Acianthera

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Como ler uma caixa taxonómicaAcianthera
Acianthera klotzschiana

Acianthera klotzschiana
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Orchidaceae
Subfamília: Epidendroideae
Tribo: Epidendreae
Subtribo: Pleurothallidinae
Género: Acianthera
Espécies
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Acianthera é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae) ao qual estão subordinadas cerca de 218 espécies distribuídas por praticamente todos os países da América Latina, exceto o Chile. São plantas epífitas ou mais raro, rupícolas, muito variáveis, de pequenas a grandes, de crescimento reptante, ou cespitoso, pendentes ou eretas, ocasionalmente achatadas sobre o substrato, mas quase sempre bastante robustas. Sua inflorescência racemosa pode conter uma ou muitas flores que raramente ultrapassam um centímetro de comprimento e quase sempre são pubescentes e espessas, com sépalas laterais concrescidas.

Apesar do gênero ter sido proposto em 1842, foi ignorado pelos botânicos até o início dos anos 2000, quando pesquisas de genética molecular demonstraram a conveniência de aceitar-se a proposta. Até então, todas estas espécies eram consideradas membros de Pleurothallis, nome pelo qual ainda são popularmente conhecidas. Como a subtribo Pleurothallidinae, à qual pertencem, é composta por mais de quatro mil espécies, ainda devem passar-se alguns anos até que a relação entre todas as espécies sejam conhecidas e cada uma delas atribuída ao gênero em que devem ser classificadas, mormente porque muitas de suas espécies são raras, pouco conhecidas ou suas descrições não trazem informações suficientes para a correta identificação da espécie. Como suas flores quase nunca são vistosas, de modo geral despertam interesse apenas em colecionadores especializados, o que acaba dificultando as oportunidades dos pesquisadores encontraram as espécies que necessitam para seus estudos.

Índice

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome é uma referência à posição da antera de alguma de suas espécies.

Publicação e sinônimos[editar | editar código-fonte]

  • Acianthera Scheidw., Allg. Gartenzeitung 10: 292 (1842).
  • Espécie tipo: Acianthera recurva (Lindl.) Pridgeon & M.W.Chase, (2001).

Sinônimos:

  • Pleurobotryum Barb.Rodr., Gen. Spec. Orchid. 1: 20 (1877).
  • Cryptophoranthus Barb.Rodr., Gen. Spec. Orchid. 2: 79 (1881).
  • Brenesia Schltr., Repert. Spec. Nov. Regni Veg. Beih. 19: 199 (1923).
  • Geocalpa Brieger, Schlechter Orchideen 7(25-28): 440 (1975), no Latin descr. or type.
  • Sarracenella Luer, Selbyana 5: 388 (1981).
  • Aberrantia Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 103: 310 (2005).
  • Didactylus Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 103: 310 (2005).
  • Unguella Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 103: 310 (2005).
  • Arthrosia (Luer) Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 105: 248 (2006).
  • Dondodia Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 105: 85 (2006).
  • Ogygia Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 105: 252 (2006).

Distribuição[editar | editar código-fonte]

Existem em todos os países latino-americanos, exceto o Chile. Estimamos que o número de espécies deste gênero encontradas no Brasil seja próximo de cem.

Habitat[editar | editar código-fonte]

Epífitas ou rupícolas, vivendo nas condições mais diversas, desde florestas sombrías e úmidas, até áreas semi desérticas, sobre rochas debaixo de sol pleno.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Anullus - Estrutura persistente, presente entre o final do ramicaule e o início da folha, que existe em alguns gêneros de Pleurothallidinae. A foto mostra exemplares vivos e secos em uma Anathallis bocainensis. As Acianthera não tem essa estrutura.

Quando iniciou seu estudo sistemático da subtribo Pleurothallidinae, Carl A. Luer propôs que se estabelecesse um subgênero de Pleurothallis, ao qual denominou Acianthera, vagamente baseado nas características da Acianthera recurva. Dentre outras características, com algumas exceções, estas espécies podem ser reconhecidas por apresentarem flores mais ou menos carnosas, com duas polínias, de sépalas laterais concrescidas, que brotam solitárias ou em pequeno número de inflorescências terminais do ramicaule, com folhas sésseis, mas algumas vezes com a base dando a impressão de ser contínua ao ramicaule, e este sem a presença do annulus, estrutura já definida ao tratarmos de Pleurothallis. São plantas bastante variáves, pequenas ou grandes.

Além das características citadas acima acrescentamos que as Acianthera, não têm annulus entre os caules e as folhas, são sempre unifoliadas, com folhas mais ou menos carnosas, coriáceas ou roliças; com ou sem espata; são comuns flores de superfície pubescente ou verrucosa; o labelo costuma ser trilobado e espesso, geralmente com dois calos ou espessamentos no disco, os lobos laterais pequenos, próximos à base do labelo e em regra erguidos; a antera costuma ocupar posição ventral na coluna, a qual apresenta diversos tipos de asas ou aurículas.

Entre as Acianthera podemos reconhecer alguns grupos de espécies cuja morfologia é particularmente diferente das demais, estes grupos aqui informados nada têm a ver com sua classificação filogenética:

  • Aquelas de folhas muito espessas, roliças ou acanoadas, com inflorescência ereta ou arqueada, como a Acianthera rupestris e a Acianthera sonderiana.
  • Uma espécie bastante diferente, de grandes folhas pendentes e delicadas que formam uma espécie de concha, que esconde as flores a Acianthera pectinata.
  • Aquelas de folhas bastante carnosas, recurvadas formando uma espécie de gancho, representadas pelas Acianthera hamosa e Acianthera prolifera.
  • Um grupo de espécies mais ou menos grandes com caules triangulares herbáceos, e flores minúsculas representado pela Acianthera ochreata.
  • Outro de plantas grandes com longos caules rígidos e robustos, de secção redonda e inflorescência longa, muitas vezes com flores pubescentes, verrucosas ou tricomatosas como a Acianthera saurocephala e Acianthera binotii, ou inflorescência curta, como a Acianthera aphthosa.
  • Um grupo grande de plantas pequenas e reptantes com folhas mais ou menos carnosas e ovaladas, eretas ou coladas ao substrato, com uma ou poucas flores, representado pela Acianthera recurva e Acianthera saundersiana.
  • Uma pequena espécie reptantes com folhas mais ou menos delicadas e pintalgadas, com muitas flores pubescentes flores escondidas sob elas, representado pela Acianthera crinita.
  • Espécies grandes e pendentes ou não com inflorescências longas de muitas flores e folhas carnosas elíptico lanceoladas como aAcianthera strupifolia e Acianthera pubescens.

Filogenia[editar | editar código-fonte]

Em 2001, Mark w. Chase et al., publicaram no American Journal of Botany um estudo preliminar sobre a filogenia desta subtribo. Segundo os resultados encontrados, este gênero, por si só, forma o terceiro grande clado de espécies de Pleurothallidinae, separado das outras Pleurothallis. Estaria inserido entre o grupo de Barbosella, Restrepia e Myoxanthus por um lado e de Lepanthes, Zootrophion, Trichosalpinx e Anathallis de outro.

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

Acianthera glumacea
Acianthera gracilisepala

O gênero Acianthera foi proposto por Scheidweiler em Allgemeine Gartenzeitung 10(37): 292, em 1842, ao descrever a Acianthera punctata, hoje considerada sinônimo da Acianthera recurva. Desde sua proposição, Acianthera foi um gênero amplamente ignorado pelos taxonomistas. Até recentemente todas suas espécies estavam subordinadas a Pleurothallis. Carlyle August Luer foi um dos primeiros estudiosos a prestarem atenção a este gênero.

Em sua proposta sistemática inicial, publicada em 1986, Luer dividia este subgênero em diversas seções e subseções, algumas destas similares às publicadas por Guido Pabst & Fritz Dungs no Orchidaceae Brasilienses, outras referentes a espécies não encontradas no Brasil. Em 2003, Luer publicou um estudo mais abrangente sobre este subgênero, que no entanto ainda não aborda as espécies brasileiras, neste trabalho Luer resolveu abandonar suas subdivisões alegando haver muitas espécies intermediárias.

Como o estudo não inclui as espécies brasilieras, ou pelo menos, não as exclusivamente brasileiras, que são muitas, o abandono das subdivisões de certa forma dificulta o entendimento e manejo do subgênero. Em vista disso resolvemos aqui tratar de três dessas subdivisões, hora consideradas por Luer como subgêneros de Pleurothallis, hora de Specklinia, hora de Acianthera, como se fossem gêneros à parte, mesmo porque por muitos anos o foram e até hoje esses nomes são assim utilizados. Trazemos então as seções ou subgêneros Cryptophoranthus, Sarracenella e Phloeophila em separado.

Mark W. Chase subordina Cryptophoranthus, Sarracenella e Phloeophila, ao gênero Acianthera, mas mesmo assim preferimos que se estude melhor este gênero antes de concordarmos em unificar estes gêneros, uma vez que são morfologicamente diferentes e facilmente reconhecíveis, além disso, muitas das transferenências de Chase et al. basearam-se em divisões de Luer e não em amostragens variadas, portanto algumas transferências podem não corresponder à realidade quando se fizerem amostragens mais completas. Assim conforme vem aqui, estes três gêneros supostamente também fariam parte do terceiro grande grupo de Pleurothallidinae, aliados então a Acianthera.

Como Luer mesmo afirma, os limites morfológicos entre as espécies brasileiras de Acianthera e Specklinia são algo obscuros. Algumas dessas espécies foram consideradas pertencentes a um gênero por Luer e a outro por Chase. Baseados no fato da amostragem de espécies brasilieras feita por Chase et al. ser muito pequena, e desde que eles utilizaram-se das divisões de Luer para proceder às transferências de espécies entre os gêneros, preferimos seguir aqui as opiniões de Luer, que publicou uma revisão e classificação mais recente e diferente daquelas em que Chase et al. se basearam para proceder às transferências. Finalmente, muitas das espécies não foram removidas por nenhum dos dois estando ainda classificadas como Pleurothallis. Estas são as razões pelas quais nossos leitores podem encontrar divergências entre a divisão das espécies que aqui apresentamos e a publicação de 2001 de Chase.

Espécies aceitas[editar | editar código-fonte]

Acianthera bicornuta

Pelas razões que explicamos acima, o número de espécies a serem subordinadas a este gênero ainda é incerto, são cerca de duzentas a duzentas e vinte espécies. Mais adiante temos as espécies relacionadas nas secções em que foram classificadas no entanto os dados de publicação e a lista completa das espécies, em ordem alfabética encontram-se no link abaixo.

Calculamos que o número de espécies deste gênero no Brasil seja próximo de cem. Nenhum estudo abrangente e recente sobre as plantas do Brasil foi publicado. Algumas espécies do gênero Acianthera encontram-se entre as Pleurothallidinae mais facilmente encontradas no Brasil. As mais comuns são: Acianthera luteola, está espalhada por todo o território brasileiro e em muitos outros países da América do Sul; Acianthera recurva, Acianthera saundersiana, espécie muito variável e com muitos sinônimos; a Acianthera aphthosa, que exala um odor bastante característico de peixe e por isso foi também descrita como Acianthera aphthosa; Acianthera prolifera, outra espécie muito variável; Acianthera saurocephala; Acianthera pubescens e Acianthera teres.

