A ver navios

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"A ver navios", expressão antiga, em vigor ainda hoje. Deriva da atitude contemplativa de populares, que se instalavam nos lugares mais altos da cidade à espera de que uma lenda se tornasse realidade.

Eram os portugueses que ficavam a ver navios, na esperança de que um dia voltasse à pátria o rei Dom Sebastião, protagonista da batalha de Alcácer-Quibir, em Marrocos, em que tropas lusitanas e marroquinas travaram violento combate em 1578. Após o desaparecimento de Dom Sebastião na luta, difundiu-se a crença que um dia regressaria a Portugal, para levar o país de volta a uma época de conquistas.

Multidões que frequentavam o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, confiantes no regresso do rei, ficavam a ver os navios que chegavam.

Outra explicação desta expressão prende-se com as invasões francesas e a partida da familía real para o Brasil. Teriam as tropas francesas que se dirigiam á capital ainda vislumbrado a sua partida do alto de uma das colinas de Lisboa, e daí a expressão ficaram a ver navios, a partirem, literalmente, falhando na captura da familía real.

Referências gerais[editar | editar código-fonte]

  • Deonísio da Silva, De Onde Vêm as Palavras, ISBN 85-354-0057-5 (Frases e curiosidades da língua portuguesa), Editora Mandarim, São Paulo, 1997.
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