Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro

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Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro
Fundação 5 de março de 1952 (62 anos)
Escolas filiadas 43 escolas de samba (2015)
Presidente Sandro Avelar (interino)
Sede Méier
Pessoas Importantes Sandro Avelar

Heitor Fernandes

Website http://aescrj.com.br/
E-mail web@aescrj.com.br

A Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro (AESCRJ) é a associação das escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro, sediada no bairro do Méier, Zona Norte da cidade. Já administrou diversos grupos, inclusive o atual Grupo Especial. Atualmente administra os grupos B, C e D, que equivalem à terceira, quarta e quinta divisões do Carnaval Carioca, respectivamente. Também organiza o Desfile das Campeãs desses grupos.

História[editar | editar código-fonte]

A Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro foi fundada no dia 5 de março de 1952[1] , a partir da fusão da UGESB e da FBES. A partir de 1953, os desfiles de todos os grupos eram administrados pela entidade. Inclusive, com a sua fundação, pela primeira vez houve uma separação de grupos com ascensão e rebaixamento entre eles.

Em 1984, houve a primeira derrocada, quando dirigentes insatisfeitos com o rumo da entidade, decidiram fundar a LIESA. Em 1995, houve uma tentativa de separar as escolas do Grupo de acesso A da AESCRJ, com a criação da LIESGA, sendo a proposta de criar uma entidade vinculada à LIESA, ambas presididas por Paulo de Almeida, o que não deu certo. A LIESGA durou apenas um carnaval - no ano de 1995. Suas escolas foram reabsorvidas pela AESCRJ posteriormente.

No dia 15 de julho de 2008, sete presidentes de agremiações do Grupo de acesso A decidiram fundar a LESGA, que passou a administrar o grupo de acesso, criando assim uma nova dissidência. Em 2010, a LESGA aumentou de tamanho com a filiação das escolas do Grupo Rio de Janeiro 1 (Grupo B, então terceira divisão)[2] , que agora voltar a ser Grupo de acesso B, passa a organizar os desfiles dos grupos de acesso.[3] A AESCRJ passou a administrar somente os grupos C, D e E (quarta, quinta e sexta divisões).

Comandada então por Walter Teixeira da Silva, sua administração foi alvo de graves insatisfações por parte das escolas filiadas, e devido à crise que gerou a criação da LESGA, as escolas que permaneceram filiadas, exigiram a sua renúncia, o que por fim aconteceu.[4] Em seu lugar, foi eleito Zezinho Orelha.[4]

Dirigentes da AESCRJ, na Intendente Magalhães, durante o Carnaval 2012. Ao centro, Zezinho Orelha, então presidente.

Em 2011, com apoio da RIOTUR, passou a aplicar uma política de diminuição do quadro de associadas, onde ao todo, ao longo de alguns anos, dezoito escolas deveriam ser eliminadas da entidade, sendo automaticamente integradas à Federação dos Blocos.[5]

Houve especulações de que haveria a construção, por parte da Prefeitura, de um novo Sambódromo, possivelmente no futuro Autódromo de Deodoro[6] . A AESCRJ ainda procurava procurava terrenos em outros bairros para a construção da nova passarela.[7] Assim, os desfiles deixariam a Estrada Intendente Magalhães, mas nada sobre isso se resolveu.

Em junho de 2012, após disputa judicial que tramitou sob o número 2008.001.58471 (apelação)[8] , onde um grupo de escolas filiadas anulou judicialmente a eleição anterior, foram convocadas novas eleições.[9] Moisés Fernandes, então presidente do Anil foi eleito novo presidente, com a maioria absoluta dos votos[10] . Sua chapa, que possuía Sandro Avelar, da Praça Seca como vice, derrotou a Chapa Vermelha (Hélio José) – 11 votos; a Chapa Azul (Eduardo José) – 5 votos e a Chapa branca (Carlinhos Melodia) com 2 votos.[11]

Houve grande confusão na apuração do Carnaval 2013[12] , cujos resultados foram muito criticados pela imprensa especializada. No grupo B, foi campeã a Em Cima da Hora[12] , escola ligada ao grupo vencedor da eleição anterior, que fez um desfile apenas correto, enquanto o Favo de Acari apontado pela crítica como melhor escola disparado, e vencedora de melhor escola de todos os prêmios da imprensa, relativos ao Carnaval da Intendente (Elite do Samba, Samba na Veia, Oscar do Samba e Samba Net), ficou apenas com o quarto lugar, ao perder diversos pontos no quesito harmonia. Integrantes do Favo de Acari e da Engenho da Rainha, que não disputavam entre si por estarem em divisões distintas, trocaram agressões e foram detidos.[12] No Grupo C, o Engenho da Rainha, escola ligada à diretoria da associação, ficou em terceiro lugar[13] , à frente de escolas que tiveram desfiles considerados pela crítica como superiores. Chamou a atenção dos comentaristas também o excesso de notas 10 no quesito samba-enredo, até mesmo para sambas de qualidade musical duvidosa. Outra situação considerada controversa foi o uso de alegorias de uma escola por outra, o que é proibido. De acordo com integrantes da Vizinha Faladeira, a Unidos do Anil teria usado um carro da Villa Rica.[14] [15]

