Aberração da luz

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A aberração da luz (também chamada de aberração astronômica ou aberração estelar) é um fenômeno astronômico que produz um movimento aparente de objetos celestes. Este fenômeno foi descoberto e depois explicado pelo terceiro astrônomo real, James Bradley, em 1725, que o atribuiu à velocidade finita da luz e ao movimento da Terra em torno do Sol.

Descrição do fenômeno[editar | editar código-fonte]

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Na prática, o fenômeno da aberração pode ser observado para as estrelas. Observa-se um movimento elíptico aparente das estrelas ao longo do ano. Tal fenômeno deve-se à velocidade relativa da Terra em sua órbita em relação às estrelas, e não depende da distância da estrela à Terra, mas somente de seu ângulo com relação à eclíptica. Ele não deve ser confundido com a paralaxe, que é somente devida a um efeito de perspectiva, sensível somente para as estrelas próximas. Além disso, os dois fenômenos não têm a mesma ordem de grandeza, cerca de 20 segundos de arco para a aberração contra um segundo de arco para a paralaxe das estrelas mais próximas. Foi essa diferença de ordem de grandeza que permitiu a descoberta da aberração quase um século antes da descoberta da paralaxe.

Além da aberração anual, já descrita, há ainda a aberração diurna, resultante da rotação da Terra em torno do seu eixo. Este fenômeno é tanto maior quando o mais próximo o observador se situa em relação ao equador. A amplitude deste fenômeno é, no entanto, bem menor, da ordem de uma fração de segundo de arco.

O fenômeno da aberração trouxe uma evidência suplementar ao modelo solar de Copérnico, além de permitir estimar a velocidade da luz de maneira coerente com uma primeira estimativa feita por Rømer cinqüenta anos anteriormente. Deve-se notar que, na época, as incertezas sobre o tamanho do sistema solar não permitiam conhecer com precisão o tamanho da órbita terrestre e, assim, a velocidade da Terra ao longo de sua órbita, o que impediu uma medida precisa da velocidade da luz.

Uma conseqüência surpreendente do fenômeno de aberração é que um observador a uma velocidade próxima da da luz veria a maior parte dos objetos situados diante dele projetados a uma direção aparente muito próxima daquela em que ele se dirige, dando-lhe a impressão (errada) que ele se afasta da direção à qual ele se movimenta.

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