Abu Musab al-Zarqawi

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Panfleto de propaganda americana caricaturando Abu Musab al-Zarqawi preso numa ratoeira. A legenda diz: "Este é o teu futuro, Zarqawi".

Abu Musab al-Zarqawi, أبومصعب الزرقاوي em árabe, (20 de outubro de 19667 de junho de 2006) foi um militante do fundamentalismo islâmico, guerrilheiro e auto-proclamado líder da Al-Qaeda no Iraque.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Zarqawi nasceu em outubro de 1966 na cidade de Zarqa, localizada a 30 quilômetros a leste de Amã. O seu verdadeiro nome era Ahmed Fadel al Jalaylah. Era o líder do braço da Al-Qaeda no Iraque e considerado pelo próprio Bin Laden como seu "emir" no país.

Foi condenado à morte quatro vezes no seu país natal. Os Estados Unidos tinham oferecido 25 milhões de Dólares pela sua captura, a mesma recompensa oferecida por Bin Laden.

O próprio Bin Laden confirmou Zarqawi como chefe da Al-Qaeda no Iraque numa gravação transmitida pela rede Al-Jazira, em dezembro de 2004. Os EUA atribuem ao grupo de Zarqawi, a Organização da Al-Qaeda na Mesopotâmia, a maioria dos atentados contra as suas tropas no Iraque.

Zarqawi lutou no Afeganistão no fim da invasão soviética, em 1989. Quatro anos depois, retornou a Zarqa, onde fundou uma célula que pretendia derrubar o Governo jordano. Foi detido em 1993 e passou sete anos preso.

Em 1999, foi um dos 500 presos indultados por ocasião da subida ao trono do rei Abdullah II. Fugiu para o Afeganistão, onde contou com o apoio do regime Taliban. Era considerado um especialista em substâncias tóxicas.

Ferido numa perna na guerra do Afeganistão, no fim de 2001 chegou ao Irão e depois ao Iraque. Durante muito tempo acreditava-se que ele tinha amputado uma perna, substituída por uma prótese. Mas nas últimas imagens ele caminhava normalmente.

Mais tarde, Zarqawi esteve na Síria e no Líbano, onde reuniu-se supostamente em agosto de 2002 com membros dos grupos Asbat al-Ansar e Hezbollah, aos quais também estaria ligado o Al Tawhid, que planeou atentados na Alemanha.

Desde 2002 as autoridades alemãs investigam Zarqawi, a quem atribuiem a responsabilidade operacional do Al Tawhid.

Após a Guerra do Iraque, ele transformou-se no cérebro dos atentados mais sangrentos da resistência contra a coligação internacional. O mais mortal aconteceu em fevereiro de 2005, na cidade de Hilla, com um saldo de 106 mortos.

Em junho de 2004, os EUA aumentaram de 10 de milhões de dólares para 25 milhões a recompensa pela sua captura.

Em 24 de outubro de 2004, mudou o nome de seu grupo, que passou de Tawhid wal Jihad ("Monoteísmo e Guerra Santa") para Tanzim Al-Qaeda wal Jihad fi Balad al-Rafidain (Organização da Al-Qaeda e Guerra Santa na Mesopotâmia).

Dois meses depois, a 27 de dezembro, o próprio Bin Laden afirmou numa gravação sonora que ele era o "emir" da rede terrorista no Iraque, a quem "os irmãos" deviam obedecer.

Foi julgado e condenado à revelia em várias ocasiões na Jordânia, uma delas pelo atentado de novembro de 2004 em três hotéis de Amã, que matou mais de 60 pessoas.

A última condenação à morte data de fevereiro, quando foi considerado culpado de planear um ataque com armas químicas, previsto para abril de 2004, contra alvos americanos e jordanos.

Morte[editar | editar código-fonte]

O líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, morreu numa operação conjunta dos serviços secretos americanos, das forças especiais dos Estados Unidos com os serviços secretos jordanos a 8 de Junho de 2006.

Dez combatentes morreram na operação, executada com cobertura aérea. Zarqawi faleceu por causa dos ferimentos, dez minutos depois da operação.

Zarqawi presidia a uma reunião de seu grupo terrorista no momento da operação.

Logo após a morte, as fotos mais recentes em poder das autoridades americanas e jordanas foram comparadas com as do corpo, o que confirmou a identidade de Zarqawi. Segundo a autopsia que se fez ao cadáver, a causa concreta da morte do líder da Al-Qaeda no Iraque foi uma hemorragia pulmonar.

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