9 x 19 mm Parabellum

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9 x 19 mm Parabellum
9 19 parabellum FMJ.jpg
Cartuchos 9 x 19 mm Parabelum FMJ
Especificações
Diâmetro do projétil 9,02 mm
Comprimento do estojo 19,15 mm
Diâmetro do aro 10,01 mm
Diâmetro do corpo 9,93 mm
Diâmetro da boca 9,65 mm
Tipo de iniciação Central
Tipo do estojo Cônico, sem aro

O Calibre 9 x 19 mm Parabellum (também conhecido por 9 mm Para, 9 mm Luger, 9 x 19 mm NATO ou 9 x 19 mm) foi criado na Alemanha para ser usado na Pistola Parabellum (Luger) e foi adotado pela Marinha e Exército do país em 1904 e 1908 respectivamente. É o calibre de dotação da OTAN e de praticamente todos países do ocidente, inclusive o Brasil.

Se tornou famoso por ser o calibre mais utilizado durante as guerras, no uso das pistolas e também das submetralhadoras. Bem recentemente, as submetralhadoras eram fabricadas primordialmente no calibre 9 x 19 mm Parabellum.

Até poucos anos atrás o calibre 9 mm era o mais cobiçado entre as armas curtas, e o mito de melhor calibre adveio das propagandas de guerra e da tradição das polícias serem originalmente de governos militares que prevaleceram no Brasil.

Tanto isso imperou que a Polícia Federal Brasileira, uma polícia ainda que originalmente civil, até hoje, faz uso primordial da 9 mm. A Polícia Federal conquistou o uso exclusivo também da 357 magnum, além da 9 mm.

A origem da fama da pistola 9 mm se fez por ser uma excelente arma de guerra. Seu alto poder de transfixação permitia que em um único disparo, dois oponentes fossem atingidos. O avanço das linhas inimigas se faziam por grupamentos, assim, mirando-se no soldado da frente, esse seria atingido, transfixado e o soldado que viesse atrás também seria atingido, ou mesmo melhor poder de transfixação dos uniformes com seus equipamentos transportados. Essa característica era a mais cobiçada e na época ainda não existia o conceito de Stopping Power. A potência de uma pistola, ou calibre, era estabelecida somente pelo seu poder de penetração. Nem se fazia necessário Stopping Power durante os confrontos de guerra que são feitos principalmente a longas distâncias e o auto poder de transfixação era necessário nas frentes de combate, pois o projétil poderia transfixar uma pequena árvore, portas, janelas ou a lataria de um veículo para atingir o inimigo a seguir.

Nos combates, um soldado inimigo ferido causaria mais estrago que um inimigo morto sumariamente, pois seus companheiros de companhia seriam retardados ou ficariam dependentes do parceiro ferido, ficando eles mais vulneráveis. Assim, o conceito de que uma arma de guerra matava sumariamente era outro mito. A morte sumária dependeria da região atingida.

No que pese o menor poder de parada, não deve-se enganar com tais características, pois a 9mm ainda é uma arma extremamente letal e de enorme poder de penetração, entretanto, a propaganda sobre esse calibre demonstra desconhecimento do seu melhor uso.

O 9mm não é o calibre ideal para defesa pessoal, que se dá em confrontos que variam entre 5m e 30m e geralmente em perímetro urbano das grandes cidades. O risco de atingir um inocente que estaria por detrás seria iminente, além do que o agressor poderia ser transfixado e ainda permanecer de pé para tomar a arma de quem está com a pistola em ato de legítima defesa. Entretanto, o poder de penetração do calibre 9mm pode ser "modificado" com o uso de munições do tipo ponta oca, diminuindo assim a penetração e aumentando em muito o poder de parada. O calibre não é permitido a civis no Brasil.