Tratamento infragenérico[editar | editar código-fonte]

Acianthera bidentula

Em 1986, Quando Luer ainda iniciava sua série de trabalhos sobre Pleurothallidinae, publicou uma revisão do gênero Pleurothallis, aos quais as Acianthera estavam subordinadas então. Nesta revisão dividiu Pleurothallis em uma grande série de subgêneros e secções. Nos anos seguintes mudou de ideia e elevou alguns desses subgêneros a gêneros, extinguiu secções e criou outras. Desde então Luer não publicou qualquer revisão das espécies do Brasil de modo que essas primeira revisão inicial, aliadas à revisão que Pabst fez em 1978 no Orchidaceae Brasilienses são as duas únicas referências que temos hoje, ambas escritas há décadas.

Em fevereiro de (2012) Chiron e van den Berg publicaram uma revisão preliminar de Acianthera dividindo o gênero em diversas secções e subsecções. A publicação é baseada em genética molecular e apenas determina as espécies-tipo de cada uma das secções, bem como a possível quantidade de espécies a serem incluídas em cada uma delas. Os autores afirmam que obtiveram estes números de uma análise combinada das publicações de Luer e Pabst à luz dos dados revelados pela genética.

Na realidade alguns resultados não foram conclusivos e muitas espécies precisam ser melhor resolvidas antes da publicação de um revisão completa. Além disso, praticamente só analisaram espécies brasileiras de modo que é possível que mais secções sejam necessárias.

A seguir, vem as seções publicadas por Chiron e Van den Berg, bem como algumas extras propostas por Luer, porém como gêneros ou subgêneros, os quais hoje sabemos estarem inseridos nos clados de Acianthera.

Acianthera secções provisórias[editar | editar código-fonte]

Acianthera sect. Brenesia[editar | editar código-fonte]

  • Acianthera sect. Brenesia, secção provisória ined.
Espécie-tipo: Brenesia costaricencis Schltr., Repert. Spec. Nov. Regni Veg. Beih. 19: 199 (1923).
Etimologia: Em homenagem a Alberto Manuel Brenes y Mora, botânico costarricense.
Sinônimos: Brenesia Schltr., Repert. Spec. Nov. Regni Veg. Beih. 19: 199 (1923).
Histórico[editar | editar código-fonte]
Acianthera johnsonii

Trata-de de secção não descrita, mas que vem aqui para acomodar duas espécies, a primeira descrita originalmente em 1923 por Schlecher, no gênero Brenesia, cujos exatos posicionamentos filogenéticos são incertos mas que hoje sabem-se pertencer a Acianthera. Estiveram classificadas em Pleurothallis e depois novamente no gênero Brenesia então ressucitado.[1]

Diversas outras espécies inicialmente classificadas como Pleurothallis, em 1978 foram subordinadas ao gênero Myoxanthus por Carlyle August Luer. Em 2002, Pridgeon e M.W.Chase, baseando-se no DNA dessas plantas, propuseram a remoção de parte das espécies de Myoxanthus, que então compunham seus subgêneros Silenia e Satyria para um novo gênero Echinosepala. Como mencionamos, em 2004 Carlyle August Luer ressuscitou o antigo gênero Brenesia, subordinando a ele as espécies que Pridgeon e Chase haviam subordinado a Echinosepala, morfologicamente intermediárias de Dresslerella e Myoxanthus além da Pleurothallis costaricensis e Pleurothallis herrerae.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Esta seção provisória é composta por apenas duas pequenas espécies bastante diferentes entre si, da América Central, uma delas endêmica da Guatemala. São plantas que vivem nas florestas nebulosas das montanhas, em altitudes comparativamente elevadas, E formam robustas touceiras rígidas e eretas. Produzem inflorescências com flores internamente recobertas por pintas púrpura e que não se abrem muito. As sépalas são longas e verrucosas, pubescentes no ápice, pétalas pequenas triangulares, labelo côncavo se inteiro e longa coluna clavada.[2]

Espécies[editar | editar código-fonte]
  1. Acianthera herrerae:
  2. Acianthera johnsonii:

Acianthera sect. Aberrantia[editar | editar código-fonte]

  • Acianthera sect. Aberrantia, secção provisória ined.
Espécie-tipo: Pleurothallis aberrans Luer, Selbyana 2: 382 (1978).
Etimologia: Uma referência às diferenças morfológidas que esta espécie apresenta entre todas as outras neste grupo.
Sinônimos: Aberrantia Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 103: 310 (2005).
Pleurothallis subgen. Aberrantia Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 95: 76 (2004).
Histórico[editar | editar código-fonte]

Trata-de de secção não descrita, mas que vem aqui apenas para acomodar uma espécie, descrita originalmente em 1978 por Luer, cujo posicionamento filogenético é incerto, e que já esteve classificada em um subgênero de Pleurothallis criado apenas para ela, o qual depois foi elevado a gênero. Sabe-se que esta espécie está incluída entre os clados de Acianthera.[3]

Espécies[editar | editar código-fonte]
  1. Acianthera aberrans: planta de baixa altitude que vive mas montanhas úmidas do norte dos Andes até a América Central. Trata-se de planta ereta, de caules robustos, com uma folha larga e carnosa e inflorescência curta com poucas flores verdes miudamente pubescente, sépalas estreitas e longas, as laterais concrescidas e a dorsal bem ereta, e pétalas pequenas, lobuladas, calosas e truncadas; labelo verde escuro, com unguículo longo, de ápice redondo, dois calos arredondados no disco; e coluna delicada.[2]

Acianthera sect. Didactylus[editar | editar código-fonte]

  • Acianthera sect. Didactylus, secção provisória ined.
Espécie-tipo: Pleurothallis butcheri L.O.Williams, Fieldiana, Bot. 29: 346 (1961).
Etimologia: do grego dois dedos, em referência as dois rostelos longos que suas flores apresentam.
Sinônimos: Didactylus Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 103: 310 (2005).
Pleurothallis subgen. Didactylus Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 95: 77 (2004).
Histórico[editar | editar código-fonte]

Trata-de de secção não descrita, mas que vem aqui apenas para acomodar quatro espécies cujo posicionamento filogenético é incerto. Luer propôs um subgênero, de Pleurothallis para acomodá-las em 2004, o qual tranformou em gênero em 2005. Sabe-se que estas espécies estão incluídas entre os clados de Acianthera de modo que vem aqui classificadas.[4]

Descrição[editar | editar código-fonte]

São plantas epífitas pendentes que habitam as florestas úmidas de baixas altitudes de Honduras ao Equador. Caracterizam-se por caules delicados pendentes ou eretos com uma longa folha estreita. A inflorescência é fina e longa, com poucas flores esverdeadas de pintas púrpura. Suas flores tem sépalas longamente pubescentes, verrucosas ou glabras, as laterais soldadas, pétalas pequenas e translúcidas glabras ou pubescentes, labelo espesso obscuramente trilobulado com minúsculos lobos laterais eretos e lobo intermediário longo com margens miudamente serrilhadas. O rostelo tem dois lobos laterais curvos e longos.[2]

Espécies[editar | editar código-fonte]
  1. Acianthera butcheri: planta pendente com caules púrpura; sépalas longamente pubescentes e labelo verrucoso.
  2. Acianthera oscitans: planta ereta; sépalas longamente pubescentes e labelo fimbriado.
  3. Pleurothallis paradoxa: planta ereta; sépalas e pétalas glabras. Esta espécie ainda não foi transferida para Acianthera.
  4. Pleurothallis thysana: planta ereta; sépalas glabras e pétalas longamente fimbriadas. Esta espécie ainda não foi transferida para Acianthera.

Acianthera sect. Dondodia[editar | editar código-fonte]

  • Acianthera sect. Dondodia, secção provisória ined.
Espécie-tipo: Cryptophoranthus erosus Garay, J. Arnold Arbor. 50: 462 (1969).
Etimologia: uma homenagem a Donald Dungan Dod, coletor de orquídeas estadunidense.
Sinônimos: Dondodia Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 105: 86 (2006).
Histórico[editar | editar código-fonte]

Trata-de de secção não descrita, mas que vem aqui apenas para acomodar uma espécie da República Dominicana, descrita originalmente em 1969 por Garay, cujo exato posicionamento filogenético é incerto, e que já esteve classificada em um gênero, Dondodia, criado apenas para ela. Sabe-se que esta espécie está incluída entre os clados de Acianthera.[5]

Espécies[editar | editar código-fonte]
  1. Acianthera erosa: planta epífita ereta que não chega a quatro centímetros de altura e forma pequenas touceiras aglomeradas, com flores comparativamente muito grandes, um centímetro de comprimento. Tem caules curtos, com folhas alongadas miudamente denticuladas; inflorescência curta com uma só flor púrpura se abre apenas nas laterais e permanece com os ápices das sépalas colados, como as flores da secção Cryptophorantae mais abaixo. As pétalas são minúsculas e o labelo largo, ovalado e verrucoso com dois calos verrucosos no disco.[2]

Acianthera sect. Ogygia[editar | editar código-fonte]

  • Acianthera sect. Ogygia, secção provisória ined.
Espécie-tipo: Pleurothallis unguicallosa Ames & C.Schweinf., Proc. Biol. Soc. Wash. 43: 195 (1930).
Etimologia: em referência a mitológica Ilha de Ogígia, remota ilha natal de Calipso onde Odisseu ficou preso sete anos, em alusão ao isolamento da ilha em que foi encontrada esta espécie.
Sinônimos: Ogygia Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 105: 252 (2006).
Histórico[editar | editar código-fonte]

Trata-de de secção não descrita, mas que vem aqui apenas para acomodar uma espécie da Ilha Socorro, nas Ilhas Revillagigedo, no Oceano Pacífico, ao sul do México, descrita originalmente em 1930, cujo exato posicionamento filogenético é incerto, e que já esteve classificada em um gênero,Ogygia, criado apenas para ela. Presume-se que esta espécie está incluída entre os clados de Acianthera. Não existe registro de coleta recente desta planta, nem material nos herbários, de modo que todas as informações são baseadas na descrição original de Ames e Schweinfurth. Não há referências de ilustrações.[6]

Espécies[editar | editar código-fonte]
  1. Acianthera unguicallosa: planta pequena epífita de baixa altitude, com caules delicados e folhas coriáceas marcadas de púrpura no verso; curta inflorescência, que nasce de pequena espata, com poucas flores de sépalas estreitas e carenas externas no ápice; labelo simples unguiculado com calo espesso e ápice oval.[2]

Acianthera sect. Unguella[editar | editar código-fonte]

  • Acianthera sect. Unguella, secção provisória ined.
Espécie-tipo: Pleurothallis lepidota L.O.Williams, Ann. Missouri Bot. Gard. 27: 279 (1940).
Etimologia: do grego unguellus, garra, em referência à articulação do labelo com a coluna de suas flores.
Sinônimos: Pleurothallis subgen Unguella Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 95: 80 (2004).
Unguella Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 103: 310 (2005).
Histórico[editar | editar código-fonte]

Trata-de de secção não descrita, mas que vem aqui apenas para acomodar duas espécies da Costa Rica e Panamá, cujo exato posicionamento filogenético é incerto, e que já estiveram classificadas no gênero, Unguella, criado para elas. Sabe-se hoje que estas espécies estão incluídas entre os clados de Acianthera.[7]

Descrição[editar | editar código-fonte]

São plantas arqueadas, pendentes, grandes mas delicadas, alongadas, de flores com sépalas e pétalas glabras e estreitas; coluna e labelo trilobado que se articulam através de prolongamentos extremamente finos de ambos; e coluna semi cilíndrica alada com antera ventral.[2]

Espécies[editar | editar código-fonte]
  1. Acianthera cachensis: folhas estreitas, flores amarelo escuro.
  2. Acianthera lepidota: folhas largas, flores amarelo esverdeado com listas púrpura.

