Ablação

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Ablação é a amputação de uma parte do corpo ou excisão de um órgão ou de uma excrescência.

Tipos de ablação[editar | editar código-fonte]

Ablação cirúrgica por radiofrequência, técnica para tratamento da fibrilação atrial permanente realiza-se a cauterização dos focos das arritmias, destruindo-os.

A ablação por cateter com radiofrequência(um tipo de energia parecido com o bisturi elétrico por meio de cateter) é usada para tratar problema de arritmia cardíaca, estudos eletrofisiológico e ablação com radiofrequência são procedimentos realizados já há uma década.

A ablação por radiofrequência é o procedimento mais eficiente para o tratamento definitivo das arritmias cardíacas. É realizada através de eletrodos sem a necessidade de abertura do tórax. Dessa forma a recuperação é muito rápida e o paciente pode sair do hospital no dia seguinte. O procedimento é totalmente indolor. Normalmente a ablação é precedida pelo estudo eletrofisiológico e pelo mapeamento dos focos de arritmias, realizados no mesmo procedimento. Com as técnicas e a infra-estrutura atualmente utilizadas tem-se obtido elevado índice de cura das arritmias.

Qual a sua finalidade?

É o tratamento definitivo com o objetivo de curar as arritmias cardíacas e crises de taquicardia. Desta forma, além de eliminarmos os sintomas e o risco da doença o paciente não mais necessita do uso contínuo de medicamentos.

O que é Ablação por Radiofrequência Termocontrolada por Computador?

Trata-se de uma microcoagulação feita com energia de radiofrequência aplicada com eletrodos especiais nos focos das arritmias mapeados pelo estudo eletrofisiológico. Um computador faz o ajuste permanente da quantidade de energia que o aparelho aplica no coração, para que a temperatura na ponta do cateter seja constante e para que não ultrapasse os limites de segurança. A ablação termocontrolada é o método mais seguro de tratar as arritmias cardíacas, de forma definitiva.

Quando é indicada?

A maior parte das arritmias cardíacas pode ser curada com a ablação por radiofrequência. Desta forma, os pacientes com arritmias de alto risco, os que respondem mal ao uso de medicamentos ou os que necessitam altas doses para controle são os mais beneficiados. As arritmias de baixo risco também podem ser eliminadas principalmente nos casos com alta probabilidade de sucesso. Podem ser tratadas por este método as taquicardias supraventriculares e as taquicardias ventriculares. Extrassístoles frequentes e sintomáticas também podem ser curadas.

Preparo para a Ablação:

Como a ablação normalmente compreende um estudo eletrofisiológico, o preparo é muito semelhante. Alguns remédios deverão ser suspensos antes do procedimento.

Recomenda-se jejum de 6 h.

O preparo consta de depilação nas regiões inguinais e torácica, exame pré-operatório básico de sangue e eletrocardiograma. É instalado um soro para administrar medicações endovenosas.

Como é feito?

O paciente é orientado e preparado pela enfermeira da unidade onde ficará internado. No Hospital do Coração, as ablações são realizadas em laboratório especialmente montado no centro cirúrgico, que acrescenta uma enorme e moderna estrutura de suporte garantindo a maior segurança na realização destes procedimentos.

Chegando à sala de cirurgia o paciente é recebido pela equipe médica e de enfermagem, que irão prepará-lo e conectá-lo a vários monitores (polígrafo computadorizado, aparelhos automáticos de medida de oxigênio, gás carbônico, pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória). Serão aplicados medicamentos através do soro previamente instalado. Além da anestesia endovenosa é feita anestesia local. Neste momento o paciente já está dormindo. Através de punções de veias e eventualmente de artérias nas regiões inguinais e infraclaviculares, são introduzidos eletrodos que chegam às cavidades cardíacas guiados por radioscopia (Raios X).

