A.I. - Inteligência Artificial

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A.I. Artificial Intelligence
Artificial Intelligence: AI
A.I. - Inteligência Artificial (PT/BR)
Pôster promocional
 Estados Unidos
2001 •  cor •  146 min 
Direção Steven Spielberg
Produção Steven Spielberg
Jan Harlan
Kathleen Kennedy
Walter F. Parkes
Bonnie Curtis
Roteiro Steven Spielberg
Stanley Kubrick
Ian Watson
Baseado em "Super-Toys Last All Summer Long" 
de Brian Aldiss
Narração Ben Kingsley
Elenco Haley Joel Osment
Jude Law
Frances O'Connor
Brendan Gleeson
William Hurt
Kathryn Morris
Robin Williams
Meryl Streep
Gênero Ficção científica
aventura
drama
Música John Williams
Direção de fotografia Janusz Kaminski
Figurino Bob Ringwood
Cinematografia Janusz Kamiński
Edição Michael Kahn
Companhia(s) produtora(s) Amblin Entertainment
Stanley Kubrick Productions
Distribuição Warner Bros. Pictures
(lançamentos teatrais nos Estados Unidos e home video internacionais)
DreamWorks Pictures
(lançamentos teatrais internacionais e home video nos Estados Unidos)
Lançamento Estados Unidos 26 de Junho de 2001
Brasil 7 de Setembro de 2001
Idioma Inglês
Orçamento US$ 100 milhões
Receita US$ 235 926 552
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

A.I. Artificial Intelligence ((título no Brasil e em Portugal) A.I. - Inteligência Artificial) é um filme de ficção científica de Steven Spielberg lançado em 2001, a partir de um projeto de Stanley Kubrick, sobre a possibilidade da criação de máquinas com sentimentos. O roteiro criado por Spielberg foi baseado em um conto de Brian Aldiss chamado Supertoys Last All Summer Long.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

No futuro, onde parte do planeta foi inundada pela elevação do nível dos mares e andróides convivem com os seres humanos, uma equipe de cientistas de uma empresa chamada Cybertronics criam um robô em forma de criança que foi programado para amar seus pais eternamente.

Na iminência de perder o único filho, doente e em estado vegetativo, o casal Harry e Monica Swinton adota o primeiro desses andróides. Após a resistência inicial, a mãe ativa os comandos que dotarão o robô de sentimento que farão que este reconheça Monica como sua mãe e ame-a para sempre. Ocorre, entretanto, que o filho verdadeiro recupera-se e, num acidente no qual David não tem culpa, é acusado de ser uma ameaça.

Monica, para que o pequeno não seja destruído pela Cybertronics, abandona-o numa floresta junto com Teddy, um pequeno urso de pelúcia que pertencia ao filho de Monica (este urso também foi programado para raciocinar autonomamente). Na floresta, David e Teddy são separados com um despejo de fragmentos de robôs, destruídos nas feiras de carne, organizadas pelas pessoas para destruir essas máquinas, pensando que estas vão dominar o planeta e ultrapassar a inteligência humana.

Neste momento, David e Teddy encontram Joe, uma máquina em forma de adolescente, bastante musculoso, programada para se prostituir. Joe fôra enviado para a feira de carne, por ser acusado de ter matado uma mulher humana; porém este consegue escapar intacto.

Na sua fuga, Joe, ao encontrar David e Teddy (estes também estão fugindo da feira), passam a ser bastante amigos. Joe passa a acompanhar David e Teddy em todas as suas aventuras, principalmente no sonho deste em tornar-se uma criança humana.

Os três partem para a Cidade Vermelha, um local completamente dominado pela alta tecnologia, onde fabricaram Joe. Aí eles vão ao Dr. Saber, um supercomputador, equipado com fala e que responde a tudo que alguém queira saber. Porém, para que o programa se ative é necessário introduzir algum dinheiro, que se vai gastando à medida que o programa é usado. Dele obtém a informação de que um ser inanimado ganha a vida pela Fada Azul, da história Pinóquio de Carlo Collodi.

Perseguidos, refugiam-se dentro do transporte voador, com destino ao Fim do Mundo, que é o modo que as pessoas chamam Manhattan no futuro. Chegado a Manhattan (que agora é uma cidade-fantasma), David encontra uma cópia fiel sua, que lhe afirma ser verdadeiro. David, pensando estar diante do seu protótipo, atira-o ao chão e pontepeia-lhe a cara, conseguindo-o destruir. Logo então descobre que não passava duma máquina igual a ele. Aparece o Professor Hobby, que o acalma, explicando que é necessário fabricar mais máquinas como ele e, que não é possível que ele se torne numa criança de verdade.

Como fora programado para amar eternamente sua mãe, Monica, e vendo que não tem como voltar para ela, David vai até o parapeito do prédio e se joga, em uma tentativa de suícido. Quando o corpo de David afunda no oceano, ele vê a imagem da Fada Azul diante dele. Na verdade, aquela era uma estátua de um parque de diversões cujo o tema era, coincidentemente, Pinóquio. Joe vê o acontecimento e mergulha com o helicóptero e salva David, levando-o para cima. David conta a Joe e Teddy o que viu, e diz que precisa retornar as profundezas do oceano.

Neste exato momento a polícia aparece e apreende Joe, mas antes de ser levado aperta um botão que faz o helicóptero submergir em encontro com o parque de diversões novamente, com David e Teddy dentro. Alguns cabos de aço se partem na viagem até o parque, derrubando uma roda-gigante em cima do helicóptero e deixando David preso junto a Fada Azul, pedindo a ela que transforme-o em um garoto de verdade.

