Ética da discussão

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A ética em matéria de discussão, comunicação e debate é uma reflexão sobre as condições de possibilidade mínimas de compreensão mútua dos homens em uma situação de troca verbal. Tem por objetivo formular as normas que devem permitir um debate desenrolar-se satisfatoriamente e estabelecer, se possível, os fundamentos destas normas.

Princípios racionais de um debate[editar | editar código-fonte]

A adesão[editar | editar código-fonte]

O princípio fundamental é, de acordo com Aristóteles: contra negantem principia non est disputandum (não é necessário discutir com alguém que nega os princípios).

Este primeiro princípio já em si problemático. Tendo em vista os fundamentos parece impossível aceitá-lo racionalmente, pois cometer-se-ia uma Petição de princípio. É o que observa Karl Popper quando fala de uma adesão da ordem da "fé racional".

Para responder a este problema colocado, por exemplo, pelos céticos, diversas soluções foram propostas. O desafio é evitar uma alternativa estéril entre a possibilidade de falar e a possibilidade de entender: a recusa de qualquer princípio e a aceitação de um só princípio universal podem, igualmente, em certos casos, resultar numa impossibilidade de comunicação humana.

Regras[editar | editar código-fonte]

  1. Os princípios lógicos: objetivo – afastar a sofística e recusar o silêncio cético.
  2. As prenoções: objetivo - tornar inteligível um entendimento humano a priori.
  3. O sujeito transcendental: objetivo - estabelecer as condições universais das possibilidades de um debate.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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