Esses eletrodos captam os sinais gerados pela atividade elétrica do coração, que são registrados em aparelhos especiais. Isto permite que se identifiquem os pontos responsáveis pela origem ou pela manutenção das arritmias. Utilizando-se um eletrodo especial (dotado de termístor e com dirigibilidade externa) se faz a aplicação de radiofrequência nos locais selecionados. A duração da ablação é variável (aproximadamente duas horas), dependendo de cada caso. Ao término dos procedimentos, é feita compressão no local da punção e aplicado um curativo compressivo sem a necessidade de pontos. Neste momento, utilizando-se medicamentos específicos a anestesia é interrompida e o paciente acorda sendo encaminhado ao seu quarto na companhia dos familiares.

Quais são os riscos?

O estudo eletrofisiológico e a ablação por radiofrequência são considerados métodos seguros, mas, como todo procedimento médico, eventualmente podem ocorrer algumas complicações. Apesar de se utilizar uma quantidade reduzida de raios X não se recomenda a realização durante a gravidez.

Hematoma: Pode aparecer no local onde foram feitas as punções. Normalmente são facilmente resolvidos. Para diminuir a chance de hematomas, o paciente deverá ficar em repouso algumas horas após a ablação.

Trombose (coágulo de sangue): Na veia ou artéria onde foram feitas as punções, diante de situações especiais, poderá ocorrer a formação de coágulos no interior desses vasos. Rotineiramente, durante e após os procedimentos, são tomadas medidas para evitar este problema. O uso de anticoncepcionais hormonais, o tabagismo, a idade avançada, o diabetes, dentre outros são fatores predisponentes que necessitam de cuidados adicionais para prevenção deste problema.

Infecção: Pelo fato de ser procedimento realizado sem a abertura do tórax, o risco de infecção é muito baixo. Além disto, se a ablação é realizada em centro cirúrgico o risco é ainda muito menor. É muito raro ocorrer infecção no local das punções. Não obstante utiliza-se frequentemente um antibiótico profilático. Atenção normal com o curativo complementa os cuidados necessários.

Bloqueios: Em casos raros, a via anormal ou o foco responsável pela arritmia pode estar muito próximo do sistema normal de condução. A eliminação desta via anormal ou foco poderá gerar certo risco de lesão do sistema normal, provocando algum tipo de bloqueio transitório ou permanente. Dependendo do bloqueio, poderá vir a ser necessário o implante de um marcapasso. Nestes casos especiais o médico, certamente, irá discutir estes riscos com o paciente. Em casos de dúvidas, não hesite em falar conosco para abordar este assunto.

Orientações adicionais após o procedimento

As punções não requerem pontos, apenas um curativo compressivo no local é suficiente. O paciente retorna para o quarto acordado permanecendo em repouso absoluto com a perna imobilizada por 4 a 6 horas. A alimentação é liberada em algumas horas. A pressão sanguínea, o pulso e o local do curativo são examinados atentamente pela enfermagem.

Na alta hospitalar

O paciente será orientado pela enfermeira quanto aos cuidados com o local da punção, não havendo necessidade de refazer o curativo. A região deve ser lavada com água e sabão mantendo-a sempre seca e limpa. Em alguns casos, serão receitados alguns medicamentos, inclusive antiarrítmicos. O retorno ao trabalho geralmente ocorre dentro de três dias a uma semana. O paciente recebe um relatório completo contendo as informações sobre tudo o que foi realizado, inclusive com fotos dos locais do coração que foram tratados.

Retorno ao médico que indicou a ablação

Após a ablação, o paciente deverá retornar ao médico que solicitou o procedimento, levando o relatório emitido ao final do mesmo. O médico que encaminhou o caso deverá manter o controle clínico baseado nas informações do relatório. A maioria dos pacientes sente "ameaças" de taquicardias até o segundo ou terceiro mês após a ablação (é a chamada "síndrome pós-ablação"). Isto não é preocupante devendo desaparecer naturalmente.

Dependendo do tipo de arritmia e o local tratado, em 2% a 5% dos casos, a arritmia poderá voltar após a ablação. Nestes casos, frequentemente uma aplicação complementar de radiofrequência resolve definitivamente o problema. Sempre que possível é fundamental que se realize um eletrocardiograma durante a arritmia. Isto é importante, pois eventualmente outras arritmias podem estar sendo as responsáveis pela suspeita de recorrência.

Referências[editar | editar código-fonte]

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