Academia da Força Aérea (Portugal)

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Academia da Força Aérea
Afa.gif
País  Portugal
Corporação Força Aérea Portuguesa
Subordinação Comando de Instrução da Força Aérea
Missão Ensino superior público militar
Sigla AFA
Criação 1977
Aniversários 1 de fevereiro
Lema E não menos por Armas que por Letras
Logística
Aeronaves de instrução ASK-21
Chipmunk MK 20 (Modificado)
L-23 Super Blanik
Sede
Sede Sintra - Lisboa
Morada Granja do Marquês
Pêro Pinheiro
Internet Sítio oficial

A Academia da Força Aérea (AFA) MHSE é um estabelecimento de ensino superior militar, destinado a formar oficiais da Força Aérea Portuguesa nos diferentes domínios do conhecimento que são necessários ao desempenho das suas funções, bem como dar formação nos domínios que revelem interesse para o desenvolvimento de conhecimentos aeronáuticos a nível nacional. As instalações da AFA estão inseridas no complexo da Base Aérea n.º 1, localizada na Granja do Marquês, em Sintra,

História[editar | editar código-fonte]

Desde a fundação da Força Aérea Portuguesa (FAP) como ramo independente em 1952, e até 1978, os seus oficiais foram formados na Academia Militar, que para isso dispunha dos cursos específicos de aeronáutica militar e de engenharia militar na especialidade de aeródromos.

Devido às especificidades técnicas de formação, foi criada, a 1 de fevereiro de 1978, a Academia da Força Aérea, apenas com o curso de piloto aviador, sendo transferido para a nova Academia o 3º ano de formação que estava em curso na Academia Militar. Por tal motivo, essa data é considerada como o Dia da Academia da Força Aérea. Gradualmente, foram sendo transferidos os restantes anos até ao funcionamento em pleno da Academia.

Para corresponder às necessidades efectivas de formação dos futuros quadros, no ano letivo de 1991/92 começaram a ser leccionados outros cursos de reconhecido interesse, inseridos nas especialidades dos diferentes quadros da Força Aérea Portuguesa.

A 24 de Junho de 2005 foi feita Membro-Honorário da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[1]

Também no mesmo ano letivo, começaram a funcionar os cursos politécnicos, destinados a formar oficiais dos quadros permanentes para os quadros técnicos da Força Aérea. Para tal, foi criada uma organização paralela, a Escola Superior de Tecnologias Militares Aeronáuticas (ESTMA). Devido às reformas no ensino superior, decorrentes da Declaração de Bolonha, a ESTMA foi extinta[2] em 2008, pelo que os cursos politécnicos passaram então a ser ministrados na AFA.

Organização[editar | editar código-fonte]

A Academia da Força Aérea é dirigida por um major-general piloto-aviador designado "comandante da Academia da Força Aérea", o qual dependente do Comando de Instrução da Força Aérea. Na dependência do comandante da AFA existem:

Vista geral da AFA.
  • 2º comandante da AFA;
  • Orgãos de apoio do comando;
  • Orgãos de conselho;
  • Gabinete de Estudos, Planeamento e Apoio ao Ensino;
  • Gabinete de Avaliação e Qualidade;
  • Direção de Ensino Universitário;
  • Direção de Ensino Politécnico;
  • Corpo de Alunos;
  • Centro de Estudos Aeronáuticos;
  • Centro de Investigação da AFA;
  • Grupo de Apoio.

Ensino ministrado[editar | editar código-fonte]

Cursos universitários[editar | editar código-fonte]

Os cursos universitários ministrados na Academia da Força Aérea são os de Mestrado Integrado em Aeronáutica Militar (com várias especialidades) e os de formação complementar dos mestrados integrados nas áreas da saúde.

O Mestrado Integrado em Aeronáutica Militar inclui as seguintes especialidades:

O curso na especialidade de PILAV tem a duração de cinco anos. Os restantes têm a duração de seis anos, sendo parte do curso de ADMAER frequentado no Instituto Superior de Economia e Gestão e dos de engenharia no Instituto Superior Técnico.

Os cursos de formação complementar são os seguintes:

Os cursos de MED e de DENT são frequentados, respetivamente, na Faculdade de Medicina e na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, só a formação complementar militar sendo frequentada na AFA.

Cursos politécnicos[editar | editar código-fonte]

Consistem em cursos de licenciatura, com uma duração de quatro anos, em média, com vista à formação de oficiais técnicos do quadro permanente. Os cursos leccionados são os correspondentes aos diversos quadros técnicos da Força Aérea que a seguir se seguem (por ordem alfabética):

Aeronave de instrução Chipmunk MK 20 da AFA aterrando na pista da BA1.
  • Navegadores (NAV)
  • Polícia Aérea (PA)
  • Técnico de Abastecimento (TABST)
  • Técnico de Informática (TINF)
  • Técnico de Manutenção de Material Aeronáutico (TMMA)
  • Técnico de manutenção de Armamento e Equipamento (TMAEQ)
  • Técnico de Manutenção de Material Electrónico (TMMEL)
  • Técnico de Manutenção de Material Terrestre (TMMT)
  • Técnico de Pessoal e Apoio Administrativo (TPAA)
  • Técnico de Operações de Controlo Aéreo e Radarista de Tráfego (TOCART)
  • Técnico de Operações de Comunicações e Criptografia(TOCC)
  • Técnico de Operações de Detecção, Conduta e Intercepção (TODCI)
  • Técnico de Operações de Meteorologia (TOMET)

Componentes pedagógicas[editar | editar código-fonte]

Todas as disciplinas dos diferentes cursos abrangem as seguintes componentes:

  • Componente Académica
  • As disciplinas académicas próprias de cada curso
  • Componente Militar
  • Formação militar específica: Armamento,Sobrevivência, Deontologia Militar, Ordem Unida, etc
  • Componente Física
  • Educação Física e desportiva, utilizando meios variados: Judo, Desportos Colectivos e Individuais, Treino Físico Militar, etc.
  • Actividade Aérea
  • Familiarização com os meios aéreos
  • Componente circum-escolar
  • Música, aeromodelismo, fotografia, palestras, conferências,etc.

Esquadra de voo[editar | editar código-fonte]

A AFA dispõe na sua estrutura de uma Esquadra de Voo, a Esquadra 802 "Águias", que opera as seguintes aeronaves:

Tem por missão a selecção e a preparação dos alunos de pilotagem e fomentar o gosto pela aeronáutica aos alunos dos restantes cursos leccionados.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. http://www.ordens.presidencia.pt/
  2. Decreto-Lei nº 37/2008, de 5 de Março

Ligações externas[editar | editar código-fonte]