Abel-François Villemain
| Abel-François Villemain | |
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| Abel-François Villemain. Retrato por Ary Scheffer, 1855. Paris, Museu do Louvre. | |
| Nascimento | 9 de junho de 1790 Paris |
| Morte | 8 de maio de 1870 (79 anos) Paris |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Escritor, político |
Abel-François Villemain (Paris, 9 de junho de 1790 – Paris, 8 de maio de 1870) foi um político e escritor francês.
Biografia [editar]
Villemain nasceu em Paris e foi educado no Lycée Louis-le-Grand. Tornou-se assistente mestre no Lycée Charlemagne, e posteriormente, na École Normale. Em 1812 ganhou um prêmio da Academia com um ensaio sobre Michel de Montaigne. Sob a restauração, foi nomeado, primeiramente, professor adjunto de História moderna, e em seguida, professor de eloquência francesa na Sorbonne. Aqui ele fez uma série de palestras literárias que teve um extraordinário efeito sobre os seus contemporâneos mais jovens.
Villemain tinha a grande vantagem de chegar um pouco antes do movimento romântico, de ter um grande amor pela literatura, sem ser um extremista. A maioria da juventude intelectual da brilhante geração de 1830 passou por sua influência, e, enquanto satisfazia os românticos pela sua apreciação franca das belezas das poesias inglesa, alemã, italiana e espanhola, não condena os clássicos - ou os clássicos propriamente ditos da Grécia e Roma ou o assim chamados clássicos da França.
Em 1819 publicou um livro sobre Oliver Cromwell, e dois anos depois, foi eleito para a Academia Francesa. Villemain foi nomeado pelo governo da restauração Chef de l'imprimerie et de la librairie, um posto que envolvia um tipo de censura irregular da imprensa e, posteriormente, para o cargo de mestre de petições. Antes da Revolução de Julho ele havia sido destituído do seu cargo por suas tendências liberais, e foi eleito deputado por Évreux. No reinado de Luís Filipe, recebeu uma pariato em 1832. Era um membro do conselho da instrução pública, e foi duas vezes ministro do referido departamento, e também tornou-se secretário da Academia Francesa. Durante todo o período que durou a Monarquia de Julho, ele foi um dos principais distribuidores do mecenato literário na França, mas nos seus últimos anos sua reputação diminuiu. Morreu em Paris.
A obra principal de Villemain é o seu Cours de la littérature française (5 vols., 1828-1829). Entre suas outras obras estão: Tableau de la littérature au Moyen Âge (2 vols., 1846); Tableau de la littérature au XVIII siècle (4 vols., 1864); Souvenirs contemporains (2 vols., 1856); Histoire de Grégoire VII (2 vols., 1873; Engl. trans., 1874).
Entre os estudos críticos sobre Villemain podem ser citados: o de Louis de Loménie (1841), E. Mirecourt (1858), J.L. Dubut (1875). Veja também Sainte-Beuve, Portraits (1841, vol. iii), e Causeries du lundi (vol. xi, "Notes et pensées").
Referências
- Este texto foi extraído da Encyclopædia Britannica (11ª edição), uma publicação agora em domínio público.
"Villemain, Abel François". Encyclopædia Britannica (11th). (1911).
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| Precedido por Louis de Fontanes |
11º acadêmico da cadeira 17 1821-1867 |
Sucedido por Émile Littré |