2º Grupo de Artilharia de Campanha Leve
| 2º Grupo de Artilharia de Campanha Leve | |
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| Sede | |
| Subordinação | 11ª Brigada de Infantaria Leve (GLO) |
| Sigla | 2º GAC L |
| Criação | 1918 |
| Comando | |
| Comandante | Ten Cel Fernando Bartholomeu Fernandes |
| Contato | |
| Endereço | Praça Duque de Caxias |
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O 2º Grupo de Artilharia de Campanha Leve - Regimento Deodoro é uma tradicional unidade militar do Exército Brasileiro, subordinada à 11ª Brigada de Infantaria Leve e situada em Itu, São Paulo.
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[editar] História
Suas origens estão no Corpo de Artilharia da Bahia, criado em 1625, durante a União Ibérica (Portugal-Espanha). Essa unidade passou por sucessivas denominações e transformações ao longo de quase três séculos e foi prevista para se instalar em Itu por decreto de fevereiro de 1915. Sua denominação era 7º Regimento de Artilharia Montada (7º RAM) e seu aquartelamento passou a ser o antigo e tradicional Colégio São Luiz, edifício construído em 1867 pelos padres jesuítas.
Em 20 de janeiro de 1918, com a presença maciça da população ituana, o Pavilhão Nacional foi hasteado pela primeira vez na fachada do quartel. O Regimento se instalou com um contingente de apenas 29 homens, sob o comando do Ten Cel Raphael Clemente Telles Pires, sendo esta a data considerada como aniversário da unidade.
Em 1919, recebeu a denominação de 4º Regimento de Artilharia Montada (4º RAM), tendo participado da Revolução Constitucionalista de 1932. Em setembro de 1942, durante os dias amargos da II Guerra Mundial, o 4º RAM deslocou-se via férrea até o Rio de Janeiro, com o efetivo de guerra do seu 2º Grupo. Nessa ocasião, escoltado por embarcações e aviões militares, seguiu a bordo do navio Almirante Alexandrino para a cidade de Recife. Em seguida, deslocou-se para Maceió, a fim de cumprir missão de guerra. O Regimento, destacado em Pontal do Coruripe e Porto de Pedras, manteve-se em condições plenas de defender o nosso território e rechaçar o inimigo estrangeiro. Cabe ainda ressaltar que militares do 2º Grupo do 4º RAM embarcaram para a Itália, integrando a Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Em 1946, o 4º RAM passou a se chamar 2º Regimento de Obuses 105. Dois anos mais tarde, em 1948, recebeu a denominação histórica de Regimento Deodoro, por socilitação da própria comunidade ituana ao Presidente da República. O nome destina-se a homenagear o Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, que proclamou a República, pois a cidade de Itu foi um dos berços dos pensamentos republicanos. Entre 1953 e 1954, a unidade foi comandada pelo Coronel Waldemar Levy Cardoso, ex-combatente da FEB.
O Regimento Deodoro participou ativamente da Revolução de 1964, deslocando-se até a cidade de Resende, Rio de Janeiro, onde permaneceu em condições de cumprir sua missão. Durante o ano de 1966, passou a denominar-se I/2º Regimento de Obuses 105, voltando à denominação anterior no ano seguinte. No período de 28 de fevereiro de 1969 a 23 de março de 1971, o Regimento foi comandado pelo Coronel Leônidas Pires Gonçalves, que viria a ser Ministro do Exército.
Em 1972, o velho Regimento teve suas paredes centenárias estremecidas ante o peso das lagartas e a majestade do novo material que constituiria seu equipamento: o Obuseiro Autopropulsado 105mm M 108. Cinco anos mais tarde, em 1977, a Unidade recebeu a denominação de 2º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado, ficando-lhe adida a 11ª Bateria de Artilharia Antiaérea. Nos anos de 1984 e 1985, comandou a Unidade o Coronel Francisco Roberto de Albuquerque, futuro Comandante do Exército Brasileiro.
Em 1º de março de 2005, fruto da reestruturação da Força Terrestre, o Regimento Deodoro foi renomeado como 2º Grupo de Artilharia de Campanha Leve. Seu material passou a ser o moderno e versátil obuseiro Otto Melara, de 105 mm.
Em 20 de janeiro de 2008, o Regimento comemorou seus 90 anos em Itu. Esteve presente à cerimônia o Marechal Waldemar Levy Cardoso, que na época estava com 107 anos de idade.