007 contra Goldfinger

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Goldfinger
007 Contra Goldfinger (PT)
007 contra Goldfinger (BR)
 Reino Unido
1964 • Cor (Technicolor) • 112 min 
Direção Guy Hamilton
Produção Harry Saltzman
Albert R. Broccoli
Roteiro Richard Maibaum
Paul Dehn
Elenco Sean Connery
Gert Fröbe
Honor Blackman
Shirley Eaton
Género Ação
Espionagem
Idioma Inglês
Música John Barry
Direção de arte Ken Adam
Direção de fotografia Ted Moore
Edição Peter R. Hunt
Estúdio EON Productions
Distribuição Metro-Goldwyn-Mayer
United Artists
Cronologia
Último
Último
From Russia with Love (1963)
Thunderball (1965)
Próximo
Próximo
Página no IMDb (em inglês)

Goldfinger é um filme britânico de 1964 de acção e espionagem, o terceiro da série 007 com Sean Connery no papel do agente secreto James Bond. Produzido por Albert R. Broccoli e Harry Saltzman e realizado por Guy Hamilton, Goldfinger é baseado no livro homónimo de Ian Fleming que morreu uns meses antes da estreia deste filme.

Comercializado em Portugal e no Brasil com o título 007 contra Goldfinger, o filme é sobre um comerciante de ouro chamado Auric Goldfinger que tem um plano para assaltar Fort Knox, a reserva federal de ouro dos Estados Unidos. Bond é enviado por M para boicotar o seu plano e evitar a queda do Ocidente dado que os EUA sem ouro seria um desastre económico.

Goldfinger é o primeiro filme 007 em que um cantor canta durante a sequência inicial. Neste caso, Shirley Bassey cantou o tema "Goldfinger" composto por John Barry.

Resumo[editar | editar código-fonte]

James Bond destrói um fábrica mexicana de drogas, e em seguida vai para Miami, nos Estados Unidos. Felix Leiter encontra-o e entrega uma mensagem de M para ficar de olho em Auric Goldfinger, um joalheiro britânico hospedado em seu hotel. Goldfinger está a jogar gin rummy com um cliente do hotel e Bond repara que algo está errado. Caminha até ao quarto de Goldfinger e vê que uma parceira, Jill Masterson, está olhando as cartas do adversário por um monocular e informando Goldfinger através de um rádio. Bond mete-se com ela e transmite a Goldfinger que está sob vigilância da polícia da Miami. O joalheiro perde e o seu adversário vence. Bond e Masterson fazem amor na suite do agente secreto. Ao buscar uma outra garrafa de champanhe, Bond é nocauteado pelo capanga coreano Oddjob, que em seguida mata Masterson através de "sufoco cutâneo" causado por tinta de ouro.

Em Londres, M revela a Bond a verdadeira missão: boicotar o plano de Goldfinger. Para conhecer socialmente o joalheiro, Bond joga uma partida de golf com Goldfinger, e esconde um localizador na mala de seu carro de Goldfinger. Em seguida, persegue-o até à Suíça onde é atacado sem intenção por Tilly Masterson, a irmã de Jill que quer vingar a irmã matando Goldfinger.

Bond entra na fábrica de Goldfinger e ouve rumores acerca da operação "Grand Slam". Ao sair, volta a encontrar-se com Tilly, que activa o alarme sem querer. Ambos tentam fugir mas Tilly é morta por Oddjob ao lançar o seu maléfico chapéu com uma lâmina. Bond é apanhado e posto em cima de uma mesa de cortar ouro e tem apontado a si um laser. Para ter sua vida poupada, Bond blefa dizendo a Goldfinger que há mais pessoas que sabem acerca da operação "Grand Slam", nomeadamente o 008.

O agente é levado no avião de Auric que é pilotado por Pussy Galore até a quinta privada de Goldfinger no Kentucky. Bond escapa sua cela, onde ouve uma reunião de mafiosos onde Goldfinger explica seu plano de invadir Fort Knox, o depositório de ouro dos Estados Unidos, antes de ser capturado por Galore.

A icônica imagem de Jill Masterson morta coberta de ouro é uma das mais famosas de toda a série e da cinematografia mundial.