Acianthera sect. Acianthera[editar | editar código-fonte]

Acianthera binotii
Acianthera karlii
Acianthera fockei
Acianthera klotzschiana
Acianthera macropoda
Acianthera maculiglossa
Acianthera marumbyana
Acianthera rostellata
Espécie-tipo: Acianthera recurva (Lindley) Pridgeon & Chase
Descrição[editar | editar código-fonte]

Morfologia vegetativa bastante variável, flores com sépalas laterais soldadas e labelo com dois calos longitudinais no disco e lobos laterais curtos e estreitos que terminam em dois espessamentos em direção ao centro do labelo. A quantidade de espécies é incerta, Chiron e van den Berg estimam que haja entre 80 e 90, cerca de trinta distribuídas pelo Brasil e as restantes em outros países. Podem ser divididas em dois grupos de espécies conforme o tamanho das plantas:

Espécies[editar | editar código-fonte]

Plantas pequenas de crescimento reptante, com menos de quatro centímetros de altura, em sua maioria com folhas paralelas ao substrato:

  1. Acianthera karlii: plantas pequenas, de crescimento reptante, com caules que medem cerca de metade do comprimento das folhas; folhas espessas verde escuro pintadas de púrpura, ovaladas, mais ou menos paralelas ao substrato; inflorescência curta com uma ou duas flores pálidas miudamente pintalgadas de púrpura, que geralmente ficam escondidas sob as folhas, miudamente pubescentes internamente, abertas somente na extremidade; labelo verrucoso púrpura claro.
  2. Acianthera morenoi: planta similar à A. recurva porém com menos flores, mais abertas e largas, inteiramente recobertas de vistosas pintas púrpura. Da Bolívia.
  3. Acianthera pernambucensis: planta pouco conhecida cuja descrição vagamente corresponde à variedade da A. recurvadescrita como A. lilacina por Barbosa Rodrigues, ou possivelmente à A. rostellata. Foi descrita por Rolfe para Pernambuco local onde não há registro de nenhuma das duas.
  4. Acianthera recurva: plantas pequenas, de crescimento reptante, muito variável em tamanho e cor e por isso têm diversos sinônimos. Suas folhas podem ser bem pequenas, muito espessas, e mais ou menos comprimidas sobre o substrato até eretas, comparativamente grandes e menos espessas, com caules curtos e inflorescências com até oito flores aveludadas ou mais glabras, creme, púrpura escuro ou listadas de púrpura; as flores são comparativamente grandes moderadamente abertas deixando entrever o labelo verrucoso. A variação mais comum foi descrita com o nome de A. lilacina. existe ainda uma espécie não descrita, muito similar a esta, cuja diferença está principalmente na morfologia do labelo amplamente conhecida como A. sabinoana.
  5. Acianthera rostellata: planta sempre reptante, com folhas paralelas ao substrato, mais ou menos do porte e aparência daA. recurva, porém com folhas mais acanoadas, mais duras, e levemente cordiformes, com superfície áspera miudamente verrucosa, e inflorescência curta com cerca de três flores creme miudamente pintalgadas de púrpura. A A. enianthera descrita em 2012 é seu sinônimo.

Plantas médias a grandes de crescimento cespitoso, com mais de oito centímetros de altura, em sua maioria com folhas eretas ou pendentes:

  1. Acianthera acuminatipetala: não foi possível obter informações da planta nem inflorescência, flores com unguículo longo como na secção Pleurobotryae, e pétalas espatuladas brevemente acuminadas para um dos lados.
  2. Acianthera alborosea: pelo tipo no Herbário de Harvard e uma exsicata no Rio, é planta com caules finos pouco mais curtos que as folhas, estas bastante estreitas e acuminadas, e inflorescências com quatro a oito flores de labelo verrucoso alongado, obscuramente trilobulado.
  3. Acianthera bicarinata: uma das maiores plantas neste gênero, similar à A. binotii da qual se diferencia pelo labelo mais liso. Caso sejam sinônimos, esta tem preferência de nome. Não há registros de coleta no Brasil.
  4. Acianthera binotii: planta bastante grande, pode atingir sessenta centímetros de altura, similar à A. bicarinata da qual pode ser um sinônimo, aparentemente diferencia-se pelo labelo verrucoso que tem dois espessamentos laterais.
  5. Acianthera ciliata: planta da Amazônia, vagamente similar à A. saurocephala, porém mais variável, com sépala dorsal bem ereta e pétalas profundamente fimbriadas, de flores frequentemente amarelas e mais agudas.
  6. Acianthera cristata: caule do mesmo comprimento da folha, folhas amplas, inflorescência curta com poucas flores levemente translúcidas esverdeadas, com leves riscas púrpura, miudamente pubescentes internamente, pouco abertas.
  7. Acianthera cryptophoranthoides: planta de tamanho médio, com caules aproximadamente do mesmo tamanho das folhas, estas lanceoladas e agudas, verde escuro ou púrpura, facilmente identificável por ser pendente a também por suas três ou quatro flores de cor pálida, manchadas de púrpura externamente tanto na base como no ápice. Suas flores, como as da secção Cryptophoranthae, somente apresentam duas aberturas laterais.
  8. Acianthera fockei: planta de tamanho médio, com caules aproximadamente do mesmo tamanho das folhas, estas lanceoladas e, se em locais claros, de cor púrpura. Inflorescência curta com cerca de três flores multicoloridas, de cores variáveis, onde predominam o verde, alaranjado e ocre. Trata-se de planta facilmente identificável pelas flores de sépalas muito mais compridas que os outros segmentos, espessas, largas e planas na extremidade, conferindo às flores a aparência de moscas pousadas sobre a folha. A porção final do labelo é larga e plana.
  9. Acianthera jacarepaguaensis: trata-se de planta pouco conhecida da qual não há registros de ilustrações, descrita por Barbosa Rodrigues para o Rio de Janeiro. Pela descrição é planta olhas ovaladas e alongadas, inflorescência mais curta que as folhas, com três a seis flores alaranjadas com sépala dorsal eretas laterias côncavas na extremidade e pétalas mucronadas. A descrição é vaga e pode nem pertencer a este grupo no entanto aqui vem classificada por Pabst nas proximidades da A. klotzschiana.
  10. Acianthera klotzschiana: plantas médias a pequenas, eretas, de crescimento cespitoso, robustas, de caules cilíndricos e folhas ovaladas alongadas, de inflorescência curta com até oito flores amarelas, depois alaranjadas, com extremidades e listas suaves púrpura, labelo pequeno de extremidade púrpura e pétalas mucronadas, translúcidas, com pintas minúsculas púrpura na extremidade.
  11. Acianthera macropoda: plantas brande porém bastante variável com flores amarelas ou parcialmente púrpura, com labelo amarelo, esverdeado, alaranjado ou púrpura, semelhante à A. binotii, porém com labelo mais plano e bem mais largo e verrucoso, e caules mais delicados.
  12. Acianthera maculiglossa: ver A. per-dusenii logo abaixo.
  13. Acianthera marumbyana: É planta muito semelhante e do mesmo local que a A. tristis, em cuja descrição lê-se que tem flores tênues e com bainhas glabras.
  14. Acianthera pardipes: Planta de tamanho médio, de morfologia intermediária das A. macropoda e A. klotszchiana.
  15. Acianthera per-dusenii: planta pequena de crescimento reptante a subcespitoso e folhas lanceoladas, com uma ou duas flores de exterior miudamente pubescentes. Pela ilustração de Pabst é similar à A. maculiglossa, sobre à qual o nome tem precedência, no entanto, não foi possível encontrar a descrição original de Hoehne.
  16. Acianthera pubescens: das espécies deste grupo é a de mais ampla distribuição, pois existe em praticamente todos os países da América Latina. Trata-se de espécie muito variável e que tem diversos sinônimos alguns deles possivelmente, como a A. smithiana e a A. janeirensis, meritórios de serem espécies por sua morfologia cuja diferença é maior do que seria de se considerar dentro da variabilidade normal de uma espécie. São plantas de tamanho médio, com caules aproximadamente do mesmo tamanho das folhas, estas lanceoladas de tons verdes variáveis, ou pintalgadas, ou inteiramente púrpura; inflorescência curta com cerca de oito flores multicoloridas, de cores variáveis, onde predominam os tons de púrpura, em pintas, manchas e listas, normalmente sobre fundo verde ou branco.
  17. Acianthera rodriguesii: planta pequena a média, vagamente semelhante à morfologia vegetativa da Acianthera exarticulata porém com três a seis flores típicas para esta secção, amareladas ou purpúreas, semelhantes às da A. tristis, em inflorescência bem mais curta que as folhas.
  18. Acianthera saurocephala: planta grande e robusta, com ramicaules cilíndricos do mesmo comprimento ou muito mais longos que as folhas; folhas grandes e espessas, e espata grande, co, inflorescência longa com muitas flores púrpura escuro, quase pretas, externamente pubescentes e intermamente verrucosas, espaçadas, que quase não se abrem e assemelham-se a cabeça de um lagarto, de onde vem o nome da espécie. Existem uma variedades de plantas maiores caules mais longos e folhas mais curtas, de flores amarelas ou verdes.
  19. Acianthera smithiana: espécie descrita por Lindley, atualmente considerada sinônimo de A. pubescens por alguns taxonomistas. Trata-se de planta de porte similar ao da citada, mas com inflorescência mais curta e aglomerada, com menos flores de labelo de outro formato com calos bastante diferentes.
  20. Acianthera strupifolia: planta pendente grande e robusta, com ramicaules cilíndricos do mesmo comprimento ou mais curtos que as folhas; folhas grandes e espessas, alongadas, verde escuro ou arroxeadas, espata grande com até quatro inflorescências por folha; inflorescência longa, porém bem mais curta que a folha, com muitas flores púrpura claro, de sépalas internamente brancas e bem abertas, que se destacam. Trata-se de uma das espécies mais vistosas entre as Pleurothallidinae do Brasil.
  21. Acianthera tikalensis: planta da afinidade da A. strupifolia, da qual diferencia-se por suas e folhas mais largas e flores mais largas e agudas, com sépala dorsal escura, listada de púrpura, e laterais levemente amareladas. Da América Central.
  22. Acianthera tristis: É planta planta de tamanho médio a grande, de crescimento cespitoso, da afinidade da A. macropoda porém menor, com caules mais finos, com menos flores, as quais medem metade do tamanho, de cores escuras.

Acianthera sect. Arthrosia[editar | editar código-fonte]

Acianthera caldensis
Acianthera auriculata
Acianthera freyi
Acianthera muscosa
  • Acianthera sect. Arthrosia (Luer) Chiron & Van den Berg—Richardiana 12(2): 67. (2012)
Espécie-tipo: Acianthera auriculata (Lindley) Pridgeon & Chase
Etimologia: O nome vem do grego arthron, em referência à articulação do labelo com a coluna de suas flores.
Sinônimos: Pleurothallis subgen. Arthrosia Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 20: 34. (1986).
Arthrosia Luer Monographs in Syst. Bot.. Missouri Bot. Garden 105: 248 (2006).
Habitat[editar | editar código-fonte]

São onze pequenas espécies epífitas de crescimento cespitoso, raro reptantes, todas brasileiras, que ocorrem principalmente nas regiões sudeste e sul, em florestas mais úmidas e não muito abertas. Algumas espécies apresentam dispersão mais ampla por diversos países da América do Sul.