Aguardando a manifestação da Fada, o tempo passa, sem que nada ocorra. Depois de 2000 anos toda a água converteu-se em gelo, numa nova glaciação. Com isso, todos os humanos biológicos morreram e apenas as máquinas sobreviveram. Tais máquinas usam sua inteligência para irem se reconstruindo, até assumirem formas super-inteligentes, dotadas de grande conhecimento.

Tais robôs então iniciam grandes escavações arqueológicas em busca de seres-humanos que ficaram presos no gelo, e assim, acabam encontrando David e Teddy. Reanimados, os robôs leêm a mente de David e reconstroem sua casa. Lá, um robô que assume a forma da Fada Azul informa a David que muito tempo se passou, e que Monica não está mais viva. Porém, é explicado que é possível ressuscitar pessoas do passado usando uma avançada técnica de reconstrução corporal, mas para isso é preciso um fragmento de DNA da pessoa. Assim, usando uma mecha de cabelo de Monica que Teddy guardara quando David acidentalmente cortou o cabelo dela, os robôs trazem de volta a vida a mãe de David.

Antes de reencontrá-la, porém, é explicado a David que Monica só viverá por um único dia. Acontece que quando o caminho espaço-tempo de um indivíduo é novamente usado (neste caso havia sido usado para trazer os traços de memória e personalidade de Monica), o caminho não pode ser novamente reutilizado. Assim, os ressurectos, ao dormirem na noite de seu primeiro novo dia de vida, voltam a morrer, e sua existência desaparece para sempre.

Assim, David aproveita o único dia de vida de Monica da melhor maneira que pode. Eles brincam e fazem um bolo juntos. No fim do dia, Monica deita em sua cama. Naquele momento, sua existência começa a desaparecer, mas antes de morrer, Monica diz a David que o ama, sendo aquele o momento eterno que David tanto esperou. Monica morre e, vendo que não há mais motivo para continuar vivendo, David decide partir também. Ele se deita ao lado de Monica e une sua mão a dela. Ao fechar seus olhos, David também morre, partindo junto com Monica para o lugar onde nascem os sonhos. [1]

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Outras informações da ficha técnica[editar | editar código-fonte]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

Em sua estreia, o filme arrecadou US$ 30.1 milhões nos EUA. Ficando na frente de Velozes e Furiosos e Doutor Dolittle 2 na época.[2]

Recepção[editar | editar código-fonte]

A.I. Artificial Intelligence teve recepção geralmente favorável por parte da crítica especializada. Com base em 32 avaliações profissionais, alcançou uma pontuação de 65% no Metacritic.

Em avaliações favoráveis, do Seattle Post-Intelligencer, William Arnold disse: "O filme é exatamente o que é cobrado para ser: a mistura bem sucedida de duas sensibilidades de cinema distintamente diferentes de duas gerações. Mas o mais forte, e mais pessimista, é a sensibilidade - que Kubrick - carrega no dia."

Do Entertainment Weekly, Lisa Schwarzbaum: "Não há muitos de todos como Spielberg e Kubrick, diretores dispostos a laçar sonhos (que são Steven) e pesadelos (que são de Stanley) ou morrer tentando. A.I. é um choque de titãs, uma confusão, um drama edipiano, um ato carnal. Eu quero vê-lo novamente."

Variety, Todd McCarthy: "Isto não é "ET", nem é filme de criança nem sequer necessariamente um grande filme em massa para o público, embora o nome de Spielberg, alto antecipado como público e a campanha voltada à criança, torna-o executado como um."

Time, Richard Corliss: "A.I. vai seduzir alguns espectadores e deixar outros perplexos. Sua visão é muito espaçosa, o seu percurso narrativo muito alargado, a mudança de tom (do subúrbio doméstico para pesadelo rural da arqueologia urbana) apenas fazem do filme uma moral puritana em classe paralela ao ET."

Boston Globe, Jay Carr: "Spielberg disse que na sua colaboração, interrompida pela morte de Kubrick, que Kubrick tinha aberto seu coração como nunca antes. Embora a impressão digital de cada um é sobre AI, há momentos em que as impressões são borradas e mescladas. E este filme borra os perfis até então distintos de cada um."

Salon, Charles Taylor: "De tudo de errado que tem nele, A.I. não é um filme descartável. É ricamente muito imaginado, também realizado. Mesmo quando ele capta as emoções e as questões que ele levanta, Spielberg vai de cabeça nelas, luta com impulsos conflitantes da imagem. É o tipo de parafuso solto que você obtém somente a partir de um cineasta mestre."[3]

Com índice de 73% o Rotten Tomatoes chegou ao consenso: "Uma curiosa, não sempre perfeita, amálgama desolação fria de Kubrick e otimismo caloroso de Spielberg, AI é em uma palavra, fascinante".[4]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

"Indicações do A.I. - Artificial Intelligence "
Prêmio Categoria Ganhou?
"Oscar" "Melhores Efeitos Visuais"
"Melhor Trilha Sonora"
Bafta Filma Award "Efeitos Visuais"
"Golden Globe Awards" "Direção"
"Trilha Sonora"
"Ator Coadjuvante (Jude Law)"

[5]


Referências

  1. http://www.cinema.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=99
  2. Bilheteria USA Top 10 A.I. no Topo - Omelete UOL (em português). Visitado em 13 de dezembro de 2013.
  3. A.I. Artificial Intelligence (em inglês) Metacritic. Visitado em 19 de abril de 2015.
  4. A.I. Artificial Intelligence (em inglês) Rotten Tomatoes. Visitado em 13 de dezembro de 2013.
  5. http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/a-i-inteligencia-artificial/id/9107

Ligações externas[editar | editar código-fonte]