Aço-silício de grão orientado

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O aço-silício de grão orientado foi desenvolvido pelo metalurgista americano Norman Goss em 1933. Ele descobriu que, com uma laminação a frio e um recozimento intermediário, acrescido de um recozimento final a alta temperatura, produz-se chapas com melhores propriedades magnéticas na direção de laminação, em relação às chapas com laminação a quente. Esta melhora é devido a uma textura magneticamente favorável, produzida por um recristalização secundária, durante o recozimento a alta temperatura. Chapas com grãos orientados começaram a ser produzidas comercialmente por volta de 1945, e desde então, suas propriedades tem sido melhoradas continuamente.

O percentual de silício varia de aproximadamente 1,05 a 3,25% para as ligas não orientadas e 3,25% para as ligas orientadas, e o percentual de carbono varia 0,03% (não orientado) a 0,01% (orientado). A permeabilidade magnética relativa, a uma indução de 15 kG, 60 Hz, para as ligas não orientadas, varia de 1.100 (1,05% de Si) até 700 (3,25% de Si), e para as ligas orientadas, varia de 16.000 a 23.000. As chapas são feitas por laminação a quente até aproximadamente à espessura final; a seguir é realizada uma decapagem para retirar a película de óxido, e após laminado a frio para a espessura final, melhorando as características mecânicas, e ao final, um recozimento a baixa temperatura. Sua principal característica é apresentar excelentes propriedades magnéticas na direção de laminação.

São aplicados basicamente na fabricação dos núcleos de transformadores de força e distribuição, sendo também utilizados em reatores de potência, hidrogeradores e turbogeradores.