Descrição[editar | editar código-fonte]

As espécies deste gênero se diferenciam de Acianthera por apresentarem a articulação do labelo com a coluna formada por um longo espessamento ou calo transversal na base do labelo através do qual se articula com uma concavidade existente na extremidade do pé da coluna que encaixa perfeitamente neste.

Seu ramicaule é longo ou muito longo, de seção redonda, levemente comprimida, não raro de secção triangular acima da metade, portando apenas uma folha coriácea, séssil, geralmente algo lanceolada. Apresenta de uma a várias inflorescências simultâneas, nutantes ou seja inicialmente eretas depois pendentes, ou inflorescência arqueada, com pequenas flores juntas ou pouco espaçadas, que abrem em sequência ou ao mesmo tempo. As flores em regra não se abrem muito, apresentam as sépalas laterais concrescidas em sinsépala, com pétalas menores ou muito menores que as sépalas e mais lanceoladas ou levemente acuminadas, o labelo, além da citada articulação com o pé da coluna costuma ser levemente ou manifestamente trilobado, então com os lobos laterais erquidos. A coluna é alongada, com ápice de margens denteadas ou serrilhadas que parcialmente cobrem a antera.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Estas espécies, primeiro separadas neste grupo por Pabst, foram subordinadas ao subgênero Arthrosia de Pleurothallis por Luer em 1986. Luer em 2004 transferiu-as para Specklinia, e em 2006 para Arthrosia. Em sua publicação sobre a filogenia de Pleurothallidinae, M.W.Chase et al. classificaram inicialmente essas espécies sob Stelis e depois transferiram todas para Acianthera. Há controvérsias ainda sobre a aceitação de duas outras espécies hoje consideradas sinônimos da muito variável Arthrosia floribunda, são elas a Pleurothallis longicaullis e a Pleurothallis capillaris.

Espécies[editar | editar código-fonte]

As espécies podem ser divididas facilmente pelo tamanho: grande, com mais de 15 centímetros; pequena, com menos de 4 cm; ou média, entre as duas; pela cor das flores. as primeiras quatro são bastante variáveis e difíceis de separar,as demais, bastante fáceis:

  1. Acianthera auriculata: planta grande; flores de cores diversas; de inteiramente verdes a inteiramente púrpura ou multicoloridas;
  2. Acianthera capillaris: planta grande; flores de cores diversas, de inteiramente verdes a multicoloridas;
  3. Acianthera freyi: planta grande; flores multicoloridas;
  4. Acianthera sulphurea: planta grande; flores creme-verdes pálidas; labelo trilobulado; pétalas largas e ovaladas bem menores que as sépalas.
  5. Acianthera wawraeana: planta grande de flores creme-verdes pálidas, labelo trilobulado; pétalas largas e acuminadas do mesmo tamanho das sépalas.
  6. Acianthera montana: planta grande; flores creme-verdes pálidas; labelo creme e púrpura de sépalas grandes e alongadas; pétalas bem menores.
  7. Acianthera gracilis: planta grande de flores creme-verdes pálidas; labelo obscuramente trilobulado.
  8. Acianthera malachantha: planta grande; flores creme-verdes pálidas; labelo inteiro panduriforme; pétalas ovaladas
  9. Acianthera purpureoviolacea: planta grande; flores púrpura arredondadas, delicadas e pendentes.
  10. Acianthera hygrophila: planta de tamanho médio; folhas estreitas e bem menores que a a A. barbacenenis que é uma variedade de folhas mais planas, bem maiores e mais largas; as flores de ambas são praticamente iguais, creme ou levemente esverdeadas. Muitos consideram as duas sinônimos mas é fácil separá-las pelo aspecto vegetativo. Não há referências de intermediários.
  11. Acianthera muscosa: planta de tamanho médio; flores creme, viradas para baixo, com três listas púrpura no labelo.
  12. Acianthera caldensis: planta pequena; única com flores verdes.
  13. Acianthera duartei: planta pequena; flores creme; flores longas e estreitas.
  14. Acianthera myrticola: planta minúscula; muitas flores creme em inflorescência bem ereta.
  15. Acianthera heliconiscapa: planta grande de flores com labelo que tem duas grandes antenas laterais no istmo próximo da base. É possível que pertença a outra secção.

Acianthera sect. Crinitae[editar | editar código-fonte]

Acianthera crinita
Acianthera hystrix
  • Acianthera section Crinitae Chiron & Van den Berg—Richardiana 12(2): 68. (2012)
Espécie-tipo: Pleurothallis crinita Barb. Rodr., Genera et Species Orchidearum Novarum 1:16 (1877)
Etimologia: do latim crinitus, cabeludo, em referência ao exterior da flor.
Descrição[editar | editar código-fonte]

São plantas muito pequenas, de hábito reptante, com folhas carnosas alternadas, mais ou menos comprimidas sobre o substrato, inflorescência curta com flores pubescentes externamente que normalmente ficam escondidas pelas folhas. São apenas duas espécies cuja ocorrência está registrada apenas para o Brasil, uma também na Bolívia. Pela sua morfologia bastante diferente das demais, e mesmo entre si, já estiveram classificadas em diversos agrupamentos diferentes de Pleurothallis antes que a genética molecular descobrisse sua classificação correta.

Espécies[editar | editar código-fonte]
  1. Acianthera crinita: Planta de folhas mais delicadas, de pequenas a bastante grandes, pintalgadas de púrpura e muito variáveis no tamanho e disposição, normalmente semi eretas, com pequenos espessamentos arredondados ocasionais, como calosidades foliares, pintalgadas de verde mais escuro ou púrpura pelo anverso e pintalgadas ou manchadas de púrpura no verso; e inflorescência com muitas flores verdes pintadas de púrpura, longamente pubescentes e mais ou menos abertas; labelo verrucoso e coluna amarela.
  2. Acianthera hystrix: Planta de folhas mais robustas, menores, mais comprimidas sobre o substrato, muitas vezes escondendo as flores. Inflorescência com uma ou duas flores creme, pouco abertas, pintalgadas de púrpura com pelos curtos externamente e labelo verrucoso. Pro sua morfologia aberrante, Luer propôs sua classificação no gênero Apoda-prorepentia mas sabe-se hoje que está inserida em meio às Acianthera.

Acianthera sect. Cryptophoranthae[editar | editar código-fonte]

  • Acianthera sect. Cryptophoranthae (Luer) Chiron & Van den Berg—Richardiana 12(2): 68. (2012)
Espécie-tipo: Pleurothallis fenestrata Barbosa Rodrigues.
Sinônimos:Pleurothallis sect. Cryptophoranthae Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard 20: 16. 1986.
Cryptophoranthus Barb.Rodr., Gen. Spec. Orchid. 2: 79 (1881).
Etimologia: O nome vem do grego e significa flores escondidas, é uma referência tanto à curta inflorescência, como ao curto ramicaule destas espécies, que acabam por esconder suas flores.
Acianthera minima:folhas
Acianthera jordanensis
Acianthera breviflora
Distribuição[editar | editar código-fonte]

Compreende cerca de sete espécies miniaturas que existem no sudoeste e sul do Brasil e Norte da Argentina. Epífitas, em florestas sombrias saturadas de umidade.

Descrição[editar | editar código-fonte]

São plantas cujas flores apresentam as sépalas coladas tanto na base como no ápice, formando duas janelas laterais por onde entram os insetos polinizadores. Podem apresentar crescimento cespitoso ou reptantes; tem caule de secção redonda ou levemente achatada, com bainhas glabras e muito curto. As folhas são mais ou menos carnosas, variando de pouco mais de um centímetro até cerca de vinte centímetros de comprimento. A inflorescência é curta, próxima às raízes da planta, ou quando longa é flácida e permanece em contato com o substrato, acabando também meio escondida pelas folhas. As flores quase sempre são escuras, purpúreas ou esverdeadas, em regra pubescentes externamente. As sépalas podem possuir carenas mas estas não são excessivamente salientes, são obovadas ou espatuladas e encontram-se unidas na base e também mais ou menos coladas ou aderidas no ápice. O labelo costuma ser triangular, livre da coluna, e algumas vezes articulado a esta.

Em 2012, foi acrescentada mais uma espécies a esta secção, a Acianthera spilanta que na realidade não se conforma com as descrição das anteriores pois suas flores não tem as extremidades coladas. Normalmente é autogâmica de modo que suas flores nem chegam a abrir. Seu ovário é muito pubescente e seu ramicaule é mais longo que o das outras espécies deste grupo, como tem inflorescência curta, as flores ficam longe do substrato. Trata-se de um sinônimo da A. breviflora.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O gênero Cryptophoranthus foi proposto por Barbosa Rodrigues em Genera et Species Orchidearum Novarum 2: 79, em 1881, baseando sua descrição em duas espécies anteriormente descritas por ele mesmo então classificadas sob o gênero Pleurothallis. Em 1939, o Cryptophoranthus fenestratus (Barb. Rodr.) Barb. Rodr. foi designado seu lectótipo.

Em 1982, Carl Luer separou deste gênero cerca de metade de suas espécies, subordinando-as a novos gêneros, Zootrophion e Ophidion. Foram segregadas aquelas cujo ramicaule é longo, portanto devemos adicionar à descrição original de Cryptophoranthus o fato de possuírem ramicaules tão curtos que dão a impressão de que nem existem.

As espécies do Caribe e América Central encontram-se hoje classificadas sob outros gêneros. Recentemente Luer propôs o gênero monotípico Tribulago para o Cryptophoranthus tribuloides.

Há diversos sinônimos das espécies citadas pois as descrições originais deixam alguma margem a dúvidas, mesmo porque algumas espécies são bastante variáveis. Até 2012 não havia sido publicada uma revisão desse grupo demonstrando a correta delimitação das espécies.

Espécies[editar | editar código-fonte]
  1. Acianthera breviflora: espécie de caule mais longo e rígido com folhas ovais espessas. Frequentemente autogâmica.
  2. Acianthera cryptantha: espécie de crescimento reptante com folhas mais ou menos eretas ou ocasionalmente coladas ao substrato, alongadas na base.
  3. Acianthera fenestrata: de crescimento cespitoso, planta de folhas ovaladas grandes e espessas com muitas flores alaranjadas aglomeradas.
  4. Acianthera jordanensis: de crescimento cespitoso, espécie intermediária entre a A. fenestrata e a A. langeana.
  5. Acianthera langeana: de crescimento cespitoso, planta de folhas alongadas e delicadas, poucas inflorescências com flores mais esparsas e maiores que as das outras espécies.
  6. Acianthera minima: espécie de crescimento reptante com folhas espessas, coladas ao substrato, curtas na base dando a impressão de serem redondas. Planta e flores bem menores que as da A. cryptantha.
  7. Cryptophoranthus minutus: espécie não esclarecida. Pela descrição pode ser igual a A. minima, é necessário ver o tipo para saber com certeza.
  8. Acianthera punctatiflora : de crescimento cespitoso, planta de folhas mais estreitas delicadas e longas com flores bastante aglomeradas e escuras.
  9. Acianthera spilantha: sinônimo da A. breviflora.

