Aécio de Amida

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Aécio
Ἀέτιος Ἀμιδηνός
Nascimento 502
Amida
Morte 575 (73 anos)
Nacionalidade bizantino
Ocupação escritor e médico

Aécio de Amida (em grego antigo: Ἀέτιος Ἀμιδηνός, em latim: Aëtius Amidenus) (Amida, sudeste da Anatólia, 502 - 575) foi um escritor e médico bizantino,[1] especialmente distinguido pela sua grande erudição.[2] Os historiadores não estão de acordo sobre o período histórico em que viveu. É colocado por alguns escritores como tendo vivido no século IV; mas está evidente, a partir de seus próprios trabalhos, que esteve em plena atividade no final do século V, ou início do VI, uma vez que se refere não apenas ao patriarca Cirilo de Alexandria, que morreu em 444,[3] mas também a Pedro 'arquiatro' (o primeiro dos médicos), que poderia ser identificado com o médico de Teodorico, o Grande,[4] a quem define como sendo um contemporâneo. Ele mesmo é citado por Alexandre de Trales,[5] que viveu provavelmente em meados do século VI. Era provavelmente cristão, o que talvez possa ser explicado, por ter sido confundido com Aécio de Antioquia, um famoso ariano, que viveu no tempo do imperador Juliano.

Vida[editar | editar código-fonte]

Aécio era nativo de Amida, uma cidade da Mesopotâmia,[6] e estudou em Alexandria, que era a mais famosa escola de medicina da época.

Viajou e visitou as minas de cobre de Soli, no Chipre, Jericó e o mar Morto.

Em alguns manuscritos ele tem o título de komēs opsikiou (κόμης οψικίου), em latim comes obsequii, que significa: o médico do imperador.[7] Este título, de acordo com Fócio,[6] ele obteve em Constantinopla, onde praticava a Medicina.

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

Aécio parece ser o primeiro escritor médico grego entre os cristãos, que não oferece qualquer espécime de magia e encanto tão em voga entre os egípcios, como aquele de São Brás na remoção de um osso espetado na garganta,[8] e outra em relação a um fístula.[9]

A divisão de sua obra Dezesseis Livros de Medicina (Βιβλία Ιατρικά Εκκαίδεκα) em quatro tetrabibli, não foi feita por ele, mas (como observa Fabricius) foi uma invenção de alguns tradutores modernos, já que sua maneira de citar seu próprio trabalho é de acordo com a série numérica dos livros. Embora o seu trabalho não contenha muita matéria original, e esteja fortemente baseado nas obras de Galeno e Oribásio,[10] não deixa de ser um dos vestígios médicos mais importantes da Antiguidade, por ser uma compilação muito criteriosa dos escritos de muitos autores, muitos da Biblioteca de Alexandria, cujas obras foram há muito perdidas.[11]

No manuscrito para o livro 8.13, a palavra άκμή (acme) é escrita como άκνή, a origem da palavra moderna acne.[12]

Referências

  1. William Alexander Greenhill. (1870). "Aetius Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology". William Smith 1 p. 53.
  2. Robley Dunglison. History of Medicine from the Earliest Ages to the Commencement of the 19th Century. Philadelphia: Lindsay and Blakiston, 1872. p. 182.
  3. tetrab. iii. serm. i. 24, p. 464
  4. tetrab. ii. serm. iii. 110, p. 357
  5. Alexandre de Trales, xii. 8, p. 346
  6. a b Fócio, cod. 221
  7. ver Du Cange, Gloss. Med. et Inf. Latin.
  8. tetrab. ii. serm. iv. 50, p. 404
  9. tetrab. iv. serm. m. 14, p. 762
  10. Edward Theodore Withington. Medical History from the Earliest Times: A Popular History of the Healing Art. [S.l.]: Scientific Press, 1894. p. 130.
  11. J.J. Lawrence. (1905). "Medical brief". The Medical Brief: A Monthly Journal of Scientific Medicine and Surgery 33: 166. Boston: Harvard University. Página visitada em 19-1-2011.
  12. Kudlien, Franz (1970). "Aetius of Amida". Dictionary of Scientific Biography 1. Nova Iorque: Charles Scribner's Sons. 68–69. ISBN 0-684-10114-9 


Ligações externas[editar | editar código-fonte]