A Grande Transformação

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A Grande Transformação - as origens de nossa época (título original, em inglês, The Great Transformation. The Politic and Economic Origins of Our Time.) [1] é a obra mais importante do filósofo e historiador da economia húngaro Karl Polanyi. Foi publicada originalmente nos Estados Unidos, em 1944.

À época em que foi lançado, o livro teve muito pouca repercussão, mas, a partir das últimas décadas do século XX, desperta um interesse crescente, ao ponto de ser hoje amplamente considerado como um clássico da literatura sobre o capitalismo. O fato de suscitar vários estudos e análises mostra a atualidade do pensamento de Polanyi, ou, mais precisamente, evidencia que algumas de suas contribuições são mais relevantes hoje do que nos primeiros anos que se seguiram à sua publicação. [2]

Um conceito central da obra é o de mercadoria fictícia. As mercadorias fictícias de Polanyi são:

Segundo o autor, as mercadorias fictícias ou pseudo-mercadorias, são vistas como mercadorias porque são vendidas, e sujeitas às leis do mercado. Mas, de fato, não são mercadorias porque não são produzidas para a venda, nem por trabalho assalariado.[3] Nas palavras de Polanyi:

"Falta às mercadorias fictícias um atributo essencial que um bem deve ter para ser mercadoria: o de ser produzido para ser trocado. O trabalho, a terra e o crédito [...] de acordo com a definição empírica de mercadoria, não são mercadorias. O trabalho é apenas outro nome para uma atividade humana que é parte da própria vida, a qual por sua vez não é produzida para a venda mas por razões inteiramente diversas, e esta atividade não pode ser destacada do resto da vida, ser armazenada ou mobilizada; a terra é apenas um outro nome para a natureza, que não é produzida pelo homem; o dinheiro real por fim, é apenas um símbolo de poder de compra que, de maneira geral, simplesmente não é produzido, mas passa a existir através do mecanismo dos bancos ou da finança estatal. Nenhum deles é produzido para a venda. A descrição do trabalho, da terra e do crédito como mercadorias é inteiramente fictícia..."[4]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Edição brasileira: A Grande Transformação - as origens de nossa época. Rio de Janeiro, Editora Campus Ltda, 1980. Tradução de Fanny Wrobel.
  2. Marcos Barbosa de Oliveira. Patentes e direitos autorais em perspectiva. [S.l.: s.n.].
  3. Marcos Barbosa de Oliveira. Conhecimento e mercadoria: um estudo sobre os processos de mercantilização da Educação, da Ciência, da Tecnologia e da Cultura. [S.l.: s.n.].
  4. Karl Polanyi. The Great Transformation. Nova York: Farrar & Rinehart, Inc., 1944, p. 72.

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