois, durante o reinado de Teopompo.[1][2] Eram eleitos pela assembléia popular e todos os cidadãos podiam participar dela. Não podiam ser reeleitos. Eles forneciam um equilíbrio para a Diarquia de Esparta, pois os dois reis raramente cooperavam entre eles.
O éforos presidiam as reuniões da Gerúsia, o conselho oligárquico dos anciãos. Dois éforos acompanhavam o exército na batalha e eles podiam prender o rei se esse se portasse em desacordo com o cargo. Cleomenes III matou os éforos[3] em 227 a.C., mas eles voltaram na época do rei Macedônico Antígono III, após a Batalha de Selásia. Por fim, foram extintos definitivamente pelo imperador Romano Adriano.