Aécio Ferreira da Cunha

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Aécio Ferreira da Cunha (Teófilo Otoni, 4 de janeiro de 1927Belo Horizonte, 3 de outubro de 2010) foi um advogado e político brasileiro.

Vida[editar | editar código-fonte]

Filho do importante político mineiro Tristão da Cunha e de Julia Matta Machado Versiani Ferreira da Cunha, é pai do ex-governador e senador de Minas Gerais Aécio Neves. Foi deputado estadual entre 1955 e 1963 e deputado federal entre 1963 e 1987.

Cursou o 1º grau (ensino fundamental) no antigo Colégio Anglo Brasileiro e o 2º grau (ensino médio) no Colégio São Bento, no Rio de Janeiro.

Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, em 1950. No ano seguinte, mudou-se para Belo Horizonte com seu pai, Tristão da Cunha, que assumiria a Secretaria de Agricultura, Indústria, Comércio e Trabalho no governo de Juscelino Kubitschek. Tornou-se, em 1952, chefe de gabinete do novo secretário da pasta, deputado federal Juarez de Souza Carmo.

Foi casado duas vezes: com Inês Maria Neves da Cunha, filha do presidente Tancredo Neves, teve os filhos Aécio, Andrea e Ângela. Em segundas núpcias, com Sônia Maria Bastos, não deixou herdeiros.[1] [2]

Faleceu vítima de uma insuficiência hepática no dia 3 de outubro de 2010 e, por coincidência, no mesmo dia que o seu filho foi eleito senador da república.[3]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Sua trajetória política em mandatos eletivos começou em 1954, quando se elegeu deputado estadual pela região do Vale do Mucuri e Médio Jequitinhonha, ainda que conhecesse muito pouco a região e só tivesse retornado a viver em Minas Gerais três anos antes. Em 1958, reelegeu-se para novo mandato de deputado estadual.

Após seu segundo mandato na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, Aécio Cunha se elegeu, em 1962, para o primeiro de seus seis mandatos consecutivos como deputado federal. Estudioso dos problemas econômicos e sociais, teve atuação relevante na Câmara dos Deputados, tendo participado como membro efetivo das comissões de Defesa do Consumidor; Educação e Cultura; Finanças; Fiscalização Financeira e Tomada de Contas; e Minas e Energia. Foi, por duas vezes, relator da Comissão de Orçamento da Câmara.

Ao término de seu oitavo mandato legislativo, em 1986, Aécio Cunha foi candidato a vice-governador de Minas Gerais na chapa de Itamar Franco.

Em 1988, foi nomeado ministro do Tribunal de Contas da União pelo presidente José Sarney, mas, por razões pessoais, declinou do cargo, numa atitude surpreendente, pela importância da função, mas muito elogiada pela dignidade moral do gesto.

No presidência de Itamar Franco, Aécio Cunha foi nomeado presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, posteriormente, conselheiro de Furnas Centrais Elétricas e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), onde permaneceu até seu falecimento.

Referências

  1. Ayer, Flávia; Takahashi, Paula; Monteiro, Lilian. (4 de outubro de 2010). Morre pai de Aécio Neves. Jornal Estado de Minas. Caderno Gerais
  2. FERREIRA, Lais Ottoni Barbosa, Raízes Mineiras (Rio de Janeiro – 2005)
  3. Morre o pai do candidato tucano ao Senado Aécio Neves Portal Terra - consultado em 3 de outubro de 2010

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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