Aélia Eudócia

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Eudócia
Imperatriz romana
Tremissis-Aelia Eudocia-RIC 0253.jpg
Governo
Reinado 7 de junho de 421 - 20 de outubro de 460
Consorte Teodósio II
Antecessor Aélia Eudóxia
Sucessor Pulquéria
Dinastia Teodosiana
Vida
Nome completo Aélia Eudócia
Nascimento 401
Atenas
Morte 20 de outubro de 460 (59 anos)
Jerusalém
Filhos Licínia Eudóxia
Pai Leôncio
Retrato de Aélia Eudócia em pedra colorida embutida em mármore, na Mesquita Fenari Isa (antigo Mosteiro de Lips), Istambul

Aélia Eudócia (em latim: Aelia Eudocia Augusta; Atenas, 401Jerusalém, 460) foi uma imperatriz romana consorte, esposa do imperador romano do Oriente Teodósio II.

Índice

Biografia [editar]

Era a filha do sofista Leôncio, de quem recebeu uma grande formação literária e retórica. A história tradicional, tal como a narração de João Malalas e outros, é que havia sido privada de seu pequeno patrimônio pela rapacidade de seus irmãos, e buscou reparação na corte de Constantinopla. Seus dotes chamaram a atenção da irmã de Teodósio, Pulquéria, quem fez dela uma dama de companhia e a preparou para ser esposa do imperador.

Depois de receber o batismo e descartando seu anterior nome, Atenaida ou Atenais (Athenais), assumindo o de Aélia Licínia Eudócia, se casou com Teodósio em 7 de junho de 421;1 dois anos mais tarde, depois do nascimento de sua filha Licínia Eudóxia, recebeu o título de Augusta. A nova imperatriz recompensou seus irmãos fazendo de Valério cônsul e logo governador da Trácia e ao outro Géssio, prefeito pretoriano da Ilíria.

Outros historiadores mais contemporâneos como Sócrates Escolástico e João de Panon confirmam muitos destes detalhes, porém omitem toda referência a intervenção de Pulquéria ao matrimônio de Eudócia com seu irmão. Isto faz com que outros detalhes das atividades de Eudócia sejam mais compreensíveis, como por exemplo, o uso de sua grande influência na corte para proteger pagãos e judeus. Favoreceu a partir de sua posição privilegiada a cultura, rodeando-se de gramáticos e filósofos.

Nos anos 438-439 fez uma peregrinação a Jerusalém e levou consigo várias relíquias preciosas; durante sua estadia em Antioquia se dirigiu ao senado dessa cidade em estilo helênico e distribuiu fundos para a reparação de seus edifícios. Em seu regresso sua posição se via ameaçada pelo ciúme de Pulquéria e a suspeita infundada de uma intriga com seu protegido Paulino, o senhor dos ofícios.

Após a execução deste último (440) ela se retirou para Jerusalém, onde foi acusada de assassinar um oficial enviado para matar dois de seus seguidores, ato pelo qual ela sofreu a perda de parte de seu pessoal imperial. No entanto, conservou grande influência; embora se visse envolvida na rebelião dos monofisistas sírios (453), no final se reconciliou com Pulquéria e foi admitida novamente no seio da Igreja Ortodoxa. Morreu em Jerusalém em 20 de outubro de 460, dedicando seus últimos anos a literatura.

Entre suas obras estão uma paráfrase de Octateuco em hexâmetros, um paráfrase dos livros de Daniel e Zacarias, um poema sobre a Vida de São Cipriano e sobre as vitórias persas de seu esposo. Uma História da Paixão compilada em versos homéricos (um cento), que João Zonaras atribuído a Eudocia, talvez seja de autoria diferente.

Filhos [editar]

Eudócia e Teodósio II tiveram três filhos conhecidos:

Referências

  1. . 1 ed. University of California Press: [s.n.], 1982. 1 vol. vol. 1. ISBN 0-520-06801-7

Ligações externas [editar]


Precedido por
Aélia Eudóxia
imperatriz bizantina
421 - 450
Sucedido por
Aélia Pulquéria