Abadiânia
| Município de Abadiânia | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 20 de outubro | ||||
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| Fundação | 20 de outubro de 1953 | ||||
| Gentílico | abadianense[1] | ||||
| Lema | Construindo o futuro. | ||||
| Prefeito(a) | Itamar Vieira Gomes (PP) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Leste Goiano IBGE/2008[2] | ||||
| Microrregião | Entorno de Brasília IBGE/2008[2] | ||||
| Municípios limítrofes | Anápolis, Alexânia, Corumbá de Goiás, Gameleira de Goiás, Silvânia e Pirenópolis | ||||
| Distância até a capital | 78 84 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 1 044,159 km² [3] | ||||
| População | 15 752 hab. Censo IBGE/2010[4] | ||||
| Densidade | 15,09 hab./km² | ||||
| Altitude | 900 m | ||||
| Clima | Tropical com estação seca AW | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,723 médio PNUD/2000[5] | ||||
| PIB | R$ 70 509,245 mil IBGE/2008[6] | ||||
| PIB per capita | R$ 5 337,97 IBGE/2008[6] | ||||
Abadiânia é um município brasileiro do estado de Goiás.
A cidade é famosa internacionalmente por sediar a Casa de Dom Inácio de Loyola, onde o médium João Teixeira de Faria realiza suas cirurgias sem anestesia. Sua população estimada em 2010 era de 15 752 habitantes.
Um dos lados da cidade, que é dividida pela rodovia federal BR-060, é ocupado principalmente por hotéis, pousadas e pontos comerciais voltados para o público estrangeiro da Casa.
Índice |
[editar] História
Em meados do século XIX, teve início o povoamento do município, por pioneiros oriundos de Corumbá de Goiás e Minas Gerais, que atraídos pelas terras férteis da margens do rio Capivari e córrego Caruru ali se instalaram, dedicando-se às atividades agrícolas e pastoril.
Deve-se a D. Emerenciana a realização anual de "rezas", iniciadas em 1874, e que a princípio eram "tiradas" em uma capelinha de palha, atraindo para o local grandes romarias, a 15 de agosto, dia de Nossa Senhora D'Abadia. Atribui-se também a ela, a construção da primeira moradia no povoado.
Dada ainda a sua grande influencia, em 17 de agosto de 1895 após a realização da romaria, foi o terreno da povoação doado ao patrimônio de Nossa Senhora D'Abadia, pelos srs. João José de Maia, Manoel Gomes Ferreira e Joaquim de Sousa Cordeiro, em presença do Padre Francisco Xavier da Silva, Pároco da Freguesia de Nossa Senhora da Penha de Corumbá de Goiás. Decorrente dessa doação de terras e da sua posse por parte dos primeiros moradores, passou o povoado a denominar-se Posse D'Abadia. Praça Matriz
Em 31 de dezembro de 1943, o então povoado de Posse foi elevado a categoria de distrito, já com a denominação de Abadiânia, pela exposição de motivos do Decreto-Lei Estadual nº 8.305, sendo estabelecido oficialmente a 02 de janeiro de 1944. Em 20 de outubro de 1953, através do Decreto-Lei Estadual nº 934, foi elevada à categoria de município. Na mesma data é comemorado atualmente o aniversário da cidade.
Pela sua localização inicial num sítio que não propiciava condições para sua extensão urbana, dificultando-lhe o acesso às rodovias que ligavam o município aos grandes centros, em agosto de 1960 pelas Leis Municipais nºs 11 e 13, ficou decidido que seriam desapropriados 25 alqueires de terra às margens da rodovia Anápolis-Brasília transferindo-se a nova sede para o outro centro geográfico do município.
Em 12 de setembro de 1963 pela Lei Municipal nº 67, a então sede do município fios e categoria de distrito com a denominação anterior de Posse D'Abadia, e a 15 do referido mês é criada a nova sede.
Distando da antiga sede 18 Km, a instalação de Abadiânia se fez a partir das margens da BR-060, contando atualmente com o povoamento de Planalmira e Três Veredas.
[editar] Morfologia
A área do município apresenta uma topografia relativamente uniforme, com cotas altimétricas que variam entre 800 a 1.000 m, aproximadamente. Corresponde a uma área de chapada, onde as superfícies mais altas apresentam-se aplainadas, ocorrendo no extremo norte a sudoeste parte central da área.
Os vales apresentam-se pouco encaixados, podendo-se destacar dentre eles o vale do rio Capivari que é o mais extenso deles e possui a direção oeste-leste.
Quanto a constituição geológica predominam terrenos do Pré-Cambiano (mais antigo), que apresentam diferenciações quando a idade e combinação de tipo de rocha. Em função do tipo de rocha tem-se área mais erodidas, como é o caso de estremo leste onde há concorrência de felito (rocha de alteração mais acelerada).
Em forma de mancha, bem ao centro da área ocorre o Terciário que já constituem terrenos mais recentes.
Os Latossolos ocorrem no sudeste e sudoeste do município, às margens da BRs. 414 a 060, nos limites com Anápolis e nas proximidades do rio Capivari, como no perímetro urbano da sede municipal ocorrem os latossolos do tipo vermelho-amarelo e na área limítrofe com Silvânia ocorrem os vermelhos-escuros.
Os Cambissolos ocorrem em toda a área restante, nos trechos onde a topografia apresenta declínios mais acentuados.
