Academia Brasileira de Literatura de Cordel

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Academia Brasileira de Literatura de Cordel
(ABLC)
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Lema "Ad immortalitatem
Rumo à imortalidade"
Fundação 7 de setembro de 1989 (24 anos)
Tipo Associação literária
Sede Brasil Rio de Janeiro
Membros Ver: Lista de membros da Academia Brasileira de Literatura de Cordel
Línguas oficiais Português com as variações regionais.
Presidente Gonçalo Ferreira da Silva
Sítio oficial [1]

A Academia Brasileira de Literatura de Cordel é a entidade literária máxima a reunir, no Brasil, os expoentes deste gênero literário típico da Região Nordeste do país, com sede no Rio de Janeiro, e fundada a 7 de setembro de 1988.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Do Cordel[editar | editar código-fonte]

O gênero tem suas raízes remotas nos vates medievais e romances e rimances de cavalaria, épicos cantantes, muitas vezes de métrica rebuscada. Trazida pelos portugueses, primeiro para a Bahia e dali se espalhando pelos demais estados do Nordeste, tinha nos bardos que, decorando suas extensas odes, ganhavam a vida declamando nas praças e nas feiras, levando e trazendo notícias de uma cidade para outra, criando versos e quadras - que as crianças aprendiam e depois usavam nas brincadeiras de roda.

Com o tempo passou a contar com impressão artesanal e vencia assim as dificuldades (num grande período mesmo uma proibição) de impressão no país de qualquer livro: uma arte que nasceu povo, que nasceu livre.

Da Academia Brasileira do Cordel[editar | editar código-fonte]

Contando com acervo de já 13 mil títulos, o cordelista Gonçalo Ferreira da Silva capitaneou sua fundação, no Rio, através de etapas que, com apoio da Federação das Academias de Letras no Brasil, culminou com a aquisição de sede própria, reunindo na antiga capital do Brasil a entidade máxima do gênero.

Constituída por quarenta Cadeiras, assim como a Academia francesa que a todas as Academias serve de modelo, cada uma delas sob um Patronato, como a Brasileira, possui ainda a categoria de Sócios Beneméritos.

Apesar de ser Brasileira, apenas vinte e cinco por cento de suas quarenta cadeiras estão reservadas a não-moradores da capital carioca. Situa-se à Rua Leopoldo Fróes, Nº 37, bairro de Santa Teresa.

Grandes Cordelistas[editar | editar código-fonte]

Josué Gonçalves de Araújo, Leandro Gomes de Barros, João Martins de Ataide, José Pacheco, Rodolfo Coelho Cavalcante, Antonio Américo de Medeiros, Minelvino Francisco Silva, José Costa Leite, Guaipuan Vieira, Gonçalo Ferreira, Joaquim Batista de Sena, Alberto Porfírio, João Rodrigues Amaro (Jotamaro), José Caetano, Siqueira de Amorim, João Firmino Do Amaral, Francisco Sales Arêda, Expedito Sebastião da Silva, Afonso Nunes Vieira, Mestre Azulão, Olegário Fernandes da Silva, J. Borges, Manoel Monteiro da Silva, João Firmino Cabral ,Gerardo Teodósio dos Santos, Celestino Alves, Apolônio Alves dos Santos, Manoel D’Almeida Filho, José Gentil Girão(Seu Ventura) e Cuíca de Santo Amaro.

Primeira diretoria[editar | editar código-fonte]

Poeta cordelista Firmino Teixeira do Amaral, patrono da cadeira 3.
  • Gonçalo Ferreira da Silva - Presidente
  • Apolônio Alves dos Santos - Vice-Presidente
  • Hélio Dutra - Diretor Cultural.

Diretoria atual[editar | editar código-fonte]

Presidente

Gonçalo Ferreira da Silva

Vice-Pesidente

Messody Benoliel

Secretária

Maria Luiza

Tesoureira

Wanda Brauer

Diretor Jurídico

Agenor Ribeiro

Diretor Cultural

Marcus Lucenna

Assessores do Presidente

Francisco Paulino Campelo Marlos de Herval Lima da Silva Guaipuan Vieira

Patronos e Membros[editar | editar código-fonte]

Cadeira Patrono Ocupante
1 Leandro Gomes de Barros Cadeira vaga
2 José Pedro de Barros Cadeira vaga
3 Firmino Teixeira do Amaral Fábio Sombra
4 Apolônio Alves dos Santos Moreira de Acopiara
5 José Camelo João José dos Santos
6 Guerra Vascurado Sepalo Campelo
7 João Martins de Athayde Marcus Lucenna
8 Sebastião Nunes Batista Beto Brito
9 Luiz da Costa Pinheiro Olegário Alfredo
10 Catulo Cearense Cadeira vaga
11 José Pacheco Klévisson Viana
12 Francisco das Chagas Batista Paulo Nunes Batista
13 Delarme Monterio Silva Marco Haurélio
14 Pacífico Pacato Cordeiro Manso William J. G. Pinto
15 Patativa do Assaré Antônio Francisco Teixeira de Melo
16 Veríssimo de Melo Adriana Cordeiro Azevedo
17 Silvino Pirauá Manoel Santamaria
18 José Bernardo da Silva Maria Rosário Pinto
19 Leonardo Mota Messody Ramiro Benoliel
20 Manoel D'Almeida Filho Glória Fontes Puppin
21 Joaquim Batista de Sena Guaipuan Vieira
22 Antônio Batista Guedes Argeu Sebastião da Motta
23 Capistrano de Abreu Agenor Ribeiro
24 Silvio Romero Heloisa Crespo
25 Juvenal Galeno Francisco Silva Nobre
26 Luís da Câmara Cascudo Crispiniano Neto
27 M. Cavalcante Proença Zayra Coutinho
28 Caetano Cosme da Silva Cadeira vaga
29 Manoel Caboclo e Silva Maria Luiza
30 José Galdino da Silva Duda Cícero Pedro de Assis
31 Umberto Peregrino Ivamberto Albuquerque Oliveira
32 José da Luz Antônio de Araújo (Campinense)
33 Rodolfo Coelho Cavalcante Wanda Brauer
34 Manoel Camilo dos Santos Luis Nunes Alves (Severino Sertanejo)
35 José Praxedes Cadeira vaga
36 Adelmar Tavares Antônio Bispo dos Santos
37 José Soares J. Victtor
38 Manoel Tomaz de Assis Manoel Monteiro (1937-2014)
39 Sebastião do Nascimento Cordelista Pedro Costa
40 João Mequíades Ferreira Arievaldo Viana

A cadeira de n° 21, pertencente ao poeta Joaquim Batista de Sena, paraibano de Patos, que residiu muitos anos no Ceará, em Redenção, será ocupada pelo poeta piauiense Guaipuan Vieira, radicado no Ceará. Guaipuan foi o responsável em Fortaleza, na década de 80 pela retomada dessa cultura de feira, contribuiu para que na década de 90 surgissem novas entidades e editoras em todo o Nordeste. A escolha da ABLC,por este vate do cordel é de grande importância, enriquece muito mais seu quadro.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]