Ó Abre Alas

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A compositora Chiquinha Gonzaga

Ó abre alas é o nome da marcha-rancho carnavalesca composta em 1899 pela musicista brasileira Chiquinha Gonzaga.[1]

Foi a primeira marchinha de carnaval da história[2] .

Histórico e sucesso[editar | editar código-fonte]

Ó Abre Alas é a composição mais conhecida de Chiquinha, e aquela de maior sucesso. Tinha ela cinquenta e dois anos, já avó, e foi justo no ano dessa composição que inicia o romance com o jovem português João Batista Fernandes Lage, então com dezesseis anos.[1]

A canção foi feita para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro, citado na letra.[1] O sucesso é considerado a primeira marcha carnavalesca da história.[3]

Na época Chiquinha morava no Andaraí, era já compositora consagrada, quando integrantes do Cordão a procuram com o pedido de um "hino" para as folias momescas daquele ano, como registrou o historiador Geysa Boscoli, seu parente. Apesar de sua posição, não refutou o pleito que resultou na vitória do Cordão no carnaval.[3] Era comum, naquele tempo, os cordões entoarem versos que anunciavam sua passagem, e a marcha de Chiquinha antecipou um gênero que só veio a se firmar duas décadas após.[1]

Entre os anos 1901 e 1910 foi grande sucesso nos carnavais, tornando-se símbolo do carnaval carioca.[3]

Letra[editar | editar código-fonte]

(em domínio público)

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Eu sou Lira
Não posso negar
Eu sou Lira
Não posso negar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Rosa de Ouro
É quem vai ganhar...

Outros trabalhos[editar | editar código-fonte]

A dramaturga luso-brasileira Maria Adelaide Amaral adaptou um musical intitulado Chiquinha Gonzaga, Ó Abre Alas - ou simplesmente O Abre Alas na versão carioca - que estreou em São Paulo em 1983 e no Rio de Janeiro em 1996, como "O Abre Alas". Em 2000, publicou a obra Ò Abre Alas, pela editora Civilização Brasileira. O musical paulista teve direção de Osmar Rodrigues Cruz, cabendo o papel-título a Regina Braga; na versão carioca foi adaptado por Charles Möeller, com direção musical de Cláudio Botelho e Rosamaria Murtinho como protagonista.[4]

Referências

  1. a b c d Camila V. Frésca. CHIQUINHA GONZAGA. Visitado em 15 de dezembro de 2009.
  2. raizesmpb.folha.com.br/
  3. a b c Dicionário Cravo Albin. verbete Chiquinha Gonzaga. Visitado em 15 de dezembro de 2009.
  4. Enciclopédia Itaú Cultural - Teatro. Verbete: Amaral, Maria Adelaide (biografia). Visitado em 15 de dezembro de 2009.