.40 S&W
| .40 S&W | ||
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Cartucho .40 S&W Hollow point |
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| Especificações | ||
| Diâmetro do projétil | 10,16 mm | |
| Comprimento do estojo | 21,59 mm | |
| Diâmetro do aro | 10,77 mm | |
| Diâmetro do corpo | 10,77 mm | |
| Diâmetro da boca | 10,74 mm | |
| Tipo de iniciação | Central | |
| Tipo do estojo | Cilindrico, sem aro | |
O calibre .40 S&W foi desenvolvido especialmente para a Polícia Federal Norte Americana, o FBI e é o calibre preferido das polícias brasileiras.
No Brasil, houve muita resistência para que o calibre entrasse no país, senão para participantes de tiro esportivo que, para esses, sempre foi permitido.
História [editar]
O calibre 9mm Luger e 357 magnum eram permitidos para Polícia Federal e a .45 ACP somente para Forças Armadas, assim, permitir o calibre .40S&W que é superior ao 9mm e intermediário entre o 357 magnum e o .45 ACP teria que advir de uma comoção nacional.
A primeira força de segurança pública a vencer essa barreira junto ao Exército Brasileiro, que controla as armas e munições no Brasil, foi o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, que em 1998 foi toda equipada com pistolas .40S&W e aposentado seus revólveres 38 SPL e suas antigas pistolas .380 ACP.
Uma série de acontecimentos que denunciaram a falência da segurança pública nacional pelos órgãos de imprensa suscitaram um clamor das polícias civis e militares do Brasil para terem acessos a calibres capazes de fazer frente ao potencial do armamento dos marginais. Apoiados na conquista da Polícia Rodoviária Federal, as diversas polícias civis e militares de vários estados brasileiros, depois de alguns anos, adquiriram também autorização junto ao Exército Brasileiro para utilização desse armamento para os oficiais e delegados; depois se estendendo o direito para os agentes e praças quando de serviço, mas é sabido que não foi alcançado todo policial militar tal aspiração devido ao número de pistolas adquiridas serem insuficientes para todo o efetivo.
O calibre surgiu nos Estados Unidos da América por reivindicação do FBI. O calibre usual daquela força policial era a 9mm Luger que se tornou famosa com a segunda guerra mundial, com o uso maciço da forças armadas dos diversos países, por acreditarem no seu grande poder de penetração.
Em uma perseguição policial objeto até mesmo de filme, o FBI usava a 9mm em um confronto com dois marginais e os mesmos foram transfixados diversas vezes, contudo não foram postos fora de combate. A munição de alguns policiais do FBI teria acabado, outros policiais, feridos, estavam fora de combate, mas não os marginais que mesmo baleados, antes de morrerem, conseguiram pôr toda a equipe do FBI fora do combate, e dois policiais vieram a óbito.
Percebeu-se nesse evento a forte necessidade de uma “arma policial”. Assim, a Smith & Wesson ficou imcumbido, por contrato com o FBI, de “encontrar” esse calibre policial. Portanto a origem da munição .40S&W é anterior a criação da pistola .40S&W. O objetivo da Smith & Wesson era criar um calibre que tivesse o melhor Stopping Power (Poder de Parada) sem contudo haver muito recuo da pistola que atrapalhasse a “visada” para o segundo tiro. O que isso queria dizer? O calibre deveria parar o oponente se possível com um único disparo. E se precisasse de um segundo disparo, a arma não poderia sofrer muito “balanço” na mão do policial, para que ele acertasse o oponente no mesmo local onde mirara anteriormente.
O calibre 10mm Auto tinha essa característica policial de Stopping Power, contudo devido ao forte recuo, no segundo tiro o policial geralmente não garantia a precisão necessária. Assim a Smith & Wesson criou uma variação da 10mm Auto, com menor recuo e que conseguia os mesmos índices de perfuração: 12 polegadas de gelatina balística. A peculiaridade acrescentada na .40SW foi que antes de alcançar as 12 polegadas de perfuração da gelatina balística, o projétil teria que perfurar uma superfície de vidro fino, que costuma provocar desvios e atrapalhar a trajetória dos projéteis. Assim foi criada a .40SW, o calibre policial, utilizada pela maior parte das Polícias do Brasil.