Acianthera sect. Pleurobotryae[editar | editar código-fonte]

Distribuição da sect. Pleurobotryae.
Pleurobotryum mantiquyranum
Planta florida onde se podem ver as folhas cilíndricas que esta espécie apresenta.
  • Acianthera sect. Pleurobotryae Chiron & Van den Berg—Richardiana 12(2): 68. (2012)
Espécie-tipo: Acianthera atropurpurea (Barbosa Rodrigues) Chiron
Sinônimos: Pleurothallis sect. Pleurobotryum (Barb.Rodr.) Cogn. [8] .
Pleurothallis subg. Pleurobotryum (Barb.Rodr.) Luer [9] .
Pleurobotryum Barb.Rodr, Genera et Species Orchidearum Novarum 1: p. 20-21. (1877).
Etimologia: O nome vem do grego pleurobotrys, que é uma referência à inflorescência do Pleurobotryum atropurpureum na qual as flores encontram-se dispostas paralelas de modo que vagamente lembram uma costela.[10]

O gênero Pleurobotryum foi proposto por João Barbosa Rodrigues em 1877[10] . São atribuídas cerca de dez espécies a este gênero, habitando principalmente as matas secas do sudeste e sul brasileiros, em locais moderadamente sombreados. São espécies razoavelmente fáceis de cultivar, florescem no final do inverno ou início daprimavera, com uma espécie florescendo no início do outono. Suas flores duram cerca de dez dias mas em algumas espécies abrem em sucessão por mais de um mês.

São plantas interessantes pois a maioria apresenta folhas cilíndricas, eretas ou pendentes, geralmente com flores pequenas e de cores bastante discretas mas muito esquisitas que fascinam àqueles orquidófilos interessados em espécies pequenas. A característica distintiva deste gênero está no labelo de suas flores que apresenta um longo istmo ligando sua larga extremidade à coluna.[10]

Por suas características morfológicas, são prontamente reconhecidas pelos orquidófilos como plantas pertencentes à subtriboPleurothallidinae. Por esta razão, e por ignorarem a multiplicidade de gêneros em que se dividem as mais de quatro mil espécies de Pleurothallidinae, de modo geral, são tratadas popularmente como Pleurothallis, gênero ao qual suas espécies já estiveram subordinadas.[11]

Os Pleurobotryum podem ser considerados plantas pequenas, no entanto, entre as Pleurothallidinae, são plantas de tamanho intermediário, uma vez que há muitos outros gêneros de espécies minúsculas, ao lado dos quais os Pleurobotryum parecem verdadeiros gigantes.

Das espécies atribuídas a Pleurobotryum, até 2008, somente cinco podem ser claramente determinadas. Duas espécies são amplamente conhecidas em todo o mundo, duas são pouco comuns e uma bastante rara.[12] As três restantes não estão esclarecidas e é possível que sejam sinônimos das espécies reconhecidas.

Distribuição[editar | editar código-fonte]
Ficheiro:Colinas em Campos do Jordão, São Paulo, Brasil.jpg
Matas de Campos do Jordão em São Paulo: Exemplo típico do ambiente habitado pela maioria das espécies de Pleurobotryum.

Há registros da dispersão das espécies de Pleurobotryum desde o sul da Bahia, Brasil, até o nordeste da Argentina.[13] Normalmente vivendo em matas abertas, em regra epífitas, raramente rupícolas em rochas abrigadas do sol direto, mas encontradas sempre em locais onde recebem bastante luz, em matas abertas e mais ou menos secas e em florestas dearaucárias, geralmente em locais onde a temperatura é moderada, em altitudes que variam entre 500 e 2.000 metros. O centro de irradiação deste gênero é a Serra da Mantiqueira na região de Poços de Caldas, em Minas Gerais, onde três das espécies são encontradas; um centro de dispersão secundário são as matas de araucárias paranaenses e do norte de Santa Catarina, onde quatro espécies também existem.[14] Apesar de haver registro para a região argentina de Misiones, um levantamento das espécies de orquídeas existentes no Parque Nacional Iguazú, em 2001, não encontrou ali qualquer espécie.[15]

O Pleurobotryum mantiquyranum é a espécie mais comum, encontrada no sul e sudeste do Brasil ao longo dos contrafortes ocidentais da Serra do Mar e por toda a Serra da Mantiqueira; o P. crepinianum e o P. atropurpureum também não são raros nessa região. O Pleurobotryum unguiculatum é uma planta bastante rara existente em locais mais quentes e de menor altitude em Minas Gerais e São Paulo. O Pleurobotryum hatschbacchii é mais freqüente nos estados do sul do Brasil. As três primeiras são habitualmente vistas em exposições de orquídeas, o Pleurobotryum hatchbacchii raramente é exposto e o Pleurobotryum unguiculatum nunca foi visto nestes certames.[12]

Descrição[editar | editar código-fonte]
Pleurobotryum atropurpureum: Cogniaux publicou no Flora Brasiliensis uma reprodução da ilustração original de Barbosa Rodrigues onde se vê o istmo presente do labelo das flores.

Por sua morfologia estas espécies podem ser facilmente reconhecidas. A principal característica apresenta-se no labelo das flores de todas as espécies, que se encontra ligado à coluna por um longo e estreito pescoço, chamado istmo ou unguículo.[14]

São plantas que medem entre oito e quarenta centímetros de comprimento, epífitas, ocasionalmente rupícolas, de crescimento cespitoso ou subcespitoso e desordenado, sem pseudobulbos, com caule secundário de secção circular, geralmente alongado e bastante delgado mas levemente espessado na extremidade, unifoliado, ereto ou pendente cujas folhas em regra são teretiformes, ou seja, apresentam secção cilíndrica, ou são bastante comprimidas lateralmente, em uma espécie aplanada, carnosas, mais curtas que o caule, sempre alongadas com extremidade aguda.[14]

A inflorescência, racemosa, brota de minúscula espata na extremidade do ramicaule junto à base da folha, comportando de quatro a vinte flores que abrem em rápida ou lenta sucessão. As sépalas de suas flores são carnosas, as laterais quase totalmente soldadas, a sépala dorsal, excetuada uma espécie, é livre, as pétalas são muito pequenas em comparação com as sépalas, e o labelo é móvel, articulado com a base do labelo, oblongo espatulado apresentando um par de calos e longo unguículo. A coluna forma pé na base, é pequena, pouco curvada, em formato de clava, pubescente, com estigma ventral e clinândrio de margem denticulada. A antera é glabra, unilocular, parcialmente recoberta pela extremidade da coluna. Duas polínias piriformes lateralmente comprimidas.[14]

Como em outras espécies de Pleurothallidinae, as quais não apresentam pseudobulbos, suas folhas aparentemente espessaram e tornaram-se suculentas durante o processo evolutivo para acumular e aumentar as reservas de água da planta, podendo, assim, enfrentar maior exposição ao sol sem desidratar. Também como a maioria das Pleurothallidinae, florescem novamente em ramicaules dos anos anteriores.[14]

Acianthera atropurpures
Espécie de crescimento desordenado.
Acianthera octophrys
Em suas flores existem duas manchas que claramente identificam esta espécie.
Acianthera crepiniana
Esta espécie apresenta folhas em formato de cimitarra.
Histórico[editar | editar código-fonte]

Quando vivia em Poços de Caldas, João Barbosa Rodrigues encontrou em árvores dispersas pelas áreas rochosas das montanhas que circundam esta cidade, uma espécie de Pleurothallidinae diferente de todas as outras que conhecia. Afirma, ao propor o gênero Pleurobotryum, que apresentam grande afinidade com o que na época entendia-se como Pleurothallis, tanto pelo número, como pela posição das polínias, mas que distinguem-se facilmente deste gênero pelas flores com labelo de articulação móvel ao modo de Bulbophyllum, e que o hábito das plantas é muito diferente.[10]

Em 1881, Barbosa Rodrigues descreveu o Pleurobotryum mantiquyranum, surpreendentemente classificando-o no gênero Pleurothallis.[16]

Em 1896, Célestin Alfred Cogniaux, botânico belga encarregado de escrever os volumes referentes à Orchidaceae da série Flora Brasiliensis, produzida na Alemanha entre 1840 e 1906 pelos editores Carl Friedrich Philipp von Martius, August Wilhelm Eichler e Ignatz Urban, reduziu o gênero Pleurobotryum a uma secção de Pleurothallis e, como o nome Pleurothallis atropurpurea, já era ocupado por uma espécie muito comum mas completamente diferente descrita por John Lindley em 1842, hoje conhecida como Zootrophion atropurpureum, classificou-a como Pleurothallis teretifolia, em referência às suas folhas cilíndricas. Mais adiante na mesma obra descreveu a Pleurothallis crepiniana. Sem dar-se conta da semelhança que havia com o Pleurobotryum atropurpureum atribuiu-a a secção diferente.[8]

Em 1908, Friedrich Wilhelm Ludwig Kraenzlin, descreveu a Pleurothallis subulifolia,[17] , en cuja descricção verifica-se ser um sinônimo da Acainthera mantiquyrana, e em 1921, descreveu aPleurothallis albopurpurea,[18] sinônimo da Acianthera crepiniana.

Em 1918, Friedrich Richard Rudolf Schlechter descreveu a Pleurothallis rhabdosepala,[19] outro sinônimo da Acianthera mantiquyrana, e em 1826, a Pleurothallis hatschbachii.[20] A maior parte dos espécimes em que Schlechter baseou-se para publicar suas novas descriçãoes foi destruída durante o bombardeio dos Aliados em Berlim no final da Segunda Guerra Mundial, o que frequentemente dificulta a determinação dessas espécies.

Em 1929, Frederico Carlos Hoehne descreveu a Pleurothallis unguiculata.[21] Anos depois, em 1936, trabalhando nos esboços de sua futura série Flora Brasílica, acreditando que espécies com labelo apresentando tão longo unguículo deveriam estar subordinadas a um gênero próprio, publicou um artigo restabelecendo o gênero Pleurobotryum, na ocasião revisando as espécies e fazendo as cinco novas combinações necessárias dos nomes publicados anteriormente.[14] Aparentemente o Pleurobotryum unguiculatum descrito por Hoehne é um sinônimo da Pleurothallis octophrys[13] descrita por Heinrich Gustav Reichenbach em 1876, caso que faria desta a primeira espécie deste gênero a ser descrita.[22]

Em 1952, Guido Frederico João Pabst e Leslie Andrew Garay, botânico estadunidense, adicionaram à lista de Hoehne uma nova combinação, o Pleurobotryum albopurpureum, antes descrito por Kraenzlin no gênero Pleurothallis.[23] Foi em 1975 que Pabst acrescentou a Pleurobotryum essa espécie descrita por Kraenzlin.[24]

Em 1978, Carlyle August Luer, que desde então dedica-se apenas a estudar as espécies da subtribo Pleurothallidinae, publicou sua proposta sistemática inicial na qual dividia Pleurothallis em diversos subgêneros, seções e subseções, algumas destas similares às publicadas por Pabst & Dungs no Orchidaceae Brasilienses. Em 1986, propôs que este gênero fosse reduzido a um subgênero de Pleurothallis.[25] Desde então, Luer vem publicando detalhamento sobre muitos desses grupos. Desde 2004 vem elevando à categoria de gênero todos os subgêneros criados por ele nestes anos todos, bem como restabelecendo todos aqueles que havia subordinado a gêneros existentes.[26] Até 2008 nenhum trabalho extensivo sobre as Pleurothallidinae brasileiras foi publicado por Luer sendo um dos grupos que faltam em sua série de volumes denominados Icones Pleurothallidinarum.

