Araken Patusca

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Araken Patusca
Araken Patusca
Araken
Informações pessoais
Nome completo Abraham Patusca de Silveira
Data de nasc. 17 de julho de 1905
Local de nasc. Santos,  Brasil
Falecido em 24 de janeiro de 1990 (84 anos)
Local da morte Santos,  Brasil
Apelido Le Danger - Araken Patusca
Informações profissionais
Posição Meia-atacante[1]
Seleção nacional
Brasil Brasil

Abraham Patusca da Silveira, ou simplesmente Araken (Santos, 17 de julho de 1905 — Santos, 24 de janeiro de 1990) foi um futebolista brasileiro. Jogou no Santos, no São Paulo e no Flamengo. Era irmão de Ary Patusca, grande atacante do clube no período de 1915-1923. Ambos eram primos de outro ídolo da época, Arnaldo da Silveira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Fez parte do primeiro time do Santos a entrar para a história, muito antes da era Pelé. Em 1927 formou com Osmar, Camarão, Feitiço e Evangelista o ataque dos cem gols dos quais 31 pertenceram a ele. A marcação de 100 gols em uma edição de Campeonato Paulista já seria um feito digno de nota mas, o que chamou mesmo a atenção, foi o fato dos jogadores terem levado apenas 16 partidas para alcançarem esse número, resultando em uma média fantástica de 6,25 gols por partida que, até hoje, é recorde mundial de média de gols marcados em um campeonato oficial.

O ingresso de Araken no futebol teve um fato curioso: Araken estava na Vila Belmiro vendo o jogo amistoso entre Santos e Jundiaí, ele era filho do então presidente e fundador do Santos, Sizino Patusca, e foi posto para jogar em lugar de Edgar da Silva Marques, que havia passado maus momentos antes da partida. Araken, na época com apenas quinze anos, foi responsável por quatro dos cinco gols do Santos, no empate com o Jundiaí: 5 a 5.

Excursão à Europa pelo Paulistano[editar | editar código-fonte]

Aumentou sua fama quando foi emprestado pelo Santos para participar de uma excursão à Europa, em 1925, do Paulistano, clube que não se profissionalizou. Jogando ao lado de outro craque, Arthur Friedenreich, o ótimo desempenho levou a que os jogadores brasileiros fossem chamados de "reis do futebol" pelos jornais franceses. Vaidoso, gostava de jogar usando uma boina.

Campeão paulista pelo Santos[editar | editar código-fonte]

Dono de um futebol rápido e elegante, Araken foi três vezes vice-campeão do Campeonato Paulista pelo Santos: 1927, 1928 e 1929. Nesse clube seria campeão somente em 1935, marcando um gol na última partida do campeonato, em São Paulo, contra o Corinthians, vencida por 2 a 0.

Na seleção brasileira[editar | editar código-fonte]

Foi o único jogador paulista a defender a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1930 no Uruguai. Na ocasião, Araken estava brigado com o Santos e aproveitando a passagem do selecionado pelo porto da cidade, a caminho de Montevidéu, integrou-se ao elenco, contrariando os dirigentes paulistas. Sem contar com sua força máxima, o Brasil foi eliminado logo na primeira fase, sendo ele criticado pelos outros jogadores da seleção, que o teriam chamado de "bailarino".

Araken escritor[editar | editar código-fonte]

Araken Patusca escreveu um livro sobre a brilhante atuação do Paulistano em campos europeus com o título de Os reis do futebol.

Ver também[editar | editar código-fonte]


Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]