Abilio Diniz

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Abilio Diniz
Nome completo Abilio dos Santos Diniz
Nascimento 28 de Dezembro de 1936
São Paulo,  Brasil
Nacionalidade Brasil brasileiro
Fortuna AumentoUS$ 3,7 Bilhões (2013)[1]
Ocupação empresário
Chairman BRF

Abilio dos Santos Diniz (São Paulo, 28 de dezembro de 1936) é um empresário brasileiro, Presidente do Conselho de Administração da BRF[2] .[3]

Foi sócio da Companhia Brasileira de Distribuição, que inclui as bandeiras de Varejo Alimentar, Pão de Açúcar e Extra, de Atacarejo, Assaí e de Eletro, Ponto Frio (Globex). Também foi sócio majoritário das Casas Bahia, através da sua controlada Globex S/A.[4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Abilio é o primeiro dos seis filhos de Valentim Diniz, imigrante português que chegou ao Brasil em 1929 e, que em 1948, abriu uma doçaria chamada de Pão de Açúcar.[5] Durante a infância e a juventude, dividiu seu tempo entre os estudos e os esportes. Formou-se na Escola de Administração de Empresas de São Paulo, mantida pela Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Ingressou na empresa do pai aos 20 anos, como gerente de vendas e, com as técnicas aprendidas nos Estados Unidos, em 1959 fundou o primeiro supermercado do grupo. Tornou-se, em 1979, membro do Conselho Monetário Nacional, de onde sairia dez anos depois.

Sequestro por guerrilheiros chilenos[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 1989, Abilio foi sequestrado pelo Movimiento de Izquierda Revolucionaria e passou seis dias em cativeiro em São Paulo, bem próximo às eleições presidenciais de 1989.[6]

O episódio do sequestro é narrado no livro Pão de Fel: das utopias revolucionárias ao sequestro de Abílio Diniz, de autoria de Raimundo Rosélio Costa Freire.

Crise nos negócios[editar | editar código-fonte]

No fim dos anos 80, Abilio dos Santos Diniz, juntamente com a recessão provocada pelos planos econômicos da época, como o Plano Collor, que o levaram reestruturar as atividades do grupo, incluindo o fechamento de um terço das lojas deficitárias e demissão de 22.700 funcionários, teve de enfrentar uma disputa em família para ficar com todas as ações do grupo, a qual logrou êxito em 1992. Três anos depois, Abilio Diniz decidiu abrir o capital da empresa.

Viveu novo revés em 1996, ao ser condenado a um ano e quatro meses de prisão por realizar uma operação de empréstimo considerada ilegal entre duas empresas do grupo. O empresário recorreu da decisão e foi absolvido pelo Tribunal Regional.

A associação com os franceses e a volta por cima[editar | editar código-fonte]

Em 1999, o grupo francês Casino assume 24% do capital votante do grupo.[7] Em 2000, o empresário iniciou um novo processo de reengenharia da Companhia Brasileira de Distribuição e assumiu a liderança no ranking das maiores redes de varejo do país.

O grupo encerrou o ano de 2000 com 416 lojas em onze estados brasileiros. Além dos supermercados Pão de Açúcar e Comprebem, fazem parte da rede o hipermercado Extra e as lojas de eletrodomésticos Extra-Eletro e as lojas do supermercado Sendas.

Em 2009 o Grupo Pão de Açúcar fechou a compra da rede Ponto Frio e tornou-se líder no varejo brasileiro, com cerca de 26 bilhões de reais de faturamento. A participação dos controladores do Ponto Frio foi adquirida por R$ 824,5 milhões, equivalente a 70,24% do capital total, com parte do valor pago com ações do Grupo.

Desde 2012, o Grupo Casino assumiu o controle do Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, Abilio Diniz tem se afastado das atividades operacionais da empresa, mantendo-se como presidente do Conselho de Administração[8] .

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Diniz é esportista convicto: pratica corrida, natação, musculação e squash e, desde 1994, participa da Maratona de Nova York.
  • No ranking 2007 da revista Forbes, Diniz figura com uma fortuna de 1,9 bilhão de dólares, colocado como o 538º entre os homens mais ricos do mundo e o oitavo entre os brasileiros.
  • Há alguns anos entrou, junto com o filho João Paulo Diniz e seu primo Mauricio Arnaldo, no ramo de hotéis e restaurantes, ficando sócio do Grupo Fasano.
  • Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009[9] .
  • No ranking 2013 da revista Forbes, Diniz figura com uma fortuna de 3,7 bilhão de dólares, colocado como o 363º entre os homens mais ricos do mundo.

Referências

Notas e referências[editar | editar código-fonte]


Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]