Abdon Felinto Milanês

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Abdon Felinto Milanês
Informação geral
Nascimento 10 de Agosto de 1858
Origem Areia,  Paraíba
País Brasil
Data de morte 1º de abril de 1927 (68 anos)
Instrumentos piano
Outras ocupações compositor erudito

Abdon Felinto Milanês   (Areia, 10 de agosto de 1858Rio de Janeiro, 1 de abril de 1927) foi um músico erudito e compositor brasileiro. É responsável por composições como a letra do Hino da Paraíba.[1][2][3]

Compositor, pianista, teatrólogo, ele iniciou sua carreira artística como compositor teatral. Escrevia operetas e revistas representadas com sucesso em teatros como Sant'Ana, Lucinda, Apolo, Fênix etc. Sua primeira obra, a opereta "Donzela Teodora", com libreto de Arthur Azevedo, estreou em março de 1886 no Teatro Sant'Ana. Musicou ainda as peças "A loteria do amor", de Coelho Neto, "O bico do papagaio", de Eduardo Garrido, e "A chave do inferno", de Castro Lopes, todas com muito sucesso. Embora não possuísse formação tradicional como compositor, e tenha se iniciado no piano tardiamente, em sua fase de estudante, compôs polcas e valsas, publicadas pela Casa Bevilacqua. Escreveu a ópera "Primizie", em um ato, com libreto de Heitor Malagutti, que estreou em 1904, no Rio de Janeiro, tendo sido novamente encenada em 1921, no Teatro Municipal carioca.

Compôs ainda o "Hino da abolição", a "Marcha da imprensa", para orquestra e coros, e ainda músicas sacras-missas, te-déums, ladainhas, etc, que eram geralmente executadas na igreja da Cruz dos Militares. Em 1916, substituiu o compositor Alberto Nepomuceno na direção da Conservatório de Música do Rio de Janeiro, cargo que exerceu até aposentar-se em 1922. Em sua gestão, foi terminada a construção do prédio da Rua do Passeio, tendo sido inaugurado em 1922 o Salão Leopoldo Miguez, uma das mais importantes salas de concertos do país, conhecida pela excelência de sua acústica. Inspirado na Sala Gaveau de Paris, seu interior é decorado com afrescos de Antônio Parreiras e Carlos Oswald. Em 1923, assumiu a direção o Prof. Alfredo Fertin de Vasconcelos, que criou a orquestra do Instituto, cujo principal regente em seus primeiros anos foi o Maestro Francisco Braga.

Além de partituras para operetas e revistas, compôs marchas, valsas, quadrilhas, lundus, entre outros gêneros populares. Em 1927, ano de sua morte, o barítono Roberto Vilmar gravou para a Odeon seu tango canção "Ai!".

Índice

[editar] Composições

  • A chave do inferno
  • A loteria do amor
  • A princesa flor
  • Ai!
  • Comeu!
  • Donzela Teodora
  • Herói à força
  • Hino da abolição
  • Hino do Estado da Paraíba (música)
  • Marcha da imprensa
  • Mosca azul
  • O bico do papagaio
  • Primizie
  • Zé-povinho

[editar] Nota

  O apelido da família encontra-se freqüentemente grafado "Milanez" de acordo com a ortografia arcaica (anterior a 1943).

[editar] Bibliografia

MARCONDES, Marcos Antônio. Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2a. edição. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.

Referências

  1. Portal Paraíba
  2. Abdon MILANEZ (gestão 1916-1923) Escola de Música da UFRJ
  3. Perfil do compositor Dicionário Cravo Albin
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