A tomada de Joppa

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Tigela de ouro com o nome do general Djehuty.
Museu do Louvre.

A tomada de Joppa é um antigo conto egípcio que descreve a conquista da cidade de Joppa (atual Jaffa) pelo general Djehuty à época de Tutmés III. Conserva-se uma cópia no papiro Harris 500, guardado no British Museum com a referência EA 10060.

Não se trata de uma narração histórica mas de um conto cujo fundo é a campanha na Síria de Tutmés,[1] e o que ocorreu a um comandante de tropa chamado Djehuty que servia sob as ordens do faraó.

As tática usadas por Djehuty na história evocam o episódio do Cavalo de Troia relatado na Odisseia e o conto de Ali Babá das "Mil e uma Noites".

Descrição[editar | editar código-fonte]

O papiro data de começos da XIX dinastia, durante o reinado de Seti I ou Ramsés II.[2] Está escrito em hierático e conserva-se em forma fragmentar: o começo perdeu-se e o restante do texto tem muitas lacunas.

Argumento[editar | editar código-fonte]

Jaffa: vestígios da muralha do século XIII a.C..

No fragmento conservado, Djehuty convida o príncipe de Joppa (Jaffa) a um encontro no seu acampamento das cercanias da cidade. O príncipe acode com 120 soldados, e Djehuty convida à sua barraca, onde o nocautea. Oculta duzentos dos seus soldados em cestas, carga-os sobre animais e envia um auriga à cidade para anunciar que os egípcios se renderam e estão enviando um tributo. As duzentas cestas são levadas por 500 porteadores, que não são mas que soldados de Djehuty: uma vez dentro da cidade, conquistam-na. A história termina com uma carta na qual Djehuty informa ao faraó desta vitória.

Contexto histórico[editar | editar código-fonte]

Embora os acontecimentos descritos nesta história sejam fictícios, estão situados num contexto real: Tutmés realizou um total de 16 campanhas na Síria entre 22 e 42 do seu reinado; a tomada de Jaffa deveu suceder numa das primeiras.[3] O general Djehuty é um personagem real, bem documentado em diversos achados arqueológicos, por exemplo numa tigela de ouro com a qual Tutmés III o obsequiou pelos seus méritos e que se conserva no Museu do Louvre. A sua tumba foi encontrada em 1824 em Saqqara.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Schneider, Thomas (2002), Lexikon der Pharaonen
  • Grimal, Nicholas (1992), A History of Ancient Egypt. ISBN ISBN 0-631-19396-0
  • Müller, Wilhelm Max (1899), Die Liebespoesie der alten Ägypter

Referências

  1. Grimal: op. cit., pág. 217.
  2. Müller: op. cit.
  3. Schneider: op. cit., pág. 293.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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