Acajutiba

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Município de Acajutiba
"Cajueiro"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 28 de novembro de 1952 (62 anos)
Gentílico acajutibense
Prefeito(a) José Luiz Mendes Brito (PTC)
(2013–2016)
Localização
Localização de Acajutiba
Localização de Acajutiba na Bahia
Acajutiba está localizado em: Brasil
Acajutiba
Localização de Acajutiba no Brasil
11° 39' 43" S 38° 01' 01" O11° 39' 43" S 38° 01' 01" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Nordeste Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Alagoinhas IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes [Esplanada (Bahia)
Distância até a capital 182 km
Características geográficas
Área 267,662 km² [2]
População 14 830 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 55,41 hab./km²
Altitude 179 m m
Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,582 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 52 312,618 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 459,14 IBGE/2008[5]
Página oficial

Acajutiba é um município que fica no leste do estado da Bahia, no Brasil. Sua população é de 14 762 habitantes e sua área é de 229 km² (55,08 habitantes por quilômetro quadrado).

Povoados: Canatubiá, Cumbe de Cima, Gameleira, Limoeiro, Lagoa seca, Lagoeta, Saco do Rocha, Cabeca da Pedra, Bunina, Volta da Linha, Ritiro, Baixa da Areia, Pau de Candeia, Pajéu, Marambaia, Benedito e Caruara. Faz divisa, ao norte com os municípios de Crisópolis e Rio Real; ao sul, com o município de Esplanada; a leste, com o município de Rio Real e a oeste, com os municípios de Aporá e Esplanada. É a terra natal de Waldir Pires e Raimundo Brito.

Commons
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Toponímia[editar | editar código-fonte]

"Acajutiba" é um vocábulo de origem tupi que significa "ajuntamento de cajueiros", através da junção dos termos akaîu (cajueiro) e tyba (ajuntamento)[6] .

História[editar | editar código-fonte]

Em 1905, surgiram os primeiros trilhos da Viação Férrea Federal Leste Brasileiro, ligando o povoado à capital do estado, acontecimento que marcou época, trazendo consigo expressivo surto de progresso, principalmente para o comércio local. Com isso, nos arredores próximos à estação surgiu uma pequena feirinha localizada embaixo de um pé de caju. Essa pequena feira servia como ponto de encontro entre viajantes e garimpeiros que ali se dirigiam para compra, venda e troca de seus produtos. O garimpo no Rio Itapicuru já se fazia, por esta ocasião. Alguma coisa de diamantes e ouro de aluvião que se achava no leito daquele rio, servia como base de troca, para o que se comerciava na feira. Animais de carga, galinhas, porcos, perus, carne, feijão, farinha de mandioca, coco seco, sal, querosene, aguardente e fumo eram as mercadorias mais procuradas. Em 1912, já o lugar contava com mais de 25 casas e casebres. Em 1918, pela Lei Estadual 1 236, de 14 de maio de 1918, assinada pelo então governador Severino dos Santos Vieira, antigo político do Conde, o lugar deixou de ser povoação e foi elevada à categoria de vila. A vila tomou o nome emprestado do velho pé de caju sob o qual se deram as primeiras feiras, portanto Vila do cajueiro, município do Conde.

As décadas de 1920 e 1930 não trouxeram grandes transformações ao lugar além da construção da estação ferroviária. Neste tempo, já a Companhia Leste Brasileiro era a detentora do ramal. Inaugurada em 1932, a estação marcou o Centro da cidade, o ponto de encontro, o lugar das cargas e descargas agora de toda a produção agropecuária tanto para as feiras de Alagoinhas e Salvador como para Sergipe. Em 1937, o distrito de Cajueiro passou ao domínio do município de Esplanada, sendo o seu nome em virtude do Decreto Estadual 12 978, de 1º de junho de 1944, mudado para Acajutiba. Ainda em 1950, quando distrito de Esplanada, o Cajueiro tinha uma população de 5 642 habitantes, sendo 2 790 homens e 2 852 mulheres; de acordo com o recenseamento de 1950, 32,40 por cento das pessoas em idade ativa (dez anos e mais) estavam ocupadas no ramo do trabalho autônomo. Nessa época, a atividade econômica era a produção agrícola, fruticultura, industrial, além do rebanho. Na agricultura, figurava, em primeiro lugar, o feijão, com 1 200 000 cruzeiros, seguindo-se a produção de fava, milho, mandioca e amendoim. A fruticultura também tinha grande influência econômica para o município, através da produção de laranja e coco, que atingia 225 000 cruzeiros, seguindo-se a produção de limão, com 200 000 cruzeiros e de banana, com 45 000 cruzeiros. A produção industrial, em 1955, atingiu a cifra de 2 035 000 cruzeiros, destacando-se a produção de farinha de mandioca, com 1 000 000 de cruzeiros, seguindo-se produtos alimentares, aguardente e cerâmica (telhas e tijolos). O rebanho pecuário era representado estimativamente pelos seguintes números: bovinos – 5 000, equinos – 2 000, asininos – 3 000, muares – quinhentos, suínos – 2 000, ovinos – 2 500 e caprinos – 1 500.

