12 Angry Men

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12 Angry Men
Doze Homens em Fúria (PT)
12 Homens e uma Sentença (BR)
 Estados Unidos
1957 •  p&b •  96 min 
Produção
Direção Sidney Lumet
Roteiro Reginald Rose
Elenco original Henry Fonda
Martin Balsam
Lee J. Cobb
Jack Warden
E.G. Marshall
Género drama
Idioma original inglês

IMDb: (inglês) (português)
Projeto CinemaPortal Cinema

12 Angry Men (br: Doze Homens e uma Sentençapt: Doze Homens em Fúria) é um filme estadunidense de 1957, do gênero drama, dirigido por Sidney Lumet. Uma das principais características da obra é a prevalência de apenas uma locação, a sala onde os jurados decidem o destino do réu. Há apenas dois outros breves cenários: uma rápida cena, no início do filme, mostrando a corte de julgamentos, e a cena final, em que o personagem de Henry Fonda deixa o Tribunal.

Índice

[editar] Sinopse

Um jovem porto-riquenho é acusado de ter matado o próprio pai e vai a julgamento. Doze jurados se reúnem para decidir a sentença, com a orientação de que o réu deve ser considerado inocente até que se prove o contrário. Onze dos jurados, cada um com sua convicção, votam pela condenação. O jurado número 8, o sr. Davis, é o único que acredita na inocência do jovem e, enquanto tenta convencer os outros a repensarem a sentença, traços de personalidade de cada um dos jurados vão sendo revelados.

[editar] Elenco

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Portal Cinema


[editar] Principais prêmios e indicações

Oscar 1957 (EUA)

  • Indicado nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado.

BAFTA 1958 (Reino Unido)

  • Venceu na categoria de Melhor Ator Estrangeiro (Henry Fonda).
  • Indicado na categoria de Melhor Filme.

Festival de Berlim 1957 (Alemanha)

Prêmio Edgar 1958 (Edgar Allan Poe Awards, EUA)

  • Venceu na categoria de Melhor Filme.

Globo de Ouro 1958 (EUA)

  • Recebeu indicação nas categoria de Melhor Filme (drama), Melhor Ator - Drama (Henry Fonda), Melhor Diretor de Cinema e Melhor Ator Coadjuvante (Lee J. Cobb).

Prêmio Bodil 1960 (Dinamarca)

  • Venceu na categoria de Melhor Filme Americano.

[editar] Outros atores e produções em inglês

Jurados por ordem Personagens 1954 (atores na peça teatral) 1957 (atores no filme) 1997 (atores no filme de TV) 2004-2005 atores 2006-2007 atores Ordem que os jurados votaram 'inocente'
1 O presidente de júri, preocupado em organizar os trabalhos; é um professor escolar de educação física e técnico de futebol americano Norman Fell Martin Balsam Courtney B. Vance Mark Blum George Wendt 9
2 Bancário despretencioso John Beal John Fiedler Ossie Davis Kevin Greer Todd Cerveris 5
3 Um empresário e pai emocionalmente abalado com o desprezo do filho, sempre gritando e irritado com os outros Franchot Tone Lee J. Cobb George C. Scott Philip Bosco (substtuído por Robert Foxworth) Randle Mell 12
4 Um racional especulador de bolsa de valores Walter Abel E. G. Marshall Armin Mueller-Stahl James Rebhorn Jeffrey Hayenga 11
5 Jovem fã do Baltimore Orioles Lee Phillips Jack Klugman Dorian Harewood Michael Mastro Jim Saltouros 3
6 Pintor de paredes, com princípios e respeitoso Bart Burns Edward Binns James Gandolfini Robert Clohessy Charles Borland 6
7 Vendedor, fã de esportes, superficial e indiferente às discussões Paul Hartman Jack Warden Tony Danza John Pankow Mark Morettini 7
8 Arquiteto, único voto pela inocência no início dos trabalhos. Identificado como "Davis" no fim do filme Robert Cummings Henry Fonda Jack Lemmon Boyd Gaines Richard Thomas 1
9 Um sábio e observador ancião. Identificado como "McArdle" no fim do filme Joseph Sweeney Joseph Sweeney Hume Cronyn Tom Aldredge Alan Mandell 2
10 Dono de oficina; discurso vazio e preconceituoso Edward Arnold Ed Begley Mykelti Williamson Peter Friedman Julian Gamble 10
11 Relojoeiro imigrante, orgulhoso pela cidadania americana George Voskovec George Voskovec Edward James Olmos Larry Bryggman (Substituído por Byron Jennings) David Lively 4
12 Um animado e indeciso publicitário corporativo William West Robert Webber William Petersen Adam Trese Craig Wroe 8

[editar] Estereotipação

Na primeira votação, apenas um dos jurados vota pela inocência do garoto, não porque acredite nela, mas por falta de provas e testemunhos que possam incriminá-lo. Ao demonstrar a inconsistência dos relatos das testemunhas e das provas, esse jurado vai convencendo os outros de que o garoto, talvez seja, de fato, inocente. O filme mostra que a convicção inicial dos jurados ao julgar o garoto, que poderia resultar em uma sentença injusta, era baseada em experiências pessoais e preconceitos dos próprios jurados. Estes, inconscientemente, a partir da imagem do réu, transformaram-na para que se enquadrasse nos seus esquemas e narrativas preestabelecidas de sociedade, levando em conta, não os fatos, mas sim, o estereótipo dos garotos negros e marginalizados.

[editar] Curiosidades

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  • Não existe nenhuma mulher no elenco, e apenas uma (Faith Elliott) aparece na equipe creditada do filme.
  • Henry Fonda, além de ator, também foi o produtor do filme.
  • Na sala do júri, os personagens são identificados pelo número em que estão sentados em volta da mesa e apenas dois jurados têm seu nome revelado no epílogo, quando o jurado número 8 (Henry Fonda) encontra com o jurado número 9 (Joseph Sweeney) nas escadarias do tribunal e Fonda se apresenta como "Davis", e Sweeney como "McCardle", se despedem e cada um segue seu caminho.
  • Dez jurados são identificados pelo trabalho ou profissão que exercem: o jurado número 1 é treinador de futebol em escola de segundo grau, o jurado número 2 é bancário, o jurado número 3 tem um serviço de mensagens, o jurado número 4 é corretor da bolsa de valores, o jurado número 5 é pintor, o jurado número 7 é vendedor, o jurado número 8 é arquiteto, o jurado número 10 é proprietário de uma garagem, o jurado número 11 é relojoeiro e o jurado número 12 é publicitário.
  • Com a morte de Jack Warden (jurado número 7) em 19 de julho de 2006, Jack Klugman (jurado número 5) é o único dos doze jurados de 12 Angry Men que ainda está vivo.
  • Dos 93 minutos do filme, apenas 3 são fora da "Sala do Júri".
  • A peça foi montada pela primeira vez no Brasil em 2010, com direção de Eduardo Tolentino de Araújo[1]

Referências

  1. Artigo "Justiça e pena de morte colocadas à prova" de Maiara Camargo, Caderno de Variedades, Jornal da Tarde (São Paulo), de 19 de novembro de 2010

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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