A Mensagem (filme)

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A Mensagem
الرسالة
A Mensagem (PT)
 Marrocos /  Líbia /  Reino Unido /  Estados Unidos
1976 • cor • 178 min 
Direção Moustapha Akkad
Produção Moustapha Akkad
Roteiro H.A.L. Craig
A.B. Jawdat al-Sahhar
Tawfiq al-Hakim
A.B Rahman al-Sharkawi
Mohammad Ali Maher
Elenco Anthony Quinn
Irene Papas
Michael Ansara
Johnny Sekka
Damien Thomas
Michael Forest
Donald Burton
Ewen Solon
André Morell
Wolfe Morris
Rosalie Crutchley
Idioma Árabe
Inglês
Música Maurice Jarre
Estúdio Filmco International
Productions Inc.
Distribuição Tarik Film Distributors
Anchor Bay Entertainment
Lançamento 9 de março de 1976
Orçamento US$ 10 milhões
Receita US$ 5 milhões (Doados)
Página no IMDb (em inglês)

A Mensagem (em árabe: الرسالة—; transl.: Ar Risalah; em inglês: The Message) é um filme do ano de 1976 dirigido pelo diretor árabe, Mustafah Akkad, que narra a vida do Profeta Maomé. O filme foi lançado em duas versões: a versão em inglês e em árabe, e o filme narra o início da história do mundo islâmico.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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O filme se inicia com os primeiros anos de Maomé como profeta de Alá, na cidade de Meca. Pelos insultos aos ídolos da Caaba e pelos seus ensinamentos, ele e os seus seguidores (os muçulmanos) são perseguidos, o que os faz imigraram para a cidade de Medina e, depois de conflitos e guerras, os muçulmanos retornam à Meca com trinfo. São descritos séries de acontecimentos, como a Batalha de Badr e a Batalha de Uhud, e os personagem principais do filme são Hamza ibn 'Abd al-Mutalib (o tio de Maomé), Abu Sufyan (líder de Meca e patriarca do coraixitas) e sua esposa Hind bint Utbah (inimiga do Islão que, mais tarde, tornou-se muçulmana).[1]

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Produção[editar | editar código-fonte]

O diretor Mustafah Akkad enfrentou Hollywood para fazer um filme sobre as origens do Islão e teve que ir para fora do Estados Unidos para levantar o dinheiro da produção para o filme. Falta de dinheiro para a produção quase encerrou a produção do filme, até que o financiamento foi finalmente fornecido pelo atual chefe do Estado Líbio, Muammar al-Gaddafi. O filme foi feito na Líbia e em Marrocos e a produção teve quatro meses e meio para construir as cidades de Meca e Medina, como eram no tempo de Maomé.

O diretor do filme, Mustafah Akkad, viu o filme como uma forma de ponte entre o mundo ocidental e islâmico, declarando em uma entrevista de 1976:

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Eu fiz o filme porque é uma coisa pessoal para mim. Além de sua produção de valores como um filme, que tem a sua história, a sua intriga, o seu drama. Além de tudo isso, eu acho que foi algo pessoal, mesmo sendo sobre muçulmanos que viveram no Oriente, eu senti que era minha obrigação, meu dever, de dizer a verdade sobre o Islã. É uma religião que tem 700 milhões de seguidores, mas ainda é tão pouco conhecida e é isso que me surpreende. Achei que deveria contar a história que irá fazer esta abertura para o Ocidente.

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Akkad filmou uma versão árabe do filme (em que Muna Wassef interpreta Hind bint Utbah) com um elenco formado por aotres árabes do Oriente Médio. Ele achava que a versão em inglês com uma dublagem em árabe não seria suficiente, sendo que os árabes agem diferente do estilo de Hollywood. Alguns atores fazem a versão inglesa e árabe, em algumas cenas. Tanto a versão inglesa quanto a versão árabe agora são vendidas em conjunto em alguns DVDs dos Estados Unidos da América.

Representação de Maomé[editar | editar código-fonte]

De acordo com as crenças muçulmanas sobre representações de Maomé, ele não foi retratado, nem sua voz foi ouvida. Esta regra foi também obedecida em relação às suas esposas, suas filhas, seus filhos (adotivos) e seus califas (Abu Bakr As-Siddique, Ali ibn Abi Talib, Omar ibn Khattab e Uthman ibn Affan). Isso deixou o tio de Maomé, Hamza (Anthony Quinn/Abdullah Gaith) e seu filho adotivo Zaid (Damien Thomas/Ahmed Marey) como personagens centrais. Durante as batalhas de Badr e Uhud retratada no filme, Hamza estava no comando nominal, embora a luta de verdade foi liderada por Maomé.

Sempre que Maomé estava presente ou muito perto, sua presença foi indicada pela música de órgão. Suas palavras, como ele falou delas, foram repetidas por outras pessoas, como Hamza, Zayd e Bilal (um escravo abissínio). Quando uma cena chamou para ele estar presente, a ação foi filmada de seu ponto de vista e outros estavam em cena para um diálogo inédito.

O mais próximo que o filme chegou a uma representação de Maomé ou de sua família imediata foi a opinião da espada de Ali "Zulfiqar" durante cenas de batalha, assim como o pessoal nas cenas na Caaba ou em Medina.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Elenco na versão em inglês[editar | editar código-fonte]

Anthony Quinn

Elenco na versão em árabe[editar | editar código-fonte]

  • Abdullah Gaith - Hamza
  • Muna Wassef - Hind
  • Hamdi Gaith - Abu Sufyan
  • Ali Ahmed Salem - Bilal
  • Ahmed Marey - Zayd
  • Mohammed Al-Arabi - Ammar
  • Hassan Al-Jundi - Abu Jahl
  • Mahmud Sa'eed - Khalid

Prêmios[editar | editar código-fonte]

O filme foi indicado para o Oscar de 1977 como Melhor Música, pela música de Maurice Jarre.[2]

Reforma[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2008, o produtor Oscar Zoghbi revelou planos para "renovar o filme de 1976, e dar-lhe um toque de modernidade", segundo o Internet Movie Database e o World Entertainment News Network. Ele espera para filmar o "remake", intitulado "O Mensageiro da Paz', nas cidades de Meca e Medina, na Arábia Saudita.

Referências

  1. Review by Mark Deming of the New York Times. Mohammad: Messenger of God (em inglês) The New York Times.
  2. 1977 Oscars - 50th Annual Academy Awards Oscar Winners and Nominees (em inglês) Popculturemadness.com (3 de abril de 1978). Página visitada em 17 de junho de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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