No dia seguinte, Bond diz a Goldfinger que seu plano de roubar o ouro é inviável, para em seguida ser informado que não é um assalto, mas uma invasão para irradiar o ouro norte-americano com uma bomba de cobalto e iodo, valorizando o ouro de Goldfinger por falta de reservas. Em seguida, Pussy Galore leva Bond a passear pela quinta. Escondidos num celeiro, Bond tenta persuadir Galore a ajudá-lo a sabotar o plano de Goldfinger e aí consomem um momento de amor.

A operação "Grand Slam" começa e Pussy lança gás nervoso sobre as tropas que guardavam Fort Knox. Goldfinger entra em Fort Knox, e posiciona sua bomba no cofre, com Bond algemado à mesma. Porém, é revelado que as tropas apenas se passavam por mortos: Pussy havia contactado a CIA, e a pedido deles substituiu o gás por mero ar comprimido. As tropas cercam Fort Knox, mas Goldfinger se disfarça de Coronel para escapar. Bond solta-se e mata Oddjob, antes de um técnico desactiva a bomba quando o ilustrador parou em "0:07".

Fort Knox está a salvo, e Bond entra num Lockheed JetStar com destino a Washington D.C. para ver o presidente dos EUA. Porém, Goldfinger surge revelando ter tomado o avião, e tenta matar Bond. Um tiro de Goldfinger acerta numa janela, causando uma descompressão explosiva que suga Goldfinger para fora. Bond entra na cabine para pegar Pussy, que estava a pilotar, e os dois saltam de paraquedas do avião em queda.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ficha artistica
Ator/Atriz Personagem
Sean Connery James Bond
Honor Blackman Pussy Galore
Gert Fröbe Auric Goldfinger
Harold Sakata Oddjob
Bernard Lee M
Lois Maxwell Miss Moneypenny
Burt Kwouk Mr. Ling
Cec Linder Felix Leiter
Desmond Llewelyn Q
Shirley Eaton Jill Masterson
Tania Mallet Tilly Masterson

Produção[editar | editar código-fonte]

Para muitos fãs de 007, Goldfinger é o filme que reúne tudo: acção, luxo, poder e um dos maiores inimigos da série. O livro original de Ian Fleming é publicado em 1959, três anos antes da estreia do filme Dr. No e mais tarde de From Russia With Love.

O orçamento do filme rondou os 3 milhões de dólares. Em vez de Terence Young que estava indisponível, os produtores contratam Guy Hamilton para a realização do filme. O escritor dos dois filmes anteriores, Richard Maibaum, escreveu o roteiro, com a colaboração de Paul Dehn, que criou também a sequência inicial completamente fora do contexto do filme: uma explosão de uma fábrica causada por Bond numa missão. Esta sequência deu a Bond uma maior versatilidade com um pato em cima da cabeça e um equipamento de mergulho que se transforma num sofisticado fato. A luta entre Bond e um mexicano acabou mal para o figurino pois quando Sean Connery lança o aquecedor para a banheira, o figurino Alf Joint fica com queimaduras.

As filmagens começam em 20 de Janeiro de 1964 em Miami Beach, Florida, no Fontainebleau Hotel; apenas os atores Cec Linder (Felix Leiter) e Austin Willis (que jogou cartas com Goldfinger) estavam na locação. O resto das cenas do hotel foram feitas em uma reprodução da piscina em Pinewood Studios, em Londres. Outros sets em Pinewood incluíam a fazenda de Goldfinger, a vila mexicana da introdução, e Fort Knox. Durante as filmagens em Pinewood, o criador de Bond, Ian Fleming visitou o set. Ele morreu pouco antes da estreia, em 12 de Agosto de 1964. Após o final da filmagem inglesa, a produção se moveu para a Suíça, onde a filmagem se encerrou em 11 de Julho.

James Bond dirige um Aston Martin DB5 modificado

O desenhista de produção Ken Adam e o supervisor de efeitos especiais John Stears criaram o carro de Bond que viria a ser alvo de muitas atenções: o Aston Martin DB5 com modificações tais como um radar, matrículas rotativas (a ideia partiu de Guy Hamilton que estava irritado com as multas em Londres), banco ejectável, e lançador de óleo. O protótipo usado e autorizado pela empresa foi o DP216-1 e tonou-se numa lenda. Na cena em que Q explica a Bond o funcionamento do banco ejectável, é proferido o famoso diálogo:

Q: Acontece o que acontecer, nunca carregue neste botão. Irá activar o banco ejectável e será lançado ao ar o banco do passageiro.
Bond: Lançado ao ar? Deve estar a gozar!
Q: Eu nunca brinco com o meu trabalho, 007.

