AIR-2 Genie
| AIR-2 Genie | |
|---|---|
| Tipo | Arma nuclear |
| Local de origem | |
| História operacional | |
| Em serviço | 1957 a 1984 |
| Utilizadores | |
| Histórico de produção | |
| Quantidade produzida |
3.000 |
| Especificações | |
| Peso | 372kg |
| Comprimento | 2,95m |
| Diâmetro | 44cm |
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| Carga explosiva | urânio-plutônio |
| Poder explosivo | 1,5 quilotons |
AIR-2 Genie foi uma linha de mísseis antiaéreos com ogivas nucleares para fins táticos (ver: Armas nucleares táticas), fabricado pelos Estados Unidos da América e do Canadá, no período em 1957-1962, estando em serviço de 1965 a 1984. Foram produzidos cerca de 3.000 mísseis deste tipo.
A AIR-2 tinha 2,95 m de comprimento, 44 cm, pesava 372 kg e alcançava mach 3,3.1 2
Desenvolvimento e emprego tático [editar]
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O AIR-2 Genie foi desenvolvido para atacar os grandes bombardeiros estratégicos que a União Soviética estava construíndo nos anos 1950. O rendimento da ogiva nuclear do AIR-2 Genie era de 1,5 quilotons. Embora em elevadas altitudes o impacto de uma arma nuclear tática, deste tipo, fosse reduzido devido à atmosfera rarefeita de mais de 10 km de altura (que reduz a força de qualquer impacto cinético), seu uso era muito eficiente quando considerado o pulso eletromagnético (PEM) gerado pela explosão da ogiva.
O pulso eletromagnético poderia destruir todos os sistemas eletrônicos, de guiagem e comunicações das aeronaves inimigas, e até mesmo partes eletrícas essenciais do avião. Ou seja, esta arma, mesmo que detonada a certa distância de um grupo de bombardeiros adversários, poderia inutilizá-los ou danificá-los seriamente, facilitando que fossem derrubados por qualquer avião de caça americano em seguida.
No início dos anos 1950, a URSS desenvolveu o bombardeiro estratégico Tupolev Tu-95 Bear, com autonomia de 10 a 12 mil km, ou seja, capacidade de levar grandes armas nucleares até o territorio dos EUA. Como naquela época a estratégia nuclear das grandes potências estava centrada em bombardeiros estratégicos, a posse de uma arma eficaz contra bombardeiros poderia significar a vitória em uma grande batalha aérea no Ártico.
Os Estados Unidos decidiu construir este tipo de arma durante a primeira década da Guerra Fria para tentar impedir que a URSS tivesse qualquer capacidade de retaliar o território americano com um ataque nuclear, caso fosse atacada com armas nucleares, ou seja, para tentar manter a clara superioridade nuclear americana que perdurou até os anos 1960.