[editar] Clima
Predomina na região o clima tropical de savana do tipo AW conforme classificação de Köppen, com chuvas concentradas no verão (outubro-abril) e a estação seca no inverno (maio-setembro).
No período chuvoso as máximas de precipitação ocorrem em dezembro e as mínimas em abril, estando o total anual em torno de 1800 mm. Neste período os meses de setembro e outubro são considerados os mais quentes, com medias entre 25º a 23º C.
No inverno as mínimas de temperaturas ocorrem nos meses de junho e julho com médias a 18º C.
[editar] Vegetação
O cerrado constitui a vegetação predominante em toda a extensão do município. Apresenta-se com sua fisionomia típica onde observa-se os três extratos: arbóreo, herbáceo e arbustivo.
Ocupando áreas mais encontram-se ainda na área as matas, geralmente ao logo dos outros d'agua e o campo sujo e limpo em forma de mancha.
[editar] Demografia
Com base no Censo Demográfico de 1970 e resultados preliminares da contagem de domicílios para o Censo Demográfico de 1998, do IBGE, estimou-se a população do município para o período de 1971-1979.
Como os demais municípios da periferia do Distrito Federal, Abadiânia sofreu influencia na sua composição com a implantação de Brasília. A população do município que era de 5.931 habitantes, passou para 8.436, no ano de 1960. O crescimento apresentado foi de aproximadamente 42,2% no período (1950-1960) ou seja 3,61 ao ano.
A população rural que, em 1950 representava 91,2% da população total passou a representar 91,6% em 1.960 e em conseqüência, a população urbana aumentou sua participação na composição da população urbana aumentou sua participação na composição da população total, do município (em 1.950 participava com 8,8%, passando para 9,07% em 1960). Tal comportamento pelo ser refletido ou seja reflexo do fluxo migrativo rural/urbano verificando em todo Brasil em igual período (1.950/1960).
A partir de 1970, as estimativas apontam um crescimento populacional, taxas médias de 5,9% ao ano, O crescimento populacional urbano processou elevadas taxas de 7,3% ao ano e o rural ocorreu a taxa anual inferior à urbana 5,5%.
A drenagem encontra-se dispersa em fase de entrosamento, denotando uma fase natural no processo de esculturação de paisagem.
[editar] Hidrografia
Com base no Censo Demográfico de 1970 e resultados preliminares da contagem de domicílios para o Censo Demográfico de 1998, da fundação IBGE, estimou-se a população do município para o período de 1971-1979.
Como os demais municípios da periferia do Distrito Federal, Abadiânia sofreu influencia na composição, com a implantação de Brasília. A população do município que era de 5.931 habitantes, passou para 8.436, no ano de 1960. O crescimento apresentado foi de aproximadamente 42,2% no período (1950-1960) ou seja 3,61 ao ano.
A população rural que, em 1950 representava 91,2% da população total passou a representar 91,6% em 1.960 e em conseqüência, a população urbana aumentou sua participação na composição da população urbana aumentou sua participação na composição da população total, do município (em 1.950 participava com 8,8%, passando para 9,07% em 1960). Tal comportamento pelo ser refletido ou seja reflexo do fluxo migrativo rural/urbano verificando em todo Brasil em igual período (1.950/1960).
A partir de 1970, as estimativas apontam um crescimento populacional, taxas médias de 5,9% ao ano, O crescimento populacional urbano processou elevadas taxas de 7,3% ao ano e o rural ocorreu a taxa anual inferior à urbana 5,5%.
A drenagem encontra-se dispersa em fase de entrosamento, denotando uma fase natural no processo de esculturação de paisagem.
[editar] Solos
Os tipos de solos que ocorrem no município estão incluídos nos grupos dos Latossolos e Cambissolos.
Os Latossolos são solos pouco susceptíveis à erosão, minerais muito profundos apresentando horizonte A, B, C, textura argilosa e extremamente ácidos. Para aproveitamento agrícola, requerem correção.
Os Cambissolos são solos pouco desenvolvidos, rasos, com presença de minerais primários. Textura argilosa ou média e sujeita à erosão. Não favoráveis ao aproveitamento agrícola.
[editar] Turismo
Um dos principais pontos turísticos de Abadiânia é o lago artificial formado pela usina hidrelétrica de Corumbá IV, que gera energia para a cidade de Brasília.[7] Porém, na cidade o lago não é usado para fins de abastecimento. Também não há uma área pública às margens do lago, restringindo o acesso aos proprietários de fazendas ou de lotes.
Nas margens, os fazendeiros venderam lotes de terra e tem se formado uma pequena vila de casas ocupadas principalmente em feriados, recessos e em meses de férias. Os donos são, predominantemente brasilienses e goianienses em busca de descanso do dia-dia estressante da cidade grande.
Também outra grande atração turística da cidade, mas esta internacional, é a Casa de Dom Inácio de Loyola, onde o famoso médium João Teixeira de Faria (que se auto intitula "João de Deus") realiza suas operações cirúrgicas. A casa recebe visitantes de diversas partes do mundo, como gregos, eslovenos, canadenses, americanos, franceses, coreanos, japoneses, irlandeses, entre outros.
Referências
- ↑ Histórico de Abadiânia - IBGE
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
- ↑ Corumba IV. Página visitada em 29 de Dezembro de 2010.