Theodore Bikel fora escolhido para ser o grande vilão Auric Goldfinger mas mais tarde veio a ser substituído por Gert Fröbbe. Porém, não sabia uma única palavra em inglês e as filmagens revelaram ser desafiantes. Hamilton pediu a Gert para falar depressa de modo a ajudar o dobrador Michael Collins que foi escolhido para substituir a voz do actor alemão pois muitas das falas não eram perceptíveis. Honor Blackman é escolhida para fazer a terceira Bond Girl, Pussy Galore, que estava a ter um grande sucesso em The Avengers. O lutador de wrestling Harold Sakata viria a interpretar Oddjob que na cena de Fort Knox sofrera várias queimaduras.

Para criar o cofre de Fort Knox, Ken Adam foi autorizado a sobrevoar a zona militarmente protegida. A equipa tinha dada a ideia de construir Fort Knox em Portugal mas decidiram pô-lo nas traseiras dos estúdios da Pinewood. Broccoli queria filmar o interior de Fort Knox mas não teve autorização. Ken Adam teve que imaginar o interior do banco que, coincidência ou não, era muito parecido com o verdadeiro. Esta afirmação foi dada por uma pessoa que trabalhava dentro do cofre e enviou uma carta ao desenhista.

A cena de Bond preso a uma mesa com um raio laser foi muito arriscada. O efeito laser fora recriado pela equipa de efeito especiais em que um dos técnicos estava por baixo da mesa a recriar o efeito. Porém, mesmo no fim, o mecanismo não parava ameaçando seriamente Sean Connery.

Pouco antes de imprimir (finalizar) o filme, Hamilton voa até o Kentucky para obter informações sobre o local para poder criar o assalto aéreo. Aproveitou ainda a presença das várias bases militares instaladas para produzir o efeito do gás sobre os soldados. Na pós-produção, John Barry produz em tempo recorde um trabalho impressionante com a banda sonora. Harry Saltzaman ainda alterou à última hora a contagem final da bomba em Fort Knox que devia terminar em 0:03 e não em 0:07 como no filme.

Goldfinger foi um grande sucesso cinematográfico mudando a maneira de fazer filmes de aventura. Nos créditos finais de Goldfinger estava marcado que o próximo filme deva ser On Her Majesty's Secret Service, porém o sucessor fora Thunderball.[1] [2]

Principais prêmios e indicações[3] [editar | editar código-fonte]

Oscar 1965 (EUA)

BAFTA 1965 (Reino Unido)

Grammy 1965 (EUA)

  • Indicado na categoria de melhor trilha sonora original escrita para cinema ou televisão.

Edgar 1965 (Edgar Allan Poe Awards, EUA)

  • Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

Banda sonora[editar | editar código-fonte]

John Barry, que havia orquestrado o tema de James Bond em Dr. No e composto a trilha de From Russia with Love, volta para a música.

A primeira novidade em termos musicais é a intdrodução de cantores populares durante os créditos de abertura, com Shirley Bassey cantando a canção-tema "Goldfinger" (composta por Barry e os letristas Anthony Newley e Leslie Bricusse). A canção e o álbum da trilha sonora rapidamente tornam-se um êxito mundial.

Locais de filmagem[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Toda a secção Produção foi baseada no documentário Inside Goldfinger do DVD 007-Contra Goldfinger Edição Especial 2000 de registo número 194/2000 da Inspecção-Geral das Actividades Culturais - Portugal.
  2. Faixas de comentário de Goldfinger (007 Contra Goldfinger - Ultimate Edition, Disco 1):
    *Guy Hamilton, Graham Rye, Sean Connery, Desmond Llewelyn, Lois Maxwell, Michael Mellinger, e Honor Blackman
    *John Cork, Alf Joint, George Leech, Cliff Culley, Peter Lamont, John Barry, Ken Adam, Joe Fitt e Bert Luxford
  3. Lista de prémios e indicações do filme, IMDB (em inglês) Internet Movie Database.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]