Abaetetuba

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Município de Abaetetuba
"Abaeté"
Bandeira de Abaetetuba
Brasão de Abaetetuba
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1724
Gentílico abaetetubense
CEP 68440-000
Prefeito(a) Francineti Maria Rodrigues Carvalho (PSDB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Abaetetuba
Localização de Abaetetuba no Pará
Abaetetuba está localizado em: Brasil
Abaetetuba
Localização de Abaetetuba no Brasil
01° 43' 04" S 48° 52' 58" O01° 43' 04" S 48° 52' 58" O
Unidade federativa Pará Pará
Mesorregião Nordeste Paraense IBGE/2008[1]
Microrregião Cametá IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Barcarena, Igarapé-Miri e Moju
Distância até a capital Linha reta: 53 km; rodofluvial: 60 5 km; rodoviário: 101 5 km
Características geográficas
Área 1 610,743 km²
População 147 846 hab. est. IBGE/2012[2]
Densidade 91,79 hab./km²
Altitude 10[3] m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,628 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 750 727,592 mil IBGE/2012[5]
PIB per capita R$ 5 198,40 reais IBGE/2012[5]
Página oficial

Abaetetuba é um município do estado do Pará, no Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

O distrito de Beja foi o berço da colonização de Abaetetuba. Por volta de 1635, padres capuchinhos vindos do Convento do Una, em Belém, após percorrerem os rios da região, juntaram-se a uma aldeia de tribos indígenas nômades. O aglomerado foi chamado de "Samaúma" e, depois, batizado de "Beja" pelo governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado.

Embora Francisco de Azevedo Monteiro seja considerado, no imaginário popular, o fundador, pois chegou para tomar posse desse território como proprietário de uma sesmaria. Na beira do rio Maratauíra, num local protegido das marés pela ilha de Sirituba e nas proximidades do sítio Campompema e da Ilha da Pacoca, fundou um pequeno povoado, em 1724.

O município de Abaetetuba foi desmembrado do território da capital do Estado, Belém, em 1880, de acordo com a Lei 973, de 23 de março, que também constituiu o município como autônomo. Um ano depois, em 1881, o presidente interino da Câmara em Belém, José Cardoso da Cunha Coimbra, instalou, no município, a Câmara Municipal de Abaeté. Por meio do Decreto-Lei 4 505, de 30 de dezembro de 1943, foi instituído o nome "Abaetetuba".

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome primitivo do município era "Abaeté", que, na língua tupi, significa "homem verdadeiro", através da junção dos termos abá (homem) e eté (verdadeiro).[6] Por meio do Decreto-lei 4 505, de 30 de dezembro de 1943, foi-lhe acrescentado o sufixo "tuba", oriundo do termo tupi tyba (ajuntamento), para diferenciá-lo do município homônimo no estado de Minas Gerais. Portanto, "Abaetetuba" significa, na língua tupi, "ajuntamento de homens verdadeiros".[6]

Economia[editar | editar código-fonte]

Cidade-polo de uma região que abrange os municípios de Moju, Igarapé-Miri e Barcarena (somando uma população de mais de 350 000 habitantes), Abaetetuba é a sexta mais populosa cidade do estado. A cidade proporciona fácil acesso aos portos de Belém e de Vila do Conde e ao sul do Pará, além de ser próxima ao Polo Industrial na Vila dos Cabanos, que se localiza a 30 km. Diversas empresas estão se instalando no município aproveitando a grande rede de serviços da cidade, fato refletido no produto interno bruto municipal, que triplicou em quatro anos.

A atividade econômica predominante no município é o setor terciário (comércio e serviços), que conta com uma ampla rede de estabelecimentos das mais diversas atividades.

Indústria[editar | editar código-fonte]

A atividade industrial tem pequena participação na economia abaetetubense, compõe-se sobretudo dos ramos alimentício e de beneficiamento de produtos agroflorestais. De um modo geral, as indústrias da cidade são de médio e pequeno portes e distribuem-se principalmente nos ramos de bebidas, moveleiro, madeireiro e oleiro-cerâmico. A cidade conta também com metalúrgicas e estaleiros.

Agricultura[editar | editar código-fonte]

No setor agroflorestal, o município destaca-se como o 2º maior produtor de açaí do Pará, como o 3º maior produtor de bacuri e cupuaçu, e como o maior produtor de manga do estado. Outras culturas também marcam fortemente a agricultura abaetetubense, como mandioca, coco, miriti e bacaba.

Eleições[editar | editar código-fonte]

A Câmara Municipal de Abaeteuba dispõe de 11 vagas para os vereadores, que são eleitos nos pleitos eleitorais a cada quatro anos.

Evolução de eleitores
Ano Eleitores
1988 35 144
1989 38 799
1990 40 503
1992 45 295
1994 47 974
1996 51 608
1998 54 895
2000 57 895
2002 63 349
2004 70 927
2008 80 175

Divisão territorial[editar | editar código-fonte]

Em 1 de julho de 1956, a municipalidade continha os seguintes aglomerados populacionais:

  • Abaetetuba
  • Vila de Beja
  • Tucumanduba
  • Maracapucu
  • Ajuaí
  • Guajaraúna
  • Caeté
  • Murutinga
  • Colônia Nova
  • Colônia Velha
  • Tauerá de Beja
  • Pontilhão
  • Curuperé-Miri
  • Itacuruçá
  • Quianduba
  • Santa Terezinha
  • Campompema
  • Paramajó
  • Piratuba
  • Urubuéua
  • Sirituba
  • Abaetezinho

Bairros[editar | editar código-fonte]

  • Centro
  • São Lourenço
  • Algodoal
  • Santa Rosa
  • São Sebastião
  • Multirão
  • Aviação
  • Angélica
  • Cafezal
  • São João
  • Cristo Redentor
  • Francilândia
  • Santa Clara
  • São José
  • Castanhal
  • Jarumã
  • Bosque

Universidades e Faculdades[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • IBGE. Enciclopédia dos municípios brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 1957. 335 pp. 1 vols.
  • Enciclopédia dos municípios brasileiros e seus administradores 1997-2000. Rio de Janeiro: Modrian, 2000. 455 pp. 5 vols. vol. 1. ISBN 85-7091-350-5.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. Título não preenchido, favor adicionar.
  3. Coordenadas Geográficas Geografos.com.br.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 21 de setembro de 2013.
  5. a b {{citar web |url=ftp://ftp.ibge.gov.br/Pib_Municipios/2012/base/base_2008_2012_xlsx.zip
  6. a b NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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