Em 2012 Chiron e van den Berg, baseando-se em genética molecular, reduziram o gênero Pleurobotryum a uma secção de Acianthera.

Espécies[editar | editar código-fonte]
Pleurobotryum mantiquyranum
Pleurobotryum hatschbachii
Pleurobotryum atropurpureum

São seis espécies bem esclarecidas, identificáveis com facilidade pois são bastante diferentes entre si:

  1. Acianthera antennata: trata-se de um sinônimo da A. gracilisepala mais abaixo.
  2. Acianthera atropurpurea: também conhecido como Pleurothallis fenestrata, tem folhas cilíndricas arroxeadas espessas e longas, e flores purpúreas muito escuras, que quase não se abrem e são, pelo menos, duas vezes maiores que as outras medindo mais de dois centímetros de comprimento. Apesar das flores maiores e devido à sua cor escura, não é tão vistosa. Atrai a todos os colecionadores de orquídeas pequenas pelo formato estranho e pela maneira que as flores encontram-se dispostas na inflorescência, dando a impressão de terem sido arrumadas para ficarem todas paralelas.
  3. Acianthera crepiniana: suas folhas são bastante curiosas, em formato de cimitarra, e tem uma variedade alba, cujas flores são verdes em vez de rosa ou púrpura.
  4. Acianthera gracilisepala: espécie cujo posicionamento no clado foi bastante surpreendente. Seu caule delicado brota ereto mas logo curva-se com o peso da folhas lanceoladas bastante espessas. A sépala dorsal é muito mais longa que os segmentos restantes da flor. Pela morfologia vegetativa aparenta-se mais com as plantas da subsecção Pectinatae.
  5. Acianthera hatschbachii: trata-se de espécie vegetativamente variável, de caule e folhas curtos ou longos, com folhas cilíndricas pendentes, mais frequentemente encontrada no Paraná. Suas flores são pintadas e acuminadas. Abrem-se quase todas ao mesmo tempo, em rápida sucessão.
  6. Acianthera mantiquyrana: é a espécie menor, pouco passando dos oito centímetros de altura, mas é também a mais vistosa pois floresce em abundância. Suas folhas são bem eretas e cilíndricas e as flores amarelas.
  7. Acianthera octophrys: é a única com folhas aplanadas, acanoadas e pontiagudas. Seu caule apresenta pelos híspidos e chega a atingir 30 centímetros de comprimento e as flores lembram as do P. crepinianum, mas são imediatamente discerníveis por apresentarem duas pintas simétricas na extremidade do labelo.

Acianthera sect. Sarracenella[editar | editar código-fonte]

  • Acianthera sect. Sarracenella (Luer) Chiron & Van den Berg—Richardiana 12(2): 69. (2012).
Espécie-tipo: Physosiphon pubescens Barb.Rodr.
Sinônimos:Sarracenella Luer, Selbyana 5: 388. (1981).
Geocalpa Brieger, Die Orchidee 440. (1975). nom. inval.
Pleurothallis subg. Sarracenella (Luer) Luer, Monogr. Syst. Bot. Missouri Bot. Gard. 20: 73. (1986).
Etimologia[editar | editar código-fonte]
Acianthera bragae

O nome é uma referência a semelhança de suas flores tubulares às de um gênero chamado Sarracenia que pertence a outra família.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Sarracenella é formado por apenas duas espécies brasileiras bastante pequenas, mais freqüentemente encontradas nas regiões sudeste e sul. São espécies epífitas reptantes, de rizoma mais ou menos curto e folhas algo espaçadas, eretas, muito carnosas quase teretes, sobre ramicaule curtissimo. A curta inflorescência brota da base das folhas, em regra com duas flores purpúreas, muito grandes em comparação à planta, dispostas em posição simétrica, mais ou menos eretas, uma de frente para a outra. As flores são formadas por grandes sépalas concrescidas quase até a extremidade, formando uma espécie de tubo curvado então abertas e acuminadas. Os outros segmentos permanecem totalmente escondidos. As pétalas são estreitas e pequenas e o labelo papiloso, trilobado, com os lobos laterais levantados. A coluna é alongada e apresenta antera ventral com duas polínias.

Histórico[editar | editar código-fonte]
Acianthera asaroides

O gênero Sarracenella foi proposto por Luer em Selbyana 5: 388, em 1981, com base no Physosiphon pubescens, originalmente descrito por Barbosa Rodrigues. Em 1986, Carl Luer subordinou este gênero a Pleurothallis, do qual tornou-se então um subgênero.

Espécies[editar | editar código-fonte]
  1. Acianthera bragae (Barb.Rodr.) F.Barros, (2003). Esta espécie está bem esclarecida. Trata-se de planta que não ultrapassa os dois centímetros de altura com flores curvadas que quase não se abrem, formam uma espécies de tubo e vagamente lembram um caracol. Normalmente são duas por inflorescência, uma de frente para a outra. Variam de creme, mais raras, até púrpura escuro.
  2. Acianthera asaroides (Kraenzl.) Pridgeon & M.W.Chase, (2001). Esta espécie não está bem esclarecida e pode ser sinônimo da anterior. De qualquer forma, existe outra espécie, muito mais robusta que a A. bragae, Cujas folhas são maiores, mais espessas, mais aglomeradas e mais angulares, com flores que medem pelo menos o dobro do comprimento e quase não se curvam. No caso da A. asaroides ser um sinônimo, então esta seria uma espécie nova.

Acianthera sect. Sicariae[editar | editar código-fonte]

  • Acianthera sect. Sicariae (Lindl.) Chiron & Van den Berg, Richardiana 12(2): 69. (2012)
Espécie-tipo: Pleurothallis sicaria Lindley, Edwards's Bot. Reg. 27(Misc.): 91 (1841).
Etimologia: do latim sicarius, em referência ao formato do ramicaule.
Descrição[editar | editar código-fonte]

Plantas médias a grandes, ramicaules aproximadamente do mesmo comprimento que as folhas, estas largas, rígidas, inflorescências curtas a muito curtas. esta secção está dividida em três subsecções:

Acianthera subsect. Sicariae[editar | editar código-fonte]

  • Pleurothallis subgen. Acianthera subsect. Sicariae (Lindl.) Chiron & Van den Berg, Richardiana 12(2): 70 (69). (2012)
Espécie-tipo: Pleurothallis sicaria Lindley, Edwards's Bot. Reg. 27(Misc.): 91 (1841).
Sinônimos: Pleurothallis subgen Acianthera sect. Sicariae Lindl.
Descrição[editar | editar código-fonte]

Ramicaule igual ou mais longo que as folhas, com a secção superior triangular, inflorescência subséssil com poucas ou muitas flores, segmentos florais frequentemente espessos, ou levemente pubescentes ou papilosos. Cerca de seis espécies no Brasil e quarenta em outros países.

Espécies[editar | editar código-fonte]

Plantas de ramicaule de secção triangular, mais largos junto a folha que na base, folha de formato aproximadamente em continuidade ao do ramicaule. Podemos separar em dois grupos:

Acianthera aphthosa
Acianthera foetens
Acianthera magalhanesii
Acianthera oligantha
Acianthera wageneriana

Plantas pouco fibrosas, mais ou menos suculentas e facilmente quebradiças, com ramicaule claramente alado cuja folha parece uma continuação do ramicaule, ou seja a o fim do ramicaule e começo da folhas não ficam claramente visíveis:

  1. Acianthera aechme: flores de pétalas espatuladas cujo labelo tem lobos laterais largos, baixos, obtusos e coluna sem lobos apicais largos e arredondados.
  2. Acianthera circumplexa: flores cujo labelo tem lobos laterais baixos, sem calo fendido ou carenas bem demarcadas, sépalas pubescentes sem centro miudamente papiloso, de ápice redondo, e pétalas denticuladas.
  3. Acianthera decurrens: flores cujo labelo tem lobos laterais na porção distal, obtusos, com um calo fendido, sépalas não apiculadas e pétalas longamente apiculadas.
  4. Acianthera lamia: flores cujo labelo tem lobos laterais na porção distal, obtusos, no disco com um par de carenas altas bem demarcadas, sépalas não apiculadas e pétalas não longamente fimbriadas.
  5. Acianthera madisonii: flores cujo labelo tem lobos laterais na porção anterior obtusos, sépalas não apiculadas e pétalas não longamente fimbriadas.
  6. Acianthera melanoglossa: flores cujo labelo tem lobos laterais agudos e lobo intermediário de ápice verrucoso e disco fendido, com pétalas agudas.
  7. Acianthera pantasmi: folha bem mais curta que o ramicaule, com flores cujo labelo tem lobos laterais obtusos e coluna com lobos apicais largos e arredondados.
  8. Acianthera pantasmoides: flores cujo labelo tem lobos laterais baixos, sem calo fendido ou carenas bem demarcadas, sépalas pubescentes com centro miudamente papiloso de ápice redondo e pétalas pouco laceradas.
  9. Acianthera prognatha: flores cujo labelo tem lobos laterais obtusos, sépalas apiculadas e pétalas longamente fimbriadas.
  10. Acianthera rodrigoi: flores cujo labelo tem lobos laterais bastante agudos.
  11. Acianthera sicaria: flores cujo labelo tem lobos laterais agudos e lobo intermediário de ápice liso.
  12. Acianthera sicariopsis: flores cujo labelo tem lobos laterais agudos e lobo intermediário de ápice verrucoso e disco sem divisões, com pétalas longamente apiculadas.
  13. Acianthera sicula: flores de pétalas elípticas cujo labelo tem lobos laterais arredondados, eretos, obtusos e coluna sem lobos apicais largos e arredondados.
  14. Acianthera wyvern: flores cujo labelo tem lobos laterais na porção distal, eretos, altos, obtusos, sem calo fendido ou carenas bem demarcadas, sépalas e pétalas não longamente apiculadas.

Plantas mais fibrosas e resistentes, com ramicaule canaliculado, com asas estreitas, pouco comprimido no ápice, cuja folha não parece uma continuação do ramicaule, ou seja, a ligação entre os dois é clara:

  1. Acianthera aphthosa: sépalas de interior liso; folha de base cuneada; labelo de margens convexas, espessas e obtusas com par de calos espessos; e sépalas apiculadas. Flores de cores mauito variáveis e frequentemente escuras.
  2. Acianthera cerberus: sépalas de interior liso; folha de base cuneada; labelo de margens convexas e lobos laterais próximos da base, eretos e denticulados.
  3. Acianthera chrysantha: sépalas de interior verrucoso; sépalas e pétalas obtusas.
  4. Acianthera consatae: sépalas de interior liso; folha de base acuminada.
  5. Acianthera discophylla: Planta de caule longo e delicado, com folhas semi-orbiculares e flores amarelas do labelo inteiro e redondo com istmo basal.
  6. Acianthera ellipsophylla: sépalas de interior verrucoso; sépalas e pétalas agudas.
  7. Acianthera foetens: similar à A. aphthosa porém sem verso das folhas escuros, e flores com sépalas laterais concrescidas em oposição a livres, sépalas de bordas espessas. Flores de cores pálidas. A. ophiantha é um sinônimo desta espécie.
  8. Acianthera fumioi: caule duas vezes mais longo que a folha, folhas estreitas e flores pequenas, púrpura, que quase não se abrem, do Peru.
  9. Acianthera magalhanesii: similar à A. oliganta, porém planta muito menor, com flores menores e labelo inteiro, amarelo, alargado na porção intermediária.
  10. Acianthera obscura: sépalas de interior liso; folha de base cuneada; labelo de margens convexas e obtusas com par de calos espessos e lobos laterias eretos e obtusos.
  11. Acianthera oligantha: Planta similar a A. foetens porém com menos flores, amarelas, menores, mais abertas, com sépalas laterais mais largas e arredondadas na extremidade, de margens finas, e labelo púrpura de ápice liso.
  12. Acianthera rubroviridis: sépalas de interior liso; folha de base cuneada; labelo de margens convexas e obtusas com par de calos espessos; e sépalas não apiculadas. Muito semelhante à A. foetens.
  13. Acianthera scalpricaulis: sépalas de interior liso; folha de base cuneada; labelo de margens convexas e obtusas com calo central estrito e canelado.
  14. Acianthera tokachii: sépalas de interior liso; folha de base cuneada; labelo de margens côncavas.
  15. Acianthera wageneriana: plantas de folhas muitos estreitas com flores alaranjadas com listas e margens púrpura, solitárias de sépalas laterias livres com ápice obtuso arredondado, e labelo púrpura escuro claramente fendido longitudinalmente com lobos laterais agudos e intermediário alargado com ápice obtuso.