A emancipação de fato ocorreu em 28 de novembro de 1952, com a promulgação da Lei 505, assinada pelo então governador Regis Pacheco, que criava o município de Acajutiba, constituído de distrito único, com sede na vila de mesmo nome e desmembrado do município de Esplanada. Com área de 229 quilômetros quadrados, faz divisa, ao norte, com os municípios de Crisópolis e Rio Real; ao sul, com o município de Esplanada; a leste, com o município de Rio Real e a oeste, com os municípios de Aporá e Esplanada.

Festas e Comemorações[editar | editar código-fonte]

Um aspecto importante é a cultura festiva, enraizadas através das manifestações religiosas e folclóricas; dentre os festejos realizados no município no passado, sobreleva a festa de Nossa Senhora das Candeias, padroeira local, que tem lugar no dia 2 de fevereiro, quando a cidade amanhece festiva, nesta ocasião a mocidade católica reúne-se para entre cânticos de louvores, prestar homenagem à santa, que em um andor é levada às ruas através de uma procissão, atraindo milhares de fiéis todos os anos. A população logo cedo é acordada com alvorada saudando o dia festivo. O lado positivo dessa história cultural é que, apesar do passar dos anos, essa tradição mantêm-se viva; a cidade conserva essa comemoração até os dias de hoje. Fora a festa religiosa, se tem destaque o desfile dos blocos locais embalados pelos trios elétricos na festa da padroeira da cidade. Também merece destaque: Festa de Reis em 6 de Janeiro, São João, Desfile cívico do 7 Setembro, Emancipação da cidade em 28 de novembro e jogos esportivos de futebol e gincanas escolares também enriquecem o calendário municipal. Os domingos de verão também são animados pelos falados "passeios ao Rio Itapicuru".

A Igreja Matriz começou a ser construída na década de 1930 e terminou com a sua forma atual em 1958, com a liderança do frei Afonso de Aporá. Segundo contam alguns moradores mais antigos da localidade. O transepto e a ábside que hoje dá forma ao prédio foram construídos no início dos anos 1990 sob a liderança do padre Jorge Duschl. Localiza-se na parte central da cidade, na Praça Ruy Barbosa bem próxima à estação. Além disso, a padroeira foi contemplada com uma bela praça que enobrece a região da Igreja Matriz. Como o progresso é um fator evidente por toda cidade, para completar essa paisagem cultural a cidade foi presenteada com uma rodoviária nessas mediações, ampliando o desenvolvimento social do município. Segundo as entrevistas, no passado, os meios de transportes que ligavam as cidades vizinhas eram: no sentido à capital Federal – ferrovia, e rodovia; às cidades vizinhas de Esplanada – rodovia, 21 km, e ferrovia, 30 km; Aporá -rodovia - 5 km; Inhambupe – rodovia, 49 km, Itapicuru – rodovia 50 km e Rio Real – ferrovia, 34 km. No passado estes percursos eram muito lentos por que não existia pavimentação adequada. Hoje com os asfaltamento das duas principai rodovia de acesso - Esplanada, Aporá e Crisópolis - as viagens se fazem mais rápidas e cômodas.

Relação dos Prefeitos[editar | editar código-fonte]

