Opéra-Comique

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O Théâtre national de l'Opéra-Comique (em português, Teatro Nacional da Ópera Cômica"), também conhecido como Salle Favart ("Sala Favart"), é uma companhia e casa de ópera baseada em Paris e integra a Ópera Nacional de Paris.

Fundação[editar | editar código-fonte]

A Opéra-Comique foi estabelecida em 1714. O repertório inicial consistiu em paródias operísticas. O primeiro trabalho com a denominação "ópera cômica" foi Télémaque de Lesage. Ao longo da primeira metade do século XVIII, as performances foram sazonais. Inicialmente, o papel do libretista era mais importante do que o do compositor, para o teatro - entre eles destacando-se Charles-Simon Favart, que escreveu tanto paródias operísticas como peças originais. Em 1753 foi apresentada a primeira ópera cômica: Les Troqueurs de Dauvergne. Em 1765, a Opéra-Comique fundiu-se com a Comédie italienne, ganhando respeitabilidade.

Com a proliferação das óperas depois da lei de 1791, que removeu a restrição à abertura de teatros, começou a existir competição com o Théâtre Feydear. Em 1807 Napoleão reduziu os teatros liberais e a Opéra-Comique foi nomeada um dos quatro principais teatros da França.

No fim do século XIX as óperas não precisavam ser necessariamente cômicas. Notáveis compositores do período foram Auber, Halévy, Berlioz e Bizet. Em 1840, a Opéra-Comique, sediada na Salle Favart , depois que seu primeiro teatro foi destruído pelo fogo, em 1838. A nova casa foi reinaugurada com Le Pré aux Clercs de Herold. Durante as décadas de 1850 e 1860, o Théâtre Lyrique ofereceu concorrência no tipo do repertório.

A Opéra-Comique realizou as estreias mundiais de muitas obras importantíssimas, como Le Damnation de Faust de Berlioz, em 6 de Dezembro de 1846; Carmen de Bizet, em 3 de Março de 1875 e Pelléas et Mélisandre, em 30 de Abril de 1902. No fim do século, o teatro reviveu obras que fizeram história, incluindo sucessos de Jules Massenet.

Um incêndio no Salle Favart dia 25 de Maio de 1887 resultou na morte de oitenta e quatro pessoas por asfixia. O edifício foi destruído e o diretor Carbalho foi forçado a demitir-se, embora mais tarde tenha sido absolvido da culpa, retornando ao comando da companhia, entre 1891 e 1897. A terceira Salle Favart foi inaugurada na presença do presidente Félix Faure, no dia 7 de Dezembro de 1898.

Entre 1900 e 1950, 401 obras de 206 compositores foram executadas na Opéra-Comique, das quais 222 eram estréias mundiais. Em 1932, por razões financeiras, a Opéra-Comique fundiu-se à Ópera Nacional de Paris, criando-se a "Reunião dos Teatros Líricos Nacionais" (em francês Réunion des Théatres Lyriques Nationaux).

Teatros Usados pela Ópera Cômica[editar | editar código-fonte]

  • Salle Favart
  • Salle Favart/Salle Ventadour
  • Salle Feydeau
  • Salle Ventadour
  • Salle de la Bourse
  • Salle Favart
  • Salle du Théâtre Lyrique
  • Théâtre du Château-d'Eau
  • Salle Favart

Diretores[editar | editar código-fonte]

  • 1874-1876 Camille du Locle
  • 1876-1887 Léon Carvalho
  • 1887 Jules Barbier
  • 1888-1891 Louis Paravey
  • 1891-1897 Léon Carvalho
  • 1898-1913 Albert Carré
  • 1914-1918 Pierre-Barthélemy Gheusi, Émile e Vincent Isola
  • 1919-1925 Albert Carré, Émile e Vincent Isola
  • 1925-1931 Louis Masson e Georges Ricou
  • 1931-1932 Louis Masson
  • 1932-1936 Pierre-Barthélemy Gheusi
  • 1936-1939 Antoine Mariotte
  • 1939-1940 Henri Busser
  • 1941-1944 Max d'Ollone
  • 1944 Lucien Muratore
  • 1944 Roger Désormière, Pierre Jamin, Louis Musy e Emile Rousseau
  • 1945-1946 Albert Wolff
  • 1946-1948 Henry Malherbe
  • 1948-1951 Emmanuel Bondeville
  • 1952-1953 Louis Beydts
  • 1953-Pres. Jérôme Deschamps.

Diretores Musicais[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Harris-Warrick H, Charlton D, Langham Smith R. Paris, in The New Grove Dictionary of Opera. Macmillan, London and New York, 1997.