Ação Global dos Povos

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Ação Global dos Povos (também conhecido pela sigla AGP) é um movimento radical e social, campanhas populares e ações diretas em resistência ao capitalismo e para justiça ambiental e social. A AGP é importante na internet pela sua comunicação e solidariedade entre o movimento antiglobalização.

INGLÊs:instrumento de comunicação entre povos

Entre os dias 23 e 25 de Fevereiro de 1998, encontraram-se em Genebra movimentos de todos os continentes. Nesse espaço físico lançaram uma coordenação mundial de resistência contra o mercado globalizado, uma aliança nova de luta e ajuda mútua, designada por Ação Global dos Povos com o objetivo de resistir ao capitalismo (AGP; 'PGA' em língua inglesa).

Esta nova plataforma tem vindo a servir como instrumento de comunicação e de coordenação de todos os que lutam contra a destruição planetária da humanidade causada pelo capitalismo em todo o mundo, através da construção de alternativas locais.

A primeira reunião de coordenação mundial das lutas locais, em simultâneo com a conferência ministerial da OMC, em Maio de 1998, Genebra, foi um grande sucesso: muitas manifestações diferentes tiveram lugar tais como acções e Festas de Rua Globais, e isto em cinco continentes, entre os dias 16 e 20 de Maio.

Os documentos que definem a AGP são: os seus cinco princípios, os seus princípios de organização e o seu manifesto. Na conferência de Bangalore, na Índia, em Agosto de 1999, os 5 princípios foram corrigidos para reflectir as discussões acerca da clarificação das diferenças em relação aos antiglobalizadores de direita. Um novo princípio número 2 foi introduzido.

Em Cochabamba, Bolívia, em setembro de 2001 os documentos foram revisados pela última vez. Em outubro de 2005 foi realizada em Haridwar, India, uma Consulta com presença dos delegados para preparação da 4ª Conferência da Ação Global dos Povos.

História[editar | editar código-fonte]

Em Fevereiro de 1998, movimentos de todos os continentes se reuniram em Genova para coordenarem as próximas resistências globais, novas alianças de luta e suporte mútuo contra tratados "livres" de comércio.

Em Bangalore, Índia, em agosto de 1999 foi realizada a 2ª Conferência Internacional da AGP.

E em setembro de 2001, na Bolívia, em Cochabamba, foi realizada a 3ª das Conferências da AGP em que todos os documentos da coordenação foram revisados, tornando-se coerentes com a realidade social daquele momento.

Neste novembro de 2005 aguarda-se a convocatória do grupo de coordenadores para a 4ª Conferência.

Em novembro de 2013, em Itapema-SC foi realizada a primeira excursão comandada pelo Frances Velson (Grupo ACT)e seu filho Vetor (Grupo ACT)

Sua principal Arma era o Cooler chamado "Taíde"

Ações Globais[editar | editar código-fonte]

A maior função da AGP seria servir um espaço político (não necessariamente físico) para ações descentralizadas de dias de ação globais anticapitalistas, movimentos populares de resistência ao capitalismo. O primeiro dia de ação global durante a 2º conferência ministerial da OMC em Genova em Maio de 1998, envolvendo mais de 10 milhões de pessoas em mais de 60 cidades e nos cinco continentes fazendo várias festas de rua.

Princípios[editar | editar código-fonte]

Modificado na 3ª Conferência da AGP em Cochabamba (Bolívia)[1]

1. Uma rejeição muito clara ao capitalismo, ao imperialismo, ao feudalismo e a todo acordo comercial, instituições e governos que promovem uma globalização destrutiva.

2. Rejeitamos todas as formas e sistemas de dominação e de discriminação incluindo, mas não apenas, o patriarcado, o racismo e o fundamentalismo religioso de todos os credos. Nós abraçamos a plena dignidade de todos os seres humanos.

3. Uma atitude de confronto, pois não acreditamos que o diálogo possa ter algum efeito em organizações tão profundamente antidemocráticas e tendenciosas, nas quais o capital transnacional é o único sujeito político real.

4. Um chamado à ação direta, à desobediência civil e ao apoio às lutas dos movimentos sociais, propondo formas de resistência que maximizem o respeito à vida e os direitos dos povos oprimidos, assim como, a construção de alternativas locais ao capitalismo global.

5. Uma filosofia organizacional baseada na descentralização e na autonomia.

Referências

  1. PEOPLES' GLOBAL ACTION (PGA) Organisational Principles (em inglês) nadir.org. Visitado em 28 de agosto de 2011.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]