Acordos de Washington

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Getúlio Vargas e o presidente Roosevelt.

Os Acordos de Washington ocorreram após a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial em 1941. Aquela potência necessitava do apoio estratégico do Brasil e demais países das Américas.

Desta forma, em janeiro de 1942, no Rio de Janeiro, houve uma conferência orientando a ruptura das repúblicas americanas com os países do Eixo.

Em março de 1942 na Terceira Reunião de Consulta de Chanceleres Americanos, foram fechados os acordos em represália ao torpedeamento de cinco navios brasileiros por submarinos supostamente alemães. Historiadores revisionistas atualmente creem que foi uma pressão dos EUA para que o Brasil parasse de flertar com o Eixo, implicitamente ameaçando tomar o Nordeste militarmente caso Getúlio tivesse ficado do lado do Eixo, com o qual tinha mais simpatias. O historiador Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira afirma que os Estados Unidos estavam preparados para invadir o Nordeste, caso Vargas insistisse em manter a neutralidade do Brasil.[1][2] Para não perder a região para os americanos, que já queriam tomar Fernando de Noronha em meados do século XIX, Vargas barganhou o alinhamento do Brasil aos Aliados.

Os acordos selaram em princípio um empréstimo de 100 milhões de dólares para a modernização e implantação do projeto siderúrgico brasileiro, além da aquisição de material bélico no valor de 200 milhões de dólares. Esses acordos foram decisivos para a criação da Companhia Siderúrgica Nacional e da Companhia Vale do Rio Doce.

Assim o Brasil assumiu o compromisso de fornecer minérios estratégicos e importantes à indústria bélica americana. Os principais produtos eram alumínio, bauxita, borracha, cobre, cristal quartzo, estanho, magnésio, mica, níquel, tungstênio, zinco, entre outros.

Para o fornecimento de borracha foi estabelecido um fundo de financiamento especial, gerenciado pela Rubber Development Corporation e o Departamento Nacional de Imigração (DNI). Como este incentivo finaceiro o governo Braslileiro comprometia-se a incrementar as atividades do serviço de recrutamento, encaminhamento e colocação de trabalhadores nos seringais da Amazônia (Serviço Especial da Mobilização de Trabalhadores para a AmazôniaSemta e a Superintendência de Abastecimento do Vale Amazônico - Sava).

Ainda como cláusula destes acordos o governo brasileiro dava permissão aos americanos para a instalação de báses militares no região Norte e Nordeste.

Índice

[editar] Consequências Geo-econômicas e geopolíticas

Apesar de a borracha ter saído de locais como o Acre (para substituir o látex da Indochina francesa que foi passada aos japoneses via III reich), os soldados da borracha terem saído do sertão do nordeste setentrional e as principais bases americanas terem se instalado em locais do mesmo nordeste setentrional, o que se viu em seguida foi a concentração dos recursos na região do vale do Paraíba do Sul, ou seja, embora a região de captação dos recursos ficasse em locais tais como o nordeste setentrional, estes locais não foram beneficiados pelos acordos e sim locais que em nada ajudaram os EUA nos esforços de guerra aliados a exemplo da Via Dutra, concentrando as indústrias pesadas em São Paulo e os impostos destas na então capital localizada na mesma Via Dutra. Data-se daí portanto o início do centralismo brasileiro que se viu nas últimas décadas, onde até mesmo a mídia aberta de massa ficou aí concentrada em detrimento das regiões de captação dos recursos geo-historicamente injustiçadas por Vargas e posteriormente pelos militares.

Notas

  1. DW-World - O Pentágono quis invadir o Brasil. Página acessada em 26 de Novembro de 2010.
  2. ISTOÉ - EUA planejavam tomar o País caso Getúlio não entrasse na guerra contra os nazistas. Acessado em 26 de novembro de 2010.

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