Por fim, o fato considerado mais escandaloso por muitas escolas ocorreu no Grupo D, onde o único carro da terceira escola a desfilar, Matriz de São João de Meriti, quebrou no início do desfile[12] , e teve que ser guinchado após toda a escola desfilar. O presidente da agremiação, após o desfile, já se considerava rebaixado, pois levaria nota zero em todos os jurados do quesito alegoria, ou, na melhor hipótese, levaria a nota mínima. Porém, quando os envelopes com as notas dos jurados foram abertos, a escola recebeu boas notas no quesito[12] e obteve a quinta colocação. Este fato foi criticado inclusive por Antonio Carlos Fogueira, presidente do Favo de Acari.[12] A escola de samba Vizinha Faladeira, uma das mais antigas do carnaval carioca, terminou em décimo lugar do grupo D, portanto, entre as três últimas, sendo rebaixada a bloco de enredo.[13] Seus integrantes alegaram perseguição por parte da entidade, pois a escola apoiava o dirigente anterior, Zezinho Orelha, e faz parte da oposição ao grupo atual. Se a Matriz não recebesse as notas que recebeu no quesito alegoria, ela seria rebaixada ao invés da Vizinha.[15] [13] O presidente da Vizinha, Jorge Alexandre "Quinzinho" definiu o ocorrido como "uma punhalada pelas costas".[14] Chokito, um dos dirigentes da AESCRJ, deu razão a escola e pediu afastamento do cargo devido ao ocorrido.[14]

Após o Carnaval, sem se manifestar sobre as reclamações[12] , os demais dirigentes da AESCRJ disseram que havia planos para mudar o desfile da Intendente Magalhães para o Engenhão.[16] Houve uma articulação entre os insatisfeitos com os rumos da entidade, liderada pela Rosa de Ouro, para destituir a diretoria eleita menos de um ano antes. Uma assembleia extraordinária foi convocada na quadra da escola[17] mas não ocorreu, e os insatisfeitos deixaram para apresentar o pedido de destituição na primeira reunião plenária do ano. Segundo o estatuto, seriam necessários 2/3 dos votos, mas em votação na plenária de Abril de 2013, presentes representantes de 37 escolas filiadas, 17 votaram pela destituição da diretoria, 17 votaram pela permanência, e 3 se abstiveram.[18] No momento as escolas insatisfeitas buscam a revisão dos resultados e alterações na diretoria por via judicial. A Vizinha Faladeira protocolou pedido de revisão do resultado junto à Riotur[14] [15] e posteriormente uma ação judicial.

Em 17 de junho, as escolas Vizinha Faladeira, Flor da Mina e Tradição Barreirense conseguiram uma liminar que obrigava a associação a mantê-las na ordem de desfile oficial para o Carnaval de 2014, uma vez que o mérito principal ainda se encontra em discussão na Justiça.[19] Por consenso, as escolas concordaram em não sortear a ordem de desfile das três escolas, para que em caso de eventual derrota judicial destas, e sua posterior retirada, os horários de desfile das demais agremiações não fossem alterados. Assim, elas foram incluídas automaticamente nas três últimas ordens de desfile.

E após a ordem de desfiles, a AESCRJ fechou um acordo de televisionamento, com a NGT para exibição do desfile do Grupo B, onde inverteu o dia desse desfile, agora sendo na terça-feira de carnaval. assim sendo o D, passando a ser Domingo. o que no entanto após discordância dos dirigentes do Grupo D em querer desfilar domingo, devido muitas terem ajuda de escolas de samba do Grupo Especial. fez com que não tivesse o televisionamento. Após a primeira plenária depois do carnaval, aumentou-se ainda mais os insatisfeitos, passando a ser 24 escolas que pediram intervenção na gestão de Moisés Fernandes, que sairia do cargo junto a sua diretoria[20] . onde só 14 escolas estiveram contra a gestão de Moisés, sendo a maioria a favor dessa gestão[21] .

As escolas Vizinha Faladeira e Flor da Mina que anteriomente tinham conseguindo uma liminar, desistiram de desfilar, em 2014. exceção feita a Tradição Barreirense, onde num acordo entre as partes, voltou-se a ser filiado a Federação dos Blocos[22] . Para o carnaval 2015, foi ventilado a criação da Série B, com 18 escolas e provavelmente desfilando, no sábado e domingo de carnaval. mas entretanto era apenas boato, ficando só a criação do grupo de avaliação, fazendo com que se acabe o descesso-acesso para a Federação dos Blocos entre as escolas que desfilam nesse grupo, junto com um bloco que pleitea se filiar a AESCRJ, passe a desfilar sem receber subvenção. ainda está se propondo a volta do Grupo de acesso B atualmente desfilando na Estrada Intendente Magalhães para uma semana antes do carnaval, no Sambódromo.

