38ª reunião de cúpula do G8

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38ª cúpula do G8
38th G8 summit
Logotipo oficial.
Anfitrião  Estados Unidos
Sede Camp David
Cidade(s) Thurmont e Frederick, em Maryland
Data 18 e 19 de maio de 2012
Participantes Alemanha Angela Merkel
Canadá Stephen Harper
Estados Unidos Barack Obama
França François Hollande
Itália Mario Monti
Japão Yoshihiko Noda
Reino Unido David Cameron
Rússia Dmitry Medvedev
União Europeia José Manuel Barroso
União Europeia Herman Van Rompuy
Site Página oficial
Cronologia
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A 38ª reunião de cúpula do G8 realizou-se entre 18 e 19 de maio de 2012, em Camp David, nos Estados Unidos.[1] O G8 reuni os sete países mais industrializados do mundo e a Rússia, onde discutem questões de alcance internacional.[2] . O evento ocorreu antes de cúpula da Otan e teve como principais temas a crise européia, a permanência da Grécia na Zona do Euro e conflitos no Oriente Médio.[1] A reunião do G8 seria inicialmente em Chicago, mas foi transferida para Camp David possivelmente devido a temores de uma ampla convergência de manifestantes.[3]

Participantes[editar | editar código-fonte]

O presidente russo, Vladimir Putin anunciou que não estaria presente durante a cúpula porque estava ocupado,[4] alegando ao presidente dos EUA, Barack Obama, que estava finalizando as indicações para a formação de seu governo.[5] [6] A Rússia foi representada pelo primeiro-ministro Dmitri Medvedev.[7] [8] Especulações da mídia também surgiram, alegando que Putin teve a oportunidade histórica, após a reeleição, da primeira visita ao exterior desde a visita à China para participar da cúpula da Organização para Cooperação de Xangai.[9] O evento contou com a primeira participação na cena política internacional do recém-empossado presidente francês, François Hollande.[2]

Membros permanentes
País anfitrião e líder estão indicados em negrito.
Membro Representado por Título
Alemanha Alemanha Angela Merkel Chanceler
Canadá Canadá Stephen Harper Primeiro-ministro
Estados Unidos Estados Unidos Barack Obama Presidente
França França François Hollande Presidente
Itália Itália Mario Monti Primeiro-ministro
Japão Japão Yoshihiko Noda Primeiro-ministro
Reino Unido Reino Unido David Cameron Primeiro-ministro
Rússia Rússia Dmitry Medvedev Primeiro-ministro
União Europeia União Europeia José Manuel Barroso Presidente da Comissão Europeia
Herman Van Rompuy Presidente do Conselho Europeu
Sessão de trabalho focada em questões globais e econômico.

Temas[editar | editar código-fonte]

Os principais temas debatidos no encontro foram:

  • a crise econômica européia: O G8 emitiu comunicado pregando urgente e obrigatório crescimento econômico, em contraste com a posição da Alemanha, que apoia programas de austeridade fiscal em curto prazo. Houve consenso sobre a preservação da união monetária europeia para a estabilidade, a recuperação da economia mundial e a geração de empregos.[10] Mas refletindo as divergências sobre a estratégia, os líderes do G8 admitiram que as medidas necessárias para promover o crescimento e reduzir o déficit não são as mesmas para cada país.[11] Merkel, permaneceu isolada com suas propostas, e espera-se que a chanceler alemã aceite as medidas complementares de estímulo na solução da crise europeia [12] . O Presidente francês apresentou uma proposta para arrecadar 57 bilhões com a cobrança de um imposto sobre transações financeiras na Europa. Os recursos seriam destinados a adoção de medidas de estímulo econômico na região. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, manifestou-se contrário a medida[13]
David Cameron, Barack Obama, Angela Merkel, José Manuel Barroso, François Hollande em intervalo, acompanhando a final entre Chelsea (Inglaterra) e Bayern de Munique (Alemanha) na final da Liga dos Campeões da UEFA. As expressões de Cameron (Inglaterra) e Merkel (Alemanha) parecem traduzir o resultado da partida.
  • a permanência da Grécia no bloco do Euro: Os líderes do G8 apoiaram a permanência da Grécia na zona do euro, apesar do endividamento do país.[10] A possibilidade da saída da Grécia da zona do euro foi um dos principais tema da agenda da reunião do G8, devido a eleições inconclusivas no país. A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu a austeridade, enquanto que o presidente da França, François Hollande, sugeriu implantar políticas de maior crescimento, assim como o presidente americano, Barack Obama[14]
  • o destino do Euro como moeda única[15]
  • o programa nuclear iraniano: Os líderes discutiram a preservação da pressão sobre o Irã e o G8 sugeriu ao país que aproveite a chance da reunião em Bagdá do Grupo P5+1 (EUA, Grã-Bretanha, França, China, Rússia e Alemanha) para negociar o seu programa nuclear. As conversas começam no dia 23 em Bagdá[16]
  • a tensão na Síria: Sobre a violência na Síria, parte do G8 mostrou-se coesa em torno da adoção integral do plano de paz desenhado pelo enviado especial da Liga Árabe e das Nações Unidas, Kofi Annan. O plano previu o cessar fogo desde o dia 12 de abril de 2012 e jamais foi cumprido. Não foi possível convencer os líderes da Rússia a alinhar-se aos EUA e seus aliados sobre Irã e Síria[16]

Após o fim da reunião do G8 em 19 de maio, a maior parte dos líderes se uniram em Chicago a um grupo de oficiais internacionais para a cúpula da Otan, que acontece durante os dias 20 e 21 de maio.[14]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Deauville 2011
Reuniões de cúpula do G8
Camp David 2012
Sucedido por