Abundância dos elementos químicos

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Os diferentes elementos que fazem parte da composição das estrelas vizinhas e das nuvens interestelares de gás e poeira são os mesmos. Este padrão, com certas exceções facilmente explicáveis, é também observado nos planetas e corpos menores do sistema solar. Tudo parece ter sido originado a partir da mesma mistura de hidrogênio e hélio que foi inicialmente produzida pelo Big Bang, mas à qual foram adicionados elementos com números atômicos maiores gerados pelas transmutações nucleares que ocorrem no interior das estrelas e das supernovas.

O hidrogênio, juntamente com o hélio, é o elemento mais abundante no universo, que compõe cerca de 99% dos elementos químicos existentes neste(com exceção a suposta matéria escura). A idade do universo e a violência da maioria dos fenômenos naturais que nele se desenrolam trouxeram como conseqüência o fato de os tipos de matéria encontrarem-se bastante miscigenados. As proporções relativas (abundância) dos elementos podem ser determinadas pelo estudo da composição química da atmosfera solar e de certos meteoritos primitivos conhecidos como condritos carbonáceos, que parecem ter sido criados a partir da matéria muito antiga e indiferenciada que constituía o sistema solar. Os materiais estelares e planetários contêm 83 elementos químicos estáveis. Para cada átomo de silício há 3.180 átomos de hidrogênio, 221 de hélio, 21,5 de oxigênio, 11,8 de carbono, 3,7 de nitrogênio, 3,4 de neônio, 1,06 de magnésio, 0,83 de ferro e 0,5 de sódio.

Na Terra[editar | editar código-fonte]

O fundo da Terra é provavelmente constituído por um núcleo sólido de ferro-níquel, rodeado por uma camada chamada manto. O manto é coberto pela crosta terrestre. 99,7% da massa da crosta é constituída por oxigénio, silício, alumínio, ferro, cálcio, magnésio, sódio, potássio, titânio, hidrogénio, fósforo e manganês (por ordem decrescente de percentagem presente). A distribuição dos elementos na crosta terrestre não é, no entanto, uniforme, e muitos deles não se encontram na sua forma elementar.[1]

Referências

  1. CHANG, Raymond, "Química", 5ª edição, Editora McGraw-Hill, Lisboa, 1994