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Presidente Ref.
Amaury Jório [23] [24]
Milton Costa [24]
Alcione Barreto [25] [24]
Nei Roriz [24]
Eduardo Jorge [24]
Jorge Andrade [24]
Daniel Fernades [24]
José Gustavo Diamante [24]
Walter Teixeira da Silva [4] [24]
Zezinho Orelha [4]
Moisés Fernandes [10]

Filiadas[editar | editar código-fonte]

Grupo B Grupo C Grupo D Grupo E


















Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Acadêmia do samba - Desfiles 1952
  2. O Dia na Folia. Escolas do Grupo RJ1 saem da Associação. Página visitada em 23 de abril de 2010.
  3. Carnavalesco. Selada a união entre Lesga e Grupo B. Página visitada em 23 de abril de 2010.
  4. a b c d Carnavalesco. Walter Teixeira deixa presidência da Associação das Escolas de Samba. Página visitada em 4 de maio de 2010.
  5. EXTRA. As últimas batidas do surdo: escolas dos grupos de Acesso podem virar blocos. Página visitada em 30.07.2011.
  6. Rodrigo Coutinho, para o Carnaval Brasil (30.11.2010). Associação lança mudanças para o carnaval. Página visitada em 10.12.2010.
  7. ODia na Folia. Carnaval do Rio pode ter mais um Sambódromo. Página visitada em 04.01.2012.
  8. TV Rio Samba. Novela AESCRJ - Medida Liminar da AESCRJ já era - INDEFIRO A PETIÇÃO INICIAL e JULGO EXTINTO o processo, trecho da sentença do MM.JUiz. Página visitada em 21/05/2013.
  9. MPB Rio. Eduardo José deixa direção da AESCRJ. Página visitada em 19/07/2012.
  10. a b João Santoro - Carnavalesco (17/07/2012). Moises da Silva Fernandes é o novo presidente da Associação das Escolas de Samba. 21:27. Página visitada em 18/07/2012.[ligação inativa]
  11. Manchete On Line. AESCRJ tem novo presidente. Arquivado do original em 22/05/2213. Página visitada em 19/07/2012.
  12. a b c d e f g R7 (15/02/2013). Apuração dos grupos de acesso B, C e D termina com 2 presos após acusações de fraude. Página visitada em 21/05/2013.
  13. a b c TV Rio Samba. Apuração Grupo B. Página visitada em 21/05/2013.
  14. a b c d Igor Munarim, Galeria do Samba (21/02/2013). Tradicional escola de samba 'virou' bloco e pede revisão do resultado à RioTur. Página visitada em 21/05/2013.
  15. a b c O Batuque (20 de fevereiro de 2013). Vizinha Faladeira promete brigar até o fim para cancelar julgamento do Grupo D. Arquivado do original em 14/06/2013. Página visitada em 14/06/201.
  16. Flavio Trindade, O Dia (18/02/2013). Associação quer levar grupos C e D para desfilar no Engenhão em 2014. Página visitada em 21/05/2013.
  17. O batque (27/02/2013). Escolas filiadas da Associação pedirão destituição da atual diretoria. Página visitada em 21/05/2013.
  18. Bancada do Samba (10/04/2013). Presidente Moisés Fernandes segue na Associação. 14:58. Página visitada em 10/04/2013.
  19. Igor Munarim, Galeria do Samba (17/06/13). justiça obriga aescrj a incluir escolas rebaixadas no sorteio. Arquivado do original em 18/06/2013. Página visitada em 18/06/2013.
  20. OBatuque.com (01/10/2013). Associação: vinte e quatro escolas pedem destituição da atual diretoria. Página visitada em 07/10/2013.
  21. OBatuque.com (18/10/2013). Associação: em assembleia presidida por Chiquinho da Mangueira, atual diretoria é mantida. Página visitada em 19/10/2013.
  22. Galeria do Samba (29/01/2014). Desfile da Intendente Magalhães terá desfalque de três escolas de samba. 16:41. Página visitada em 31/01/2014.
  23. Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Amaury Jório. Página visitada em 22/05/2013.
  24. a b c d e f g h i GALERIA DE PRESIDENTES. AESCRJ. Arquivado do original em 22 de fevereiro de 2009. Página visitada em 3 de novembro de 2013.
  25. G1 (20/08/2013). Morre o criminalista e baluarte da Mangueira Alcione Barreto. Página visitada em 03/11/2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]