Érebo

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Segundo a Teogonia, de Hesíodo, Érebo (do grego: Ἔρεβος, Erebos, "sombra" ou "escuridão profunda") é, na mitologia grega, a personificação da escuridão, mais precisamente o criador das Trevas. Tem seus domínios demarcados por seus mantos escuros e sem vida, predominando sobre as regiões do espaço conhecidas como "Vácuo" logo acima dos mantos noturnos de sua irmã Nix, a personificação da noite.[1]

Érebo: Filho de Caos, irmão e esposo de Nix. O deus primordial representante das trevas e escuridão. Tem seus domínios demarcados por seus mantos escuros e sem vida, predominando sobre as regiões do espaço infinito conhecidas como “Vácuo” logo acima dos mantos noturnos de sua irmã Nix, a personificação da noite. Assim como a irmã, era capaz de tirar a imortalidade dos deuses. Érebo é o próprio universo, senhor dos cosmos e dos buracos negros. Hoje, entretanto, é uma potência esquecida. Está encarcerado no Tártaro. No passado, pretendia libertar, sozinho, os titãs aprisionados pelos olimpianos logo após a Titanomaquia, entretanto caiu em uma emboscada armada pela irmã. Zeus, Hades e Nix, tementes do poder do grande deus primordial e do possível retorno dos titãs, o impediram; os três, unidos, cada um se valendo de seus poderes únicos, jogaram Érebo no rio infernal Aqueronte, o rio da morte. Depois, encaminharam o corpo fragilizado do inimigo para o Tártaro, única prisão capaz de detê-lo.

Sendo um dos filhos de Caos, Érebo juntamente de sua irmã gêmea, Nix, nasceram de cisões assim como se reproduzem os seres unicelulares; a partir de "pedaços" de Caos, Érebo e Nix passam a ser os mais velhos imortais do universo, logo após Caos.

Érebo desposou Nix, gerando mais dois deuses primordiais: o Éter (conhecido como a Luz celestial) e Hemera (o Dia).

É conhecido por ser um dos maiores inimigos de Zeus. Conta-se que os Titãs pediram socorro a Erebus e pessoalmente o primórdio desceu até o Tártaro para libertar os filhos de Gaia, porém foi surpreendido por Zeus e Hades que tiveram a ajuda de Nix para lançar Erebus nas profundezas do rio Aqueronte, a fronteira dos dois mundos.

Na medida em que o pensamento mítico dos gregos se desenvolveu, Érebo deu seu nome a uma região do Hades, por onde os mortos tinham de passar imediatamente depois da morte para entrar no Hades. Após Caronte tê-los feito atravessar o rio Aqueronte, entravam no Tártaro, o submundo propriamente dito.

Érebo é também, frequentemente, usado como sinônimo de Hades.

Referências

  1. Hesíodo, Teogonia: A Origem dos Deuses. 3º edição, Editora Iluminuras, 1995.