Acianthera subsect. Pectinatae[editar | editar código-fonte]

  • Acianthera subsect. Pectinatae (Luer) Chiron & Van den Berg, Richardiana 12(2): 70. (2012)
Espécie-tipo: Acianthera pectinata (Lindley) Pridgeon & Chase
Sinônimos: Pleurothallis subgen Acianthera sect. Sicariae subsect. pectinatae Luer
Descrição[editar | editar código-fonte]
Acianthera hamosa
Acianthera pectinata
Acianthera modestissima
Acianthera welsiae-windischiae

São plantas robustas, de pequenas a grandes, com rizoma espesso e frequentemente reptante, caule secundário mais largo no ápice que na base, triangular ou comprimido, ereto ou pendente, delicado ou espesso, maleável ou rígido, com folhas de bastante largas ou cordadas a lanceoladas, acuminadas, folhas finas a mais frequentemente espessas, com inflorescências curtas apoiadas sobre as folhas, com poucas ou muitas flores que não se abrem muito e têm as extremidades acuminadas. Uma das espécies, a A. prolifera é muito variável e pode ser dividida em até três espécies, A. hamosa e A. limae, conforme o autor consultado, no entanto as diferenças entre elas são sutis e sua variação é contínua de modo que fica bastante difícil separar as variedades intermediárias.

Espécies[editar | editar código-fonte]
  1. Acianthera cogniauxiana: planta com caule de até 15 centímetros, folhas largas, e até dez flores pintalgadas com segmentos suborbiculares e labelo e sépalas verrucosos, labelo com lobos laterias obtusos.
  2. Acianthera esmeraldae: planta com caule ereto mais longo que as folhas, estas estreitas, e até dez flores com segmentos agudos de sépalas verrucosas, labelo com lobos laterias agudos.
  3. Acianthera fornograndensis: rupícola, similar à A. prolifera, porém sempre com folhas bastante côncavas e espessas e flores quase inteiramente lisas, listadas de amarelo e púrpura avermelhado.
  4. Acianthera geminicaulina: planta delicada com caules que medem cerca de dez centímetros com poucas flores de pétalas serrilhadas e sépalas lisas acuminadas.
  5. Acianthera limae: plantas epífitas, ocasionalmente rupícolas, similares à A. prolifera, porém sempre com folhas mais longas e convexas.
  6. Acianthera modestissima: sempre epífita, similar à A. prolifera, porém planta bem menor e mais delicada, com crescimento reptante e rizoma fino e flores muito menores, púrpura escuro.
  7. Acianthera morilloi: a menor e mais delicada espécie deste grupo, de crescimento reptante, com caules secundários que não passam de 25 milímetros folhas pequenas e até três flores de sépalas com 4 mm.
  8. Acianthera moronae: planta delicada com caules que medem cerca de dez centímetros com até cinco flores de pétalas espatuladas e sépalas verrucosas, as laterais mais ou menos convexas.
  9. Acianthera prolifera: plantas epífitas ou rupícolas robustas, de tamanho médio, com rizoma espesso e reptante, de crescimento subcespitoso, com caule secundário mais largo no ápice que na base, triangular no ápice, ereto e espesso, rígido, com folhas de de largura variável, acuminadas, folhas espessas, pouco ou muito côncavas, eretas ou pendentes do caule, de verdes a roxo acinzentado ou vinho escuro, com inflorescências curtas apoiadas sobre as folhas, com até dez flores que não se abrem muito e têm as extremidades acuminadas.
  10. Acianthera pectinata: planta pendente, de locais com pouca insolação e bastante úmidos, de caules finos e maleáveis, lateralmente comprimidos e grandes folhas côncavas verde claro, que parecem recobertas de pó branco externamente, com até vinte flores dísticas de cores muito variáveis, de verde claro a lilás ou quase pretas. Uma variedade de flores bem avertas foi descoberta no Estado de São Paulo em 2012.
  11. Acianthera welsiae-windischiae: similar à A. prolifera, porém sempre plantas pendentes de muito estreitas e acuminadas.

Acianthera subsect. Auritae[editar | editar código-fonte]

  • Acianthera subsect. Auritae Chiron & Van den Berg, Richardiana 12(2): 70 (-71). (2012)
Espécie-tipo: Acianthera glanduligera (Lindley) Luer
Descrição[editar | editar código-fonte]

Plantas epífitas de crescimento reptante, pequenas e delicadas, na maioria com longos rizomas, caules mais ou menos do comprimento das folhas, folhas de delicadas a espessas, e, com poucas exceções, inflorescências solitárias.

Espécies[editar | editar código-fonte]

Existe um grupo de espécies ao qual podemos chamar A. saundersiana Alliance composto por planta reptantes robustas cujo comprimento dos caules e rizomas é bastante variável bem como a largura das folhas. Suas flores são igualmente variáveis tanto no tamanho das sépalas dorsal e laterais, sendo de podem apresentar todas o mesmo comprimento ou a dorsal ser mais curta ou mais longa que as demais. A sépala dorsal costuma ter a base transparente com três listas purpura e é mais espessa no no terço apical sua core varia de translúcida com extremidade púrpura a inteiramente verde alaranjado ou ocre, a listrada ou pintalgada de púrpura. As pétalas podem ser lanceoladas ou variavelmente mucronadas, sempre translúcidas, com uma a três listas púrpura, o labelo é sempre verrucoso, de largo a estreito, onde predomina o púrpura. É quase impossível separa todas as variedades intermediárias. Conforme o autor consultado, os sinônimos variam. Possivelmente estariam melhor como uma espécie só cujo conceito seria ampliado para conter todas as demais, no caso A. saunderiana, que é a mais antiga:

  1. Acianthera capanemae: flores quase transparentes, listradas de púrpura e pétalas mucronadas com apenas uma lista central púrpura.
  2. Acianthera melachila: flores verdes pintalgadas de púrpura e sépalas laterais pouco mais curtas que a dorsal.
  3. Acianthera saundersiana: Planta bastante variável conforme descrição acima.
  4. Acianthera serrulatipetala: flores alaranjadas.
  5. Acianthera translucida: flores quase transparentes, listradas de púrpura e pétalas estreitas a e auminadas com três listas púrpura.
Acianthera panduripetala

Plantas reptantes robustas mas que não pertencem ao complexo da Acianthera saundersiana:

  1. Acianthera bidentula: segundo Pabst um sinônimo da A. glanduligera. No entanto Luer considera uma espécie vagamente similar a A. saundersiama mas planta mais compacta, de flores vináceas e labelo amarelado mais largo, verrucoso.
  2. Acianthera butantanensis: planta que tem sido tradicionalmente considerada um sinônimo da A. saundersiana mas na realidade é diferente com flores maiores, de sépalas e pétalas inteiramente listradas, com labelo pouco verrucoso, mais largo e bastante convexo.
  3. Acianthera glanduligera: Espécie de folhas elípticas robustas e flores vinho que pouco abrem-se, com sépala dorsal mais longa que as laterais, estas formam um papo sob a primeira escondendo completamente o labelo
  4. Acianthera panduripetala: folhas espessas é facilmente identificável pelas flores púrpura sinuosas com pétalas com istmo estreito depois longamente alargadas.

Plantas reptantes bastante delicadas. Trata-se de outro grupo de espécies variáveis e semelhantes à A. saundersiana porém geralmente com a metade do tamanho ou menos. Apesar de haver diferenças florais, sua variação é mais facilmente percebida pelas folhas. Apenas algumas das espécies são facilmente identificáveis. A A. bicornuta e a A. dutrae que tem flores muito diferentes, e as três da Amazônia. As outras são da Mata Atlântica e excetuadas pequenas diferenças florais em detalhes de labelo e coluna, e vegetativas, principalmente no formato das folhas, são aproximadamente do mesmo tamanho e cores:

  1. Acianthera bicornuta: A única espécie que quase sempre sempre tem inflorescência multiflora, com flores minúsculas miudamente pintalgadas de púrpura.
  2. Acianthera dutrae: Só existe no Rio Grande do Sul. Trata-se de planta facilmente identificável por suas sépalas laterais livres e labelo quase plano pouco verrucoso. As flores são âmbar inteiramente listadas de púrpura e o labelo é purpura.
  3. Acianthera gouveiae: espécie do Paraná bastante semelhante à A. miqueliana porém de folhas mais lineares, planas ou convexas.
  4. Acianthera macuconensis: similar à ramosa porém folhas mais curtas.
  5. Acianthera miqueliana: espécie da Amazônia de folhas espessas, acanoadas e acuminadas.
  6. Acianthera nemorosa: folhas ovais, acuminadas e convexas.
  7. Acianthera papillosa: folhas lineares e bastante longas com ápice obtuso.
  8. Acianthera ramosa: folhas estreitas e lanceoladas.
  9. Acianthera serpentula: folhas lanceoladas largas ligeiramente acanoadas pintalgadas de púrpura pelo verso.
  10. Acianthera silvae: da Amazônia, tem folhas lanceoladas estreitas similares às da A. papilosa.
  11. Acianthera variegata: trata-se de um sinônimo da A. bicornuta.
  12. Acianthera yauaperyensis: espécie da Amazônia com bainhas foliares triangulares frouxas e bem mais largas que os caules secundários e labelo acuminado. Flores minúsculas.

Acianthera sect. Sulcatae[editar | editar código-fonte]

Acianthera luteola
Acianthera heringeri
Acianthera exarticulata
Acianthera micrantha
Acianthera agathophylla
  • Acianthera sect. Sulcatae, Richardiana 12(2): 71. (2012)
Espécie-tipo: Pleurothallis luteola Lindl., Edwards's Bot. Reg. 27(Misc.): 1 (1841).
Etimologia: do latim sulcatus, em referência aos ramicaules canaliculados na porção superior.
Sinônimos: Brenesia Schltr., Repert. Spec. Nov. Regni Veg. Beih. 19: 199 (1923).
Descrição[editar | editar código-fonte]

Segundo Chiron e van den Berg, esta seção é composta cerca de sete espécies, cinco do Brasil e duas andinas, porém não citam seus nomes. Apenas conseguimos apurar a identidade de três espécies. Pela morfologia, supomos que as espécies andinas sejam A. casapensis e A. crassilabia. São plantas de tamanho médio, de crescimento subcespitoso e caules muito mais longos que as folhas, de secção cilíndrica na base e triangularmente comprimidos, ou canaliculados, na porção superior, As folhas são mais ou menos ovais e comportam poucas flores predominantemente amarelas.

