11º Batalhão de Infantaria de Montanha

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11º Batalhão de Infantaria de Montanha
Estado  Minas Gerais
Subordinação 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha)
Sigla 11º BI Mth
Sede
Endereço Ladeira Tenente Villas Boas, s/n - Centro

O 11º Batalhão de Infantaria de Montanha (11º BI Mth ) é uma unidade do Exército Brasileiro, especializada em combate em ambiente de montanha, aprimorando e desenvolvendo técnicas especiais de operações em montanha e utilizando-se de equipamentos e armamentos específicos a este teatro de operações, já se consolidou ao longo dos anos como uma das tropas de elite do Exército, e inclusive multiplicando suas técnicas especiais a outras unidades militares brasileiras, que vão frequentar seus cursos e estágios, auxilia o treinamento das unidades integrantes da Força de Ação Rápida Estratégica do Exército Brasileiro, tais como a Brigada de Operações Especiais, Brigada de Infantaria Pára-quedista e a 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel). Também multiplica suas técnicas de operações em montanha a outras unidades de elite da Marinha e da Força Aérea, bem como a unidades especiais das Forças Auxiliares, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais da PMERJ. Localizada em São João del Rei, no estado de Minas Gerais, está subordinado a 4ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Juiz de Fora.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A unidade remonta a 1888, criada em Rio Pardo, na então Província do Rio Grande do Sul, como 28º Batalhão de Infantaria.

À época da República Velha, serviu na Campanha de Canudos, no sertão da Bahia, tendo sido transferida, ao retornar, para São João del Rei em 1897.

Em 1909, passou a ser denominada como 51º Batalhão de Caçadores e, em 1920, recebendo o reforço do 54º Batalhão de Caçadores, se estruturou como 11º Regimento de Infantaria.

O Onze[editar | editar código-fonte]

Do passado remoto e recente do 11º BI Mth extraem-se episódios marcantes, entre os quais se destacam:

Cabe ressaltar a sua recente participação em Missão de Paz da ONU, com uma expressiva representação de 147 militares, que integraram o Batalhão de Força de Paz em Angola, no período de fevereiro a agosto de 1996.

Atualmente, o "Onze" é a referência do montanhismo militar no Exército Brasileiro, única unidade a desenvolver as técnicas e as táticas do combate em terreno montanhoso.

O Montanhismo Militar[editar | editar código-fonte]

Em face da missão recebida do Estado-Maior do Exército (EME), em 1997, o 11º BI Mth transformou-se na Unidade pioneira do montanhismo militar do Exército Brasileiro para a aplicação e para o desenvolvimento das técnicas exigidas pela especialização.

O Batalhão serve de organização experimental para a aplicação da doutrina de operações em montanha. Assim, tem participado de intercâmbios de instrução na América do Sul, nos Estados Unidos da América e na Europa, enviando oficiais e sargentos para a aquisição e o aperfeiçoamento de novas técnicas de montanhismo.

Fruto dessa especialização, o 11º BI Mth transformou-se em Unidade-Escola.

Atualmente, desenvolve os seguintes estágios ministrados pela Seção de Instrução de Montanhismo (SIM) aos militares da tropa de montanha e tropas especiais do Exército, Marinha, Força Aérea e Forças Auxiliares de diversos estados.

  • Estágio Básico do Combatente de Montanha
  • Estágio de Auxiliar de Guia de Cordada
  • Curso Básico de Montanhismo
  • Curso Avançado de Montanhismo

Como Unidade peculiar que se tornou, o 11º BI Mth passou a apoiar diversos pedidos de cooperação de instrução das diversas escolas de formação e aperfeiçoamento do Exército, tanto para as aplicações das técnicas de montanhismo, quanto para a realização de exercícios táticos na região de montanha de São João del-Rei.

Na busca incessante do seu aperfeiçoamento, o Batalhão procurou adquirir equipamentos dos mais modernos para a atividade de montanhismo. Atualmente, a sua Seção de Intrução de Montanhismo está dotada com material suficiente para equipar um Batalhão de Infantaria de Montanha, de modo a torná-la capaz de atuar em operações ofensivas e defensivas, em terreno montanhoso.

O Onze na Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

A participação do "Onze" na Segunda Guerra Mundial foi, sem dúvida, o capítulo mais importante em sua rica história.

Como destaque tem-se a conquista da localidade de Montese, situada em terreno montanhoso e fortemente defendida pelos alemães como último baluarte a barrar o avanço das tropas aliadas na direção do Vale do Pó. No dia 14 de Abril de 1945, o maciço de Montese transformou-se no palco da mais árdua e sangrenta batalha das armas brasileiras na Itália, no dizer do próprio Comandante da FEB, Marechal Mascarenhas de Morais. Tendo o onze como esforço principal do ataque combatendo em densos campos de minas e sob o fogo cerrado das metralhadoras alemãs, o 11º RI consagrou-se para sempre ao conquistar heroicamente Montese.

A tenacidade, o ardor combativo e as qualidades morais e profissionais dos brasileiros foi demonstrando quando um pelotão do 11º RI foi o primeiro a entrar na cidade de Montese, avançando com raro espírito ofensivo, infiltrou-se nas linhas inimigas, penetrando no objetivo, sob os fogos da Infantaria e Artilharia do Inimigo, transpondo caminhos desenfiados, neutralizando campos minados, assegurando, posteriormente, para a Divisão Brasileira, a posse definitiva dessa importante posição alemã dentro do contexto da guerra. Neste combate houve uma homenagem prestada pelos alemães a três soldados brasileiros que, em missão de patrulha, não se sabe a história correta, mas constatou-se que ao se depararem com uma patrulha alemã, tendo recebido ordem para se renderem, atiraram-se ao chão e abriram fogo contra o inimigo, até acabar a munição. Não satisfeitos, armaram suas baionetas e avançaram contra a Companhia, perecendo face à superioridade numérica do inimigo. Como reconhecimento à bravura e à coragem daqueles soldados, os alemães os enterraram em covas rasas e, junto às sepulturas, colocaram uma cruz com a inscrição "DREI BRASILIANISCHEN HELDEN" (Três Heróis Brasileiros). Em homenagem a eles - Arlindo Lúcio da Silva, Geraldo Baeta da Cruz e Geraldo Rodrigues de Souza -, existe no pátio de formatura do Batalhão um monumento que os reverencia.

Cursos e Estágios[editar | editar código-fonte]

Estágio destinado aos militares sem nenhuma experiência na atividade onde são ensinadas as técnicas básicas de montanhismo para habilitá-los a operar neste tipo de ambiente. Duração de cinco dias.

Destinado a cabos e soldados da tropa de montanha. O Auxiliar de Guia de Cordada auxilia o oficial e sargento Guia de Cordada nas funções que lhe são peculiares, montando vias equipadas e sistemas de resgate. Duração de 4(quatro) semanas.

Curso que forma o especialista nas técnicas do montanhismo militar, o "Guia de Cordada". Destinado a oficiais e sargentos de carreira das Forças Armadas, Forças Auxiliares e policiais civis, militares e federais. O Guia de Cordada está apto a realizar escaladas livres, equipar vias para transposição da tropa, montar sistemas de resgate e guiar tropa especializada um ambiente montanhoso. Duração de 5(cinco) semanas.

Curso que forma o assessor do comandante tático para as operações em montanha, o "Guia de Montanha". É um curso de extensão destinado aos possuidores do Curso Básico de Montanhismo. O Guia de Montanhao está apto a realizar escaladas artificiais, guiar tropa de qualquer natureza e cumprir missões de reconhecimentos especializados em um ambiente montanhoso. Duração de 10(dez) semanas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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