Abomei

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Abomey / Abomei
Agbome
—  Comuna e cidade  —
Abomei em 2006
Abomei em 2006
Abomey / Abomei está localizado em: Benim
Abomey / Abomei
Localização no Benim
7° 11' 8" N 1° 59' 17" E
País Benim
Departamento Departamento de Zou
Área
 - Total 54 8 sq mi (142 km²)
Altitude 725 ft (221 m)
População (2002)
 - Total 66 595
Fuso horário WAT (UTC+1)

Abomei é uma cidade do departamento Zou do Benim, antigamente a capital do antigo Reino de Daomé. População: 59 672 (2002).[1] O reino foi estabelecido em 1625. Os palácios reais de Abomei são um grupo de estruturas de argila construídas pelo povo Fon entre meados dos séculos 17 e 19. Um dos mais famosos e historicamente significativos sítios tradicionais na África Ocidental, os palácios formam um dos Património Mundial da UNESCO.

A cidade era rodeada por uma muralha de argila com uma circunferência estimada em seis milhas (Enciclopédia Britânica, 1911), atravessada por seis portões, e protegida por uma vala de cinco pés de profundidade, preenchida com um denso crescimento da espinhosa acácia, a habitual defesa das fortalezas da África Ocidental. Dentro das muralhas aldeias foram separadas por áreas, vários palácios reais, um mercado local e uma grande praça que continham as barracas. Em novembro de 1892, Behanzin, o último rei independente que reinou o Daomé, sendo derrotado por forças coloniais francesas, ateou fogo em Abomei e fugiu em direção ao norte. A Administração colonial francesa reconstruiu a vila e uniu-a à costa por uma estrada de ferro.

Palácios Reais do Abomei[editar | editar código-fonte]

Os palácios reais do Abomei são um grupo de estruturas construídas de barro (argila) pelos povos Fon entre meados do século XVII e finais do século XIX. Um dos locais tradicionais mais famosos e historicamente mais significativos na África ocidental, os palácios constituem um dos sítios considerados pela UNESCO em 1985 como Patrimônio da Humanidade e também como Patrimônio Mundial em perigo, devido aos estragos provocados por um ciclone.

Pix.gif Palácios Reais do Abomei *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

The célébration at Abomey(1908). - The veteran amazones( AHOSI ) of the Fon king Béhanzin, Son of Roi Gélé.jpg
Celebração em Abomei (1908)
País Benim
Critérios N (ii)(iv)
Referência 323
Coordenadas 7º_11'_8"_N_1º_59'_17"_E
Histórico de inscrição
Inscrição 1985  (9ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
"Sacerdotes Importantes" (1908)
Dança dos chefes Fon 1908
Jovem com assento místico de madeira (1908)

A cidade era circundada por uma muralha de argila com uma circunferência estimada em seis milhas (Encyclopaedia Britannica, 1911), atravessada por seis portões, e protegida por uma vala de 1,5 m de profundidade, preenchida com uma sebe densa de acácia espinhosa, a defesa usual das fortalezas africanas ocidentais. Dentro das paredes, estavam as vilas separadas por campos, por diversos palácios reais, por uma praça de mercado e por um campo grande que continha as choças. Em novembro de 1892, Behanzin, último rei independente do Daomé, sendo derrotado por forças coloniais francesas, ateou fogo a Abomei e fugiu para o norte. A administração colonial francesa reconstruiu a cidade e conectou-a com a costa por uma estrada de ferro, trazendo Abomei ao mundo moderno.

Quando a UNESCO designou os Palácios Reais do Abomei[2] como Patrimônio da Humanidade em 1985, registou que entre 1625 e 1900, doze reis sucederam um ao outro na cabeça do reino poderoso de Abomei. À excepção do rei Akaba, que usou um local separado, cada um teve seu palácio construído dentro da mesma área, considerando o uso do espaço e dos materiais de acordo com palácios precedentes. Os palácios reais de Abomei são a única lembrança deste reino desaparecido.

Desde 1993, 50 dos 56 baixos-relevos que decoravam as paredes do palácio do rei Glelê (1858-1889) (denominado agora Salle des Bijoux ou "Sala das Jóias") foram removidos e substituídos na estrutura reconstruída. Os baixos-relevos trazem um código iconográfico que expressa a história e o poder dos Fon.

Nota
Para os não-africanos ocidentais, o Império do Benim que existiu historicamente do século X até 1897 era governado pelo Oba de Benin, cuja capital se situava na atual Benin City na Nigéria, é facilmente confundido com a República do Benim, anteriormente Daomé a colónia francesa, vizinho à oeste da Nigéria.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Lista dos Reis do Daomé[editar | editar código-fonte]

[3]

  • Ganiehéssu ~1620
  • Dǎko-Donu 1620-1645
  • Hwegbajà 1645-1685
  • Akabá 1685-1708
  • Agadjá 1708-1732
  • Tegbessu 1732-1774
  • Kpenglá 1774-1789
  • Agonglô 1789-1797
  • Adandozan 1797-1818
  • Guezô 1818-1858
  • Glelê 1858-1889
  • Gbehanzin 1889-1894
  • Agoli-Agbô 1894-1900

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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