A Chorus Line (filme)

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A Chorus Line
Chorus Line – O Filme (PT)
Chorus Line – Em Busca da Fama (BR)
Pôster promocional
 Estados Unidos
1985 • cor • 113 min 
Direção Richard Attenborough
Produção Cy Feuer
Roteiro Arnold Schulman
Baseado em A Chorus Line de James Kirkwood Jr. e Nicholas Dante
Elenco Michael Douglas
Alyson Reed
Gênero Drama musical
Idioma Inglês
Música Marvin Hamlisch
Edward Kleban
Cinematografia Ronnie Taylor
Edição John Bloom
Estúdio Embassy Film Associates
PolyGram Filmed Entertainment
Distribuição Columbia Pictures
(Sony Pictures Entertainment)
Lançamento Portugal 12 de dezembro de 1985
Estados Unidos 13 de dezembro de 1985
Orçamento US$25 milhões[1]
Receita US$14,202,899
Página no IMDb (em inglês)

A Chorus Line (br: Chorus Line - Em Busca da Famapt: Chorus Line - O Filme) é um filme musical norte-americano de 1985, dirigido pelo britânico Richard Attenborough e estrelado por Michael Douglas. Seu roteiro é baseado no livro do musical do mesmo nome, escrito originalmente por James Kirkwood Jr. e Nicholas Dante, vencedor de nove prêmios Tony em 1976.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Um grupo de dançarinos reúne-se no palco de um teatro da Broadway, em Nova York, para a seleção de integrantes da linha de coro de um novo musical, a ser dirigido por Zach (Douglas). Entre eles encontra-se Cassie (Alyson Reed), que antes disso teve um tempestuoso relacionamento de alguns anos com o diretor. Ela está desesperada por um trabalho o suficiente para humilhar-se e passar por uma seleçao comandada pelo ex-namorado, mesmo sendo uma dançarina que já teve melhores momentos em papéis solo.

A medida que o filme se desenvolve, as histórias pessoais do passado de cada um deles vem à tona, atiçados por Zach, que quer que os candidatos falem sobre eles, num método ortodoxo de seleção. Algumas das histórias são engraçadas, outras irônicas, outras extremamente tristes. Independente de suas histórias serem diferentes, todos eles tem uma coisa em comum - a paixão pela dança.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Com o grande sucesso conseguido pelo musical na Broadway e no mundo todo, os produtores de Hollywood ficaram interessados em fazer uma versão para o cinema do espetáculo. Vários diretores americanos contatados recusaram-se a dirigir o filme, argumentando que tanto A Chorus Line era amado pelo público como o era, como sua linguagem seria quase intransponível para o cinema. Michael Bennett, o criador, diretor e coreógrafo original da peça, multipremiado com os Tony Awards por ela, declinou do convite de participar, depois que sua sugestão de fazer o filme como uma seleção de candidatos para o próprio filme, e não para o musical de teatro, foi recusada. Quando Attenborough, um britânico, aceitou fazê-lo, houve grande apreensão na comunidade artística teatral sobre sua capacidade, como estrangeiro, de realizar um bom trabalho sobre uma história essencialmente americana.[2]

A decisão de trocar algumas das músicas originais também decepcionou os fãs. Uma das principais canções do musical, "What I Did For Love", originalmente apresentada como uma peã aos dançarinos e sua dedicação à profissão, no filme foi transformada numa canção de amor de Cassie para Zach. A peça também foi uma das primeiras a discutir publicamente o homossexualismo dentro do mundo teatral, o que foi eliminado no filme, para que ele pudesse ter uma classificação etária mais familiar.

Recepção[editar | editar código-fonte]

O filme fracassou na bilheteria, não chegando a reaver os custos.[3] Na imprensa, ele teve críticas variadas. Vincent Canby, do The New York Times, escreveu que "apesar de ser crença geral que Hair nunca funcionaria à contento no cinema, Milos Forman conseguiu transformá-lo num dos mais originais musicais cinematográficos dos últimos vinte anos. Aí disseram que A Chorus Line também não poderia ser feito.... e dessa vez estavam certos. O Sr. Attenborough decidiu fazer uma versão cinematográfica pouco direta, que é fatalmente tímida."[4] O Time Out London fez coro observando que "o destemor e a unidade do musical nos palcos foi dissipada como um penteado cuidadosamente desfeito, tão vazio quanto um pop plastificado. É muito inacreditável para ser descrito em palavras."[5]

Por outro lado, a Variety escreveu que "Chorus frequentemente parece ser um espetáculo estático e confinado, raramente se aventurando além do imediatismo. Attenborough meramente filma o musical da melhor maneira que conseguiu. Entretanto, ele e seu assistente Ronnie Taylor fizeram um excelente trabalho dentro das limitações que tinham, usando todos os truques que puderam para manter o filme em movimento. Então, se tudo que tinham foi colocado no filme, ele não pode ser tão mal."[6]

Nomeações[editar | editar código-fonte]

Apesar das críticas mistas e de não ter conseguido boa carreira nas bilheterias, o filme foi nomeado para diversos prêmios - sem ganhar nenhum - entre eles o Oscar (melhor canção, edição e som),[7] o Globo de Ouro (melhor filme de musical ou comédia e melhor diretor) e o BAFTA (melhor som e melhor edição).

Referências

  1. Harmetz, Aljean. "At the Movies", The New York Times, November 29, 1985. Página visitada em June 13, 2011.
  2. Chorus Line The Movie Views. Visitado em 13/05/2011.
  3. Living on the 'Line'. Visitado em 13/05/2011.
  4. Canby, Vincent. "A Chorus Line (1985) review", The New York Times Company, December 10, 1985. Página visitada em December 20, 2010.
  5. R., A. Time Out Film Guide. Londres, UK: Time Out. Visitado em December 20, 2010.
  6. (December 31, 1984) "A Chorus Line review". Variety. Reed Business Information.
  7. A Chorus Line Box Office Mojo. Visitado em 13/05/2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]