Espécies[editar | editar código-fonte]
  1. Acianthera agathophylla: flores de sépalas laterais com dois espessamentos brilhantes na superfície apical.
  2. Acianthera casapensis: flores amarelas labelo com duas carenas, espécie amazônica.
  3. Acianthera crassilabia: flores amarelas labelo com três calos, espécie andina.
  4. Acianthera exarticulata: flores com listas marrons e labelo púrpura escuro, da mata atlântica.
  5. Acianthera heringeri: flores esverdeadas com labelo espessado e muito brilhante, da mata atlântica.
  6. Acianthera luteola: flores amarelas de labelo com ou sem pintes pretas, da mata atlântica.
  7. Acianthera micrantha: similar a A. exarticulata porém planta e flores bem menores, menos flores e de cor púrpura escuro.
  8. Acianthera subrotundifolia: Trata-se de espécie não identificada do Rio de Janeiro cuja descrição corresponde perfeitamente à A. exarticulata quanto à morfologia vegetativa e diverge na floral apenas pelo labelo inteiro. Um exemplar no Herbário do Rio de Janeiro informa que a sépala dorsal é amarelo-alaranjado e o labelo também porém com centro púrpura e coluna esverdeada, estas informações também conferem com a A. exarticulata cujas cores são variáveis. A diferença não está muito clara.

Acianthera sect. Tomentosae[editar | editar código-fonte]

  • Acianthera sect. Tomentosae (Luer) Chiron & Van den Berg, Richardiana 12(2): 72. (2012)
Espécie-tipo: Physosiphon herzogii Schltr., Repert. Spec. Nov. Regni Veg. 12: 485 (1913).
Etimologia: O nome vem do latim tomentosus, coberto com pelos curtos, em referência às bainhas dos ramicaules.
Sinônimos: Pleurothallis sungen. Tomentosae Luer, Monographs in Syst. Bot.. Missouri Bot. Garden 20: 22 (1986).
Histórico[editar | editar código-fonte]

Esta secção compreende as espécies classificadas por Pabst em secções variadas de Pleurothallis. São cerca de oito espécies, seis brasileiras, possivelmente sete se a ocorrência da A. herzogii, que é do norte da Argentina e Bolívia, for comprovada para o Brasil, e uma da Jamaica, a A. hirsutula. Apesar de Luer classificar estas plantas nesta secção, nenhum exemplar foi encontrado para análise molecular no trabalho de Chiron e van den Berg, de modo seu relacionamento permanece incerto. É possível que parte destas espécies acabem por serem transferidas para outras secções, particularmente à secção Pleurobotryae.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Plantas de crescimento cespitoso, com caules na base recobertos por bainhas com pelos curtos. A inflorescência geralmente é mais curta que as folhas, com flores mais ou menos carnosas e pubescentes, de labelo de formatos muito variáveis, unguiculado em algumas espécies.

Espécies[editar | editar código-fonte]
  1. Acianthera adirii:
  2. Acianthera brachiloba:
  3. Acianthera caparaoensis:
  4. Acianthera herzogii:
  5. Acianthera hirsutula:
  6. Acianthera murexoidea:
  7. Acianthera muscicola:
  8. Acianthera violaceomaculata:

Acianthera sect. Tricarinatae[editar | editar código-fonte]

Acianthera adamantinensis
Acianthera fabiobarrosii
Acianthera sonderana
Acianthera tricarinata
  • Acianthera sect. Tricarinatae Chiron & Van den Berg, Richardiana 12(2): 72. (2012)
Espécie-tipo: Pleurothallis tricarinata Poepp. & Endl., Nov. Gen. Sp. Pl. 1: 49 (1836).
Etimologia: O nome vem do latim tricarinatus, em referência às quilhas no exterior das sépalas de suas flores.
Sinônimos: Pleurothallis sect. Leptotifolia Pabst, Orch. Bras. 1:156 (1975).

Pleurothallis subgen. Tricarinatae Luer, Monographs in Syst. Bot.. Missouri Bot. Garden 20: 22 (1986).

Histórico[editar | editar código-fonte]

Esta secção compreende as espécies classificadas por Pabst em Pleurothallis secção Leptotifolia. São cerca de doze ou treze espécies, todas brasileiras exceto uma que é boliviana. Apesar de Pabst classificar as espécies minúsculas deste grupo junto com as grandes, na década de 2000 ela estiveram classificadas em diversos gêneros antes que Chiron e van den Berg finalmente comprovassem o acerto de Pabst.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Plantas minúsculas a médias, mas sempre robustas, de crescimento cespitoso, com caules de muito curtos a longos levemente comprimidos lateralmente na porção superior; folhas bastantes espessas ou cilíndricas; inflorescência também comprimida lateralmente, curta ou alongada; e flores mais ou menos espaçadas, não muito abertas, com ovário triangular e sépalas exteriormente dotadas de alta carena central longitudinal.

Espécies[editar | editar código-fonte]
  1. Acianthera aveniformis: plantas minúsculas,
  2. Acianthera leptotifolia: plantas minúsculas,
  3. Acianthera sonderiana:plantas minúsculas,
  4. Acianthera parva: plantas minúsculas,
  5. Acianthera guimaraensii: plantas minúsculas,
  6. Acianthera boliviana: plantas de tamanho médio,
  7. Acianthera tricarinata: plantas de tamanho médio,
  8. Acianthera adamantinensis: plantas de tamanho médio,
  9. Acianthera fabiobarrosii: plantas de tamanho médio,
  10. Acianthera johannensis: plantas de tamanho médio,
  11. Acianthera glumacea: plantas de tamanho médio,
  12. Acianthera ochreata: plantas de tamanho médio,
  13. Acianthera teres: plantas de tamanho médio,

Espécies por classificar[editar | editar código-fonte]

Espécies variadas que não ocorrem no Brasil e que ainda não se sabem a secção a que pertencem:

A. aculeata  - A. angustifolia  - A. angustisepala  - A. biceps  - A. bissei  - A. cabiriae  - A. carinata  - A. chamelopoda  - A. chionopa  - A. compressicaulis  - A. cordatifolia  - A. costabilis  - A. cremasta  - A. decipiens - A. deserta - A. erebatensis  - A. erythrogramma  - A. eximia  - A. fecunda  - A. garciae  - A. granitica  - A. hamata  - A. heliconioides  - A. henrici - A. heteropetala  - A. hondurensis  - A. javieri  - A. juxtaposita  - A. kegelii  - A. krahnii - A. litensis  - A. lojae  - A. markii  - A. martinezii - A. melanochthoda  - A. mendozae  - A. mexiae  - A. murex - A. odontotepala  - A. ofella - A. omissa - A. pacayana  - A. papulifolia  - A. pariaensis  - A. pazii - A. phoenicoptera  - A. punicea - A. quadricristata  - A. quadriserrata  - A. rinkei  - A. sandaliorum  - A. sarcosepala - A. sotoana  - A. toachica  - A. venulosa  - A. violacea  - A. viridis - A. verecunda  - A. zumbae

Espécies por esclarecer[editar | editar código-fonte]

Há algumas espécies brasileiras cuja descrição não obtivemos, de outras, a descrição, e ilustração quando existe, não são suficientemente claras de modo que apenas um exame do tipo pode esclarecer sua identidade. De diversas não há registros de coletas no Brasil posteriores à do tipo de modo que podem tanto ser tanto sinônimos como o verdadeiro nome de alguma outra. As espécies por esclarecer são:

Acianthera bicarinata

Ilustração publicada por Hooker no Curtis's Botanical Magazine em 1845. Esta espécie anteriormente era classsificada como Pleurothallis bicarinata.
  1. Acianthera alligatorifera: pertence ao gênero Pabstiella.
  2. Acianthera amaralii: pertence ao gênero Anathallis.
  3. Acianthera antennata: provavelmente sinônimo da A. gracilisepala.
  4. Acianthera asaroides: provavelmente sinônimo da A. bragae e a planta que aqui vem fotografada é uma espécie nova.
  5. Acianthera ascendens: descrita como Pleurothallis repens por Rolfe supostamente um sinônimo da A. saundersiana uma vez que na descrição é comparada com a A. josephensis, um sinônimo desta espécie.
  6. Acianthera atroglossa: de Minas Gerais, supostamente pertence à subsecção Aurita no entanto é impossível reconhecer a planta pelo desenho de Pabst. Sua descrição não foi consultada.
  7. Acianthera bibarbellata: supostamente pertence ao grupo da A. saundersiana, mas com flores verdes com listras púrpura e com labelo desprovido de verrugas. Em sua descrição, Kraenzlin afirma que não tinha elementos suficientes para descrever a planta por inteiro e compara com a A. serrulatipetala.
  8. Acianthera bicarinata: provavelmente o verdadeiro nome da A. binotii.
  9. Acianthera bidentata: supostamente coletada no Rio de Janeiro. Apresenta caules eretos acendentes, folhas oblongo-lanceoladas de ápice bi ou tridenteado, flores subsolitárias amareladas com sépalas carenadas e labelo linear de ápice obtuso e ciliado.
  10. Acianthera bidentula: Não esta claro se é um sinônimo da A. glanduligera ou espécie diferente a ser aceita. Nâo estamos seguros da identidade da espécie aqui fotografada. É possível que seja a A. vinosa descrita por Hoehne.
  11. Acianthera breviflora: provavelmente o verdadeiro nome da A. spilantha.
  12. Acianthera butantanensis: Não esta claro se é um sinônimo da A. saundersiana ou espécie diferente a ser aceita. A planta que aqui vem fotografada pode ser uma espécie nova.
  13. Acianthera dichroa: Se realmente for do Brasil é um provável sinônimo da A. strupifolia.
  14. Acianthera exdrasii: descrita há pouco tempo não conseguimos informações.
  15. Acianthera gradeae: sinônimo da A. agathophylla.
  16. Acianthera hoffmannseggiana: sinônimo da A. aphthosa.
  17. Acianthera inaequalis: não há registros de coletas em qualquer herbário no Brasil. A única espécie similar possível é Acianthera dutrae, da qual pode ser o verdadeiro nome. Ou pode ser um engano de Lindley ao atribuí-la ao Brasil, e originar-se em outro país. Pela descrição tem labelo pequeno, franjado e obtuso, ovário pubescente, sépalas livres, a dorsal mais larga que as outras. Apenas um exame do tipo pode esclarecer sua identidade.
  18. Acianthera jacarepaguaensis: planta do grupo da A. klotszchiana. A planta que aqui vem fotografada pode ser uma espécie nova ou variedade da última.
  19. Acianthera ophiantha: sinônimo da A. foetens a qual é espécie boa e deve ser retirada da sinonímia da A. aphthosa.
  20. Acianthera pavimentata: provável sinônimo da A. saurocephala.
  21. Acianthera pernambucensis: possível sinônimo da A recurva, A. rostellata, A. crinita ou mesmo A. hystrix.
  22. Acianthera smithiana: atualmente sinônimo da A. pubescens, trata-se de espécie a ser restabelecida.
  23. Acianthera subrotundifolia: possível sinônimo da A. exarticulata.
  24. Acianthera sulcata: provavelmente sinônimo da A. aphthosa.
  25. Acianthera variegata: sinônimo da A. bicornuta.
  26. Cryptophoranthus minutus: possivelmente a planta que identificamos como A. minima.

Referências

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