1.Euvaldo Ferreira Lima (1954-1954) * 2.Hostílio Freire de Novaes (1954-1956) ** 3. Altino Calazans de Souza (1956-1958) *** 4.Ulisses Ramos da Silva (1958-1962) 5.Adauto Motta Brito (1962-1966) 6.Pedro Almeida Guimarães (1966-1970) 7.Adauto Motta Brito (1970-1972) 8. Alcides Pereira de Aguiar (1972-1975) 9.José Antonio de Souza Santos (1976-1982) Vice: Raimundo Vitório 10.José Gustavo de Oliveira (1982-1988) Vice: Nelson Falheiro Fróes 11.José Antonio de Souza Santos (1988-1992) Vice: Raimundo Vitório 12.José Gustavo de Oliveira (1992-1996) Vice: Maria Menezes de Aguiar 13.José Luiz Mendes de Brito (1996- 2000) Vice: José Nilton Andrade 14.José Luiz Mendes de Brito (2000-2004) Vice: Jacó Lins Dantas 15.Jacó Lins Dantas (2004-2005) **** 16.Antonio Carlos Mendes de Brito Filho (2005-2009) Vice- Luiz Carlos Alves Nascimento 17. Alexsandro Menezes de Freitas (2009-2012) Vice: José Milton Ferreira dos Santos 18.José Luiz Mendes Brito (2013-) Vice: José Milton Ferreira dos Santos. Poder Executivo Atual: Prefeito - José Luiz Mendes Brito (PTC) Vice-Prefeito - José Milton Ferreira dos Santos (PT) Poder Legislativo Atual: ADELSON MENDES (PP); ALBERTO SOARES DOS SANTOS (PSD); EVERLEY MORAES DE SOUZA (PHS); GINALDO RODRIGUES NERES (PSL) PRESIDENTE DA CÂMARA (2013-2014); JOÃO ALVES DE SOUZA NETO (PTC); JOSÉ EDSON DOS SANTOS DIAS (PRP); JOSÉ OLÍMPIO PEREIRA SANTOS(PSC); MARIA DE FÁTIMA ROMÃO BRITO (PTC); SILVIO DOS SANTOS (PTB). Judiciário: Instalada em 10/10/1991, a Comarca de Acajutiba teve como seu primeiro Juiz Titular o Dr. Manoel Ricardo Calheiros D'Ávila Os sucessores foram, pela ordem: Dra. Eliene Simone Silva Oliveira. Dra. Elbia Rosane Souza Araujo de Oliveira. Dra Bárbara Araujo Dr. Sami Storch Dr. Francisco Manoel da Costa Nascimento Dra. Marina Kummer de Andrade. Inicialmente Instalado em Casa alugada situada à Rua Luiz Viana com o nome Forum Des. Mario Albiani, foi transferido, posteriormente, para sede própria, hoje situado à praça Dr. Aquinoel Borges, no centro da cidade

Aspectos Gerais[editar | editar código-fonte]

Acajutiba têm por característica a tipicidade das pequenas cidades interioranas da Bahia. Topografia plana, clima agradável e um povo notadamente hospitaleiro.Hoje o comércio local, mantém transações principalmente com as praças de Salvador, Alagoinhas, Aracaju e Esplanada de onde importa a maioria das mercadorias de consumo local. Existem, no município, diversos estabelecimentos comerciais atacadistas e varejistas na faixa de duzentos e poucos. A administração tem levado em conta os setores da educacição e de saúde. O município conta com dezesseis escolas de ensino fundamental e três creches. Maternidade e unidade de saúde aparelhada com oito leitos, transporte de emergência, coleta de lixo regular e iluminação pública. No âmbito estadual, o município conta com três unidades de ensino fundamental e médio, com 1656 alunos matriculados(novembro 2010);o suprimento de água potável é feita pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (EMBASA); A EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola) e ADAB (Agencia Estadual de Defesa Agropecúaria da Bahia), têm prestado assistência técnica e fiscalizatória no setor rural e pecuário do municpio.

A feira mais importante é realizada aos sábados na sede municipal, e como no passado, expõe à população os produtos locais. O setor de comércio e serviços é relativamente satisfatório com estabelecimentos variados – Bares, farmácias, super e minimercados, loja da cesta do povo (Ebal), pequenas lojas de calçados e confecções, moveis e eletrodomésticos, insumos agrícolas, madeireiras e autopeças, oficinas mecânicas, serrarias, serralherias, clínicas médicas, agência bancária do Banco do Brasil e um posto do Bradesco, agência dos correios e do Desembahia, linhas de ônibus regulares interestadual, para a capital do estado e cidades vizinhas. A indústria é pequena, atendendo, porém, atendendo a demanda local: padarias, movelarias, olarias, beneficiamento de água de coco. O município é pobre em ocorrência mineral com atenção somente ao extrativo de areia para construção civil. A pecuária tem atendido, mesmo que com alguma carência, a demanda da população por carne e leite. A agricultura é a base econômica do município com destaque para a produção de coco verde e seco, laranja, mandioca e seus derivados.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 11 de outubro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 541.

↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008. ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010. ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010. ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008. ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.

↑ Portal Oficial da Prefeitura de Acajutiba-Bahia [editar]Ligações externas

Estações Ferroviárias Cidades - Acajutiba PFL Informações Acajutiba site oficial de acajutiba bahia

Ligações externas[editar | editar código-fonte]