72º Batalhão de Infantaria Motorizado

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72º Batalhão de Infantaria Motorizado
Estado  Pernambuco
Subordinação 10ª Brigada de Infantaria Motorizada
Sigla 72º B I Mtz

72º Batalhão de Infantaria Motorizado é uma unidade de elite do Exército brasileiro sediada em Petrolina, sendo a única Unidade do Exército Brasileiro a formar o combatente para o ambiente operacional de caatinga.

Possui um Centro de Instrução de Operações na Caatinga, abrangendo uma área com aproximadamente 28.000 km². Preocupado com a questão ambiental, o batalhão preserva, desde a sua criação, uma vegetação de 3.000 km² inserida na área urbana de Petrolina, tendo também um parque zoobotânico, com uma grande variedade de representantes de fauna e flora do bioma caatinga, sendo 22 viveiros e mais de 40 espécies de vegetais. Em uma integração social, o parque que é aberto à visitação pública é constantemente visitado por alunos que desenvolvem pesquisas escolares e também por acadêmicos de entidades de ensino superior locais que desenvolvem projetos de pesquisa.

Um país como o Brasil que possui uma enorme variedade geográfica precisa ter combatentes aptos para operar em diferentes ambientes operacionais.

Como uma Força Armada moderna, o Exército Brasileiro mantem seus soldados preparados para o combate em diversos terrenos. Por isso, possui tropas especializadas no combate na selva, no pantanal, na caatinga, na montanha e em diversos tipos operações militares. Os combatentes são treinados exaustivamente para atuar de acordo com o ambiente em que estão inseridos, desta forma se pode garantir qualidade e êxito nas operações militares.

O combate na caatinga, já há muitos anos, vem sendo objeto de pesquisas e estudos por parte do Exército Brasileiro, com o objetivo de determinar as características que o diferenciam das operações desenvolvidas em outros ambientes operacionais.

O militar especializado no combate na caatinga deve conhecer as peculiaridades da região e adaptar-se a elas. Para isso existem dois tipos de adaptação, a ambiental e a de instrução. Na primeira, o combatente aprende a lidar com os rigores térmicos da região e com a escassez de água, características marcantes neste ambiente operacional. Os treinamentos dessa fase duram de 10 a 15 dias e, após esse período, o aluno já está perfeitamente ambientado às peculiaridades da região. Durante a segunda fase, o treinamento busca adequar o homem à área de operações, instruindo-o as peculiaridades do combate próprio da região seca e arida da caatinga e elevar o preparo psicológico necessário ao cumprimento das mais variadas missões no ambiente da caatinga. Entre as instruções ministradas neste período, especial enfase é dada a observação e orientação, tanto diurna como noturna; a capacidade de utilização de cobertas e abrigos para deslocamentos e ações militares; o reconhecimento operacional; a localização de alvos importantes; a utilização de estradas e demais vias de acesso à área de operações; os deslocamentos a pé, motorizados ou aeromóveis; e aos exercícios de combate e sobrevivência.

O 72 BIMtz abriga as instalações do Centro de Instrução de Operações na Caatinga (CIOpC) que situa-se em imóvel da União, conhecido por Fazenda Tanque do Ferro, jurisdicionado ao Ministério da Defesa, passando a ser chamado de Campo de Instrução Fazenda Tanque do Ferro (CIFTF.), responsável pela formação do Combatente de Caatinga. A vegetação é agressiva e espinhosa, o sol é causticaste o relevo é pouco ondulado, solos muitas vezes pedregoso, e, sobretudo com aglomerados humanos esparsos e uma grande escassez de água.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Revista Verde Oliva, nº 200, ano XXXV, Edição de Jan,Fev,Mar 2009. CComSEx
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