AIR-2 Genie

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AIR-2 Genie
CF-101B firing Genie 1982.jpeg
Tipo Arma nuclear
Local de origem  Estados Unidos
História operacional
Em serviço 1957 a 1984
Utilizadores  Estados Unidos
 Canadá
Histórico de produção
Quantidade
produzida
3.000
Especificações
Peso 372kg
Comprimento 2,95m
Diâmetro 44cm
Carga explosiva urânio-plutônio
Poder explosivo 1,5 quilotons
Uma cópia do míssil ar-ar nuclear AIR-2 Genie.
F-106A lançando um míssil AIR-2 Genie

AIR-2 Genie foi uma linha de mísseis antiaéreos com ogivas nucleares para fins táticos (ver: Armas nucleares táticas), fabricado pelos Estados Unidos da América e do Canadá, no período em 1957-1962, estando em serviço de 1965 a 1984. Foram produzidos cerca de 3.000 mísseis deste tipo.

A AIR-2 tinha 2,95 m de comprimento, 44 cm, pesava 372 kg e alcançava mach 3,3.[1] [2]

Desenvolvimento e emprego tático[editar | editar código-fonte]

Operação Plumbbob: Teste do míssil ar-ar nuclear AIR-2 Genie, em 19 de Julho de 1957, primeiro míssil ar-ar com carga nuclear, lançado de um F-89J sobre o deserto de Nevada a uma altitude de 15,000 pés, ou cerca de 4,5 km

.

O AIR-2 Genie foi desenvolvido para atacar os grandes bombardeiros estratégicos que a União Soviética estava construíndo nos anos 1950. O rendimento da ogiva nuclear do AIR-2 Genie era de 1,5 quilotons. Embora em elevadas altitudes o impacto de uma arma nuclear tática, deste tipo, fosse reduzido devido à atmosfera rarefeita de mais de 10 km de altura (que reduz a força de qualquer impacto cinético), seu uso era muito eficiente quando considerado o pulso eletromagnético (PEM) gerado pela explosão da ogiva.

O pulso eletromagnético poderia destruir todos os sistemas eletrônicos, de guiagem e comunicações das aeronaves inimigas, e até mesmo partes eletrícas essenciais do avião. Ou seja, esta arma, mesmo que detonada a certa distância de um grupo de bombardeiros adversários, poderia inutilizá-los ou danificá-los seriamente, facilitando que fossem derrubados por qualquer avião de caça americano em seguida.

No início dos anos 1950, a URSS desenvolveu o bombardeiro estratégico Tupolev Tu-95 Bear, com autonomia de 10 a 12 mil km, ou seja, capacidade de levar grandes armas nucleares até o territorio dos EUA. Como naquela época a estratégia nuclear das grandes potências estava centrada em bombardeiros estratégicos, a posse de uma arma eficaz contra bombardeiros poderia significar a vitória em uma grande batalha aérea no Ártico.

Os Estados Unidos decidiu construir este tipo de arma durante a primeira década da Guerra Fria para tentar impedir que a URSS tivesse qualquer capacidade de retaliar o território americano com um ataque nuclear, caso fosse atacada com armas nucleares, ou seja, para tentar manter a clara superioridade nuclear americana que perdurou até os anos 1960.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referencias[editar | editar código-fonte]