A Notícia
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Nota: Para o extinto jornal carioca, veja A Notícia (Rio de Janeiro).
| A Notícia | |
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| A Notícia | |
| Razão Social | A Notícia S/A Empresa Jornalística |
| Periodicidade | Diário |
| Formato | Tablóide |
| Sede | Joinville, SC |
| Circulação | Santa Catarina |
| Fundação | 24 de fevereiro de 1923 (89 anos) |
| Fundador | Aurino Soares |
| Proprietário | Nelson Sirotsky |
| Pertence a | Grupo RBS |
| Presidente | Moacir G. Thomazi |
| Dire(c)tor | Ernani J. Thomazi |
| Se(c)ções | Capa, Economia, Fotografia, Política, Polícia, Informática, Turismo, Verde, Arte, País/Mundo, Estado, Anexo, Veículos, Esporte |
| Editor | Suzana Klein |
| Site oficial: | http://www.an.com.br |
| Wikiprojeto Jornalismo Portal Jornalismo |
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A Notícia (AN) é um jornal do estado brasileiro de Santa Catarina, com sede em Joinville.
Fundado por Aurino Soares, sua primeira edição foi veiculada no dia 24 de fevereiro de 1923, com quatro páginas e com periodicidade semanal. Era produzido por composição manual, e impresso na Tipografia Koch, localizada na rua Conselheiro Mafra, atual Abdon Batista.
Índice |
[editar] Histórico
Nascido em Palmas, no Paraná, no dia 2 de julho de 1895, Aurino Soares chegou a Joinville com 26 anos de idade, em fins de 1921. Ainda pessoa de poucos recursos, já demonstrara a vocação para o jornalismo. Não tanto para as funções de repórter ou jornalista, mas como empreendedor do ramo das comunicações. Exercera funções ligadas ao jornalismo em Paranaguá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Curitiba.
Depois de analisar as condições para o lançamento de um novo jornal, Aurino optou por Joinville, então vivendo boa fase de crescimento econômico, ainda impulsionado pelo "ciclo do mate". Habilidoso nas palavras, com pendor para a liderança, ousado nas ideias e de espírito aberto ao novo, Aurino Soares logo conseguiu forte penetração na comunidade de Joinville, constituindo-se numa das lideranças mais respeitadas. Mesmo com práticas empresariais e comerciais polêmicas, o fundador de A Notícia foi um dos primeiros empresários de sucesso na cidade.
Assim, o jornal iniciou como um semanário, circulando aos sábados à tarde. Sua primeira redação foi instalada na rua 3 de Maio, paralela à rua das Palmeiras, a poucos passos do grande Palácio dos Príncipes, mais tarde transformado em Museu Nacional de Imigração e Colonização. A redação abrigava, então, apenas dois funcionários, mais o dono, Aurino Soares, que prometia um "jornal independente", acima das filiações partidárias, que então justificavam o surgimento regular de jornais na pequena colônia.
A impressão das quatro páginas era feita na Tipografia Koch, localizada na rua Conselheiro Mafra, atual Abdon Batista, em oficinas terceirizadas. Face à boa aceitação, apesar de publicado apenas em língua portuguesa, numa comunidade em que mais de 70% das pessoas se comunicavam somente em alemão, logo o jornal passou a ser editado duas vezes por semana, às quartas e sábados e, finalmente, a partir de 11 de outubro de 1930, foi transformado em diário, com exceção apenas das segundas-feiras.
De 1923 a 1944, quando veio a falecer, vítima de derrame cerebral, no entardecer do dia 17 de dezembro, Aurino Soares projetou o jornal como um dos mais fortes e respeitados do Sul do Brasil, com ampla circulação e maquinário gráfico de primeira linha, um dos mais modernos do Brasil. Casado, Aurino Soares não deixou sucessor, e o jornal teve a circulação interrompida por 18 meses após o desaparecimento de seu fundador. Só voltou às bancas no dia 1º de maio de 1946, com novos donos.
Com novos controladores - a família do empresário do setor da madeira Antônio Ramos Alvim, de Araquari, então denominada Paraty, e do político Aderbal Ramos da Silva, de Florianópolis, que adiante se elegerá governador de Santa Catarina - o jornal volta a circular em 1º de maio de 1946, dessa vez de forma ininterrupta.
Em 1956, a empresa é adquirida por novo grupo de acionistas - cerca de 150, a maioria constituída por empresários de Joinville -, dos quais se destacará o político (prefeito de Joinville de 1961 a 1965) e empresário Helmut Fallgatter, principal investidor na última fase da empresa, a partir de 1978.
Sob a condução do professor Moacir Thomazi, eleito diretor-presidente em agosto de 1978, A Notícia vem percorrendo interessante trajetória empresarial e jornalística desde 1978. Voltou a conquistar prestígio, conceito e importância como um dos principais jornais do Sul do Brasil.
No dia 21 de maio de 2006, o AN, como é conhecido, publicou seu novo projeto editorial e gráfico, trabalhando melhor as cores e trazendo novos cadernos, como o AN Idéias.
O jornal foi comprado pelo Grupo RBS (editor do Jornal de Santa Catarina e do Diário Catarinense) no dia 25 de agosto de 2006.
[editar] Controvérsias
[editar] Compra do jornal pelo Grupo RBS e investigação por parte do Ministério Público Federal
Em 2008, o Ministerio Público Federal (MPF) de Santa Catarina apresentou uma ação civil pública (N º. 2008.72.00.014043-5) contra a Rede Brasil Sul (RBS) denunciando a formação de oligopólio. O MPF solicitou à empresa, entre outras medidas, a redução do número de estações de rádio e televisão em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, de forma a adequar-se à legislação, e a cancelação da compra do periódico A Noticia, de Joinville, em 2006.[1]
Referências
- ↑ MPF de SC questiona oligopólio de mídia do Grupo RBS. O Estadão. Página visitada em 15 de outubro de 2011.