A. J. Renner

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A.J. Renner
Nome completo Antônio Jacob Renner
Nascimento 7 de Maio de 1884
Alto Feliz, Rio Grande do Sul
Morte 27 de dezembro de 1966 (82 anos)
Porto Alegre
Nacionalidade Brasil
Ocupação empresario


Antônio Jacob Renner, mais conhecido como A. J. Renner (Alto Feliz, 7 de maio de 188427 de dezembro de 1966[1]) foi um empresário brasileiro e o fundador da Lojas Renner, uma das maiores redes varejistas gaúchas de vestuário. Foi um dos maiores empresários do Rio Grande do Sul.

Neto de imigrantes alemães, aos 20 anos casou-se com Mathilde Trein, uma das herdeiras da empresa Cristiano J. Trein & Cia., que dominava comércio de São Sebastião do Caí. Comércio este bastante intenso por causa do porto fluvial da cidade, que distribuía as mercadorias vindas de Porto Alegre e escoava a produção da colônia alemã, fazendo o transporte em lombo de burros por trilhas rudimentares.

Com a inauguração da estrada de ferro, o transporte animal tornou-se obsoleto, mas Renner já havia percebido as necessidades dos colonos em matéria de vestuário.

Em 1911, aos vinte e sete anos, participou da fundação de uma pequena tecelagem, chamada Frederico Engel & Cia. Um ano depois passou a produzir capas para chuva,inspiradas nos ponchos utilizados pelos gaúchos em campanha, que se tornaram famosas em todo o estado por serem abrigadas e impermeáveis. A empresa instalou-se inicialmente num galpão de madeira utilizado para pouso de tropeiros, e o capital investido foi pequeno para a época (54 contos de réis).

Em 1914 a fábrica iniciou sua instalação na capital, buscando mais proximidade com o consumidor e matéria-prima. Em 1917, a empresa passou a chamar-se A.J.Renner & Cia. e mudou sua sede definitivamente para Porto Alegre,no bairro Navegantes, buscando maiores oportunidades de crescimento.

Os primeiros tempos foram de muitas dificuldades de cunho técnico (fios importados de baixa qualidade e equipamentos rudimentares) e também financeiras, devido ao pouco capital disponível. Entretanto, a restrição de importações durante a primeira guerra mundial representou um grande aumento de vendas, tendo a fábrica, nesse período, passado a trabalhar em três turnos para atender a demanda.

No final da década de 1920, a empresa era a maior indústria de fiação e tecelagem do Rio Grande do Sul, passando a produzir, além das capas de lã , trajes para homens. Seu eslogan era "Roupas Renner: a Boa Roupa Ponto por Ponto".

A fabricação de ternos masculinos, até então, era praticamente monopolizada pelos alfaiates. Com a fabricação em escala industrial, a demanda por esse produto passou a ser prontamente atendida, além dos custos serem menores.

Sua empresa ainda foi a responsável pela introdução da técnica da fiação penteada que permitia a produção de casemiras semelhantes, na qualidade, às camisiras inglesas. Em 1933 iniciou a fiação e tecelagem do linho, estendendo a sua produção para todo o território nacional.Introduziu um sistema vertical de produção,único no país, que compreendia desde a produção do linho e da lã até a confecção e comercialização da roupa.

Também foi pioneiro na instituição de serviços para atender a seus funcionários e seus familiares: cooperativa de crédito, cooperativa de consumo, creche e atendimento à saúde.

Participou como capitalista na fundação de outras empresas,tais como as Tintas Renner, com 30%, junto a sua irmã Olga e seus sobrinhos. E com outros sócios em outras empresas, surgindo assim um verdadeiro império industrial e comercial, formado por Lojas Renner, Tintas Renner e fábrica de tecidos,fábrica de porcelanas, fábrica de feltros, de calçados, de máquinas de costura.

Financiou durante muitos anos o programa informativo Repórter Renner na Rádio Guaíba de Porto Alegre e o Futebol Clube Renner. Foi também fundador do primeiro Rotary Clube em Porto Alegre , do Clube Leopoldina Juvenil e do Country Club,onde praticava golfe todas as semanas.

Em sua vida cotidiana ,era famoso por ser extremamente pontual . E, por ocasião de uma entrevista na televisão, em torno do ano 1960,recebeu de presente um mata-moscas,pois também era conhecido por ser inimigo acérrimo desse inseto.

Foi pai de seis filhos e catorze netos, os quais continuaram a sua obra em empreendimentos nas mais diversas áreas da economia.

[editar] Fonte de referência

  • SCHEMES, Claudia. Pedro Adams Filho: empreendedorismo, indústria calçadista e emancipação de Novo Hamburgo. Tese. PUCRS. Porto Alegre, 2006.

Referências

  1. http://www.casodesucesso.com/?conteudoId=75 página acessada em